País vigiado
O Ministério do Interior britânico pretende que os funcionários municipais, os médicos e outras profissões com actividade no sector público passem a colaborar com as autoridades de segurança e informem sobre eventuais suspeitos criminosos.
Governo britânico transforma funcionários em informadores
O plano do governo britânico prevê que um vasto conjunto de dados pessoais, incluindo o historial clínico ou mental, possam circular entre diversas entidades do Estado mesmo que não haja indícios claros de que os cidadãos visados constituam um perigo para a sociedade.
Um documento revelado pelo diário The Times e citado pela agência espanhola EFE, na segunda-feira, 21, afirma que «os organismos públicos terão acesso a valiosa informação sobre pessoas que representem perigo, cometam graves actos de violência ou que, inversamente, possam tornar-se vítimas».
O texto interno acrescenta que «os profissionais alertarão a polícia ou qualquer outra autoridade relevante caso tenham bons motivos» para crer que existe a possibilidade de um tal acto poder ser cometido.
De acordo com a mesma fonte, o governo pretende monitorizar os próprios comportamentos dos indivíduos, propondo-se criar duas novas agências para processar os dados fornecidos pelos informadores. A primeira trataria os «potenciais delinquentes» e a segunda as «vítimas potenciais».
Para que esta tenebrosa teia de vigilância se concretize é no entanto necessário elaborar nova legislação que obrigue os funcionários públicos a alertar a polícia sobre pessoas que não cometeram nenhum crime mas que terão alegadamente um «perfil de risco».
Algumas organizações de direitos civis, como a «Liberty», reagiram com apreensão face a este novo atentado às liberdades em nome da alegada «sociedade totalmente isenta de riscos».
Também a oposição conservadora manifestou reservas sobre o plano, considerando não se pode obrigar a polícia a «examinar documentos baseados em simples conjecturas e rumores».
No Reino Unido estão hoje instaladas 4,2 milhões de câmaras de vigilância, o que equivale a um aparelho por cada 14 pessoas e representa um quinto dos equipamentos deste tipo existentes em todo o mundo.
Um documento revelado pelo diário The Times e citado pela agência espanhola EFE, na segunda-feira, 21, afirma que «os organismos públicos terão acesso a valiosa informação sobre pessoas que representem perigo, cometam graves actos de violência ou que, inversamente, possam tornar-se vítimas».
O texto interno acrescenta que «os profissionais alertarão a polícia ou qualquer outra autoridade relevante caso tenham bons motivos» para crer que existe a possibilidade de um tal acto poder ser cometido.
De acordo com a mesma fonte, o governo pretende monitorizar os próprios comportamentos dos indivíduos, propondo-se criar duas novas agências para processar os dados fornecidos pelos informadores. A primeira trataria os «potenciais delinquentes» e a segunda as «vítimas potenciais».
Para que esta tenebrosa teia de vigilância se concretize é no entanto necessário elaborar nova legislação que obrigue os funcionários públicos a alertar a polícia sobre pessoas que não cometeram nenhum crime mas que terão alegadamente um «perfil de risco».
Algumas organizações de direitos civis, como a «Liberty», reagiram com apreensão face a este novo atentado às liberdades em nome da alegada «sociedade totalmente isenta de riscos».
Também a oposição conservadora manifestou reservas sobre o plano, considerando não se pode obrigar a polícia a «examinar documentos baseados em simples conjecturas e rumores».
No Reino Unido estão hoje instaladas 4,2 milhões de câmaras de vigilância, o que equivale a um aparelho por cada 14 pessoas e representa um quinto dos equipamentos deste tipo existentes em todo o mundo.