Vida dos jovens mais difícil
O deputado comunista Miguel Tiago acusou o Governo de querer acabar com o programa de apoio ao arrendamento jovem. Lembrado foi o corte em 50 por cento das verbas destinadas este ano para esse efeito, em comparação com o que foi gasto em 2006.
Falando na sessão de perguntas ao Governo realizada faz amanhã oito dias, Miguel Tiago chamou a atenção para a crescente vulnerabilidade que atinge sobretudo as camadas mais jovens, sujeitas, com medidas desta natureza, a depender ainda mais dos pais.
Estas são medidas que «agravam a vida dos jovens», precarizando-a, sustentou o deputado do PCP, para quem esta orientação representa uma colisão frontal com o dispositivo constitucional que no artigo 70.º diz que a juventude goza da protecção especial do Estado através de apoios específicos na área da habitação.
Ora não é isso que o Executivo faz, como foi demonstrado, não obstante a afirmação do secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades de que serão disponibilizados outros mecanismos de apoio ao arrendamento jovem, com o objectivo de «apoiar quem mais precisa».
João Ferrão, que respondia à questão posta por Miguel Tiago, defendeu a redução das verbas envolvidas no apoio ao arrendamento jovem com o argumento de que este instrumento foi «capturado» por uma minoria.
O secretário de Estado considerou insustentável que o instrumento para o arrendamento jovem tenha representado quase o dobro do que os programas para apoio à habitação de famílias pobres e de reabilitação urbana. Argumento falacioso, está bem de ver, já que o governante fingiu ignorar que o problema não reside em verbas a mais para o apoio aos jovens mas em verbas a menos para o apoio às famílias carenciadas.
Falando na sessão de perguntas ao Governo realizada faz amanhã oito dias, Miguel Tiago chamou a atenção para a crescente vulnerabilidade que atinge sobretudo as camadas mais jovens, sujeitas, com medidas desta natureza, a depender ainda mais dos pais.
Estas são medidas que «agravam a vida dos jovens», precarizando-a, sustentou o deputado do PCP, para quem esta orientação representa uma colisão frontal com o dispositivo constitucional que no artigo 70.º diz que a juventude goza da protecção especial do Estado através de apoios específicos na área da habitação.
Ora não é isso que o Executivo faz, como foi demonstrado, não obstante a afirmação do secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades de que serão disponibilizados outros mecanismos de apoio ao arrendamento jovem, com o objectivo de «apoiar quem mais precisa».
João Ferrão, que respondia à questão posta por Miguel Tiago, defendeu a redução das verbas envolvidas no apoio ao arrendamento jovem com o argumento de que este instrumento foi «capturado» por uma minoria.
O secretário de Estado considerou insustentável que o instrumento para o arrendamento jovem tenha representado quase o dobro do que os programas para apoio à habitação de famílias pobres e de reabilitação urbana. Argumento falacioso, está bem de ver, já que o governante fingiu ignorar que o problema não reside em verbas a mais para o apoio aos jovens mas em verbas a menos para o apoio às famílias carenciadas.