Vinhedos em perigo
A pretexto de um excesso de produção de vinho, a Comissão Europeia pretende promover o arranque de 400 mil hectares de vinhedo. Os deputados do PCP condenam esta reforma e propõem caminhos alternativos.
A proposta de reforma da organização comum de mercado do vinho (OCM), apresentada no Verão passado pela Comissão Europeia (CE), foi debatida há duas semanas pelo Parlamento Europeu, onde a maioria dos deputados aprovou um relatório que, embora com algumas ressalvas, dá luz verde às pretensões do executivo comunitário.
Tendo apresentado um conjunto de alterações ao documento, os deputados do PCP rejeitam o projecto de reforma, sublinhando que o arranque de vinha, a redução da produção e, consequentemente, do emprego acentuará ainda mais a desertificação de vastas zonas, afectando principalmente «as regiões menos desenvolvidas, as explorações familiares e os agricultores com mais baixos rendimentos»
Denunciando a tentativa de utilizar o vinho como moeda de troca nas negociações da Organização Mundial do Comércio (onde a UE pretende ganhar o rentável sector dos serviços), a deputada Ilda Figueiredo notou que a Comissão Europeia nada propõe para conter as importações que inundam o mercado, nem para combater métodos industriais (adição de água, aromas, decomposição e recomposição de mostos) que degradam as qualidades naturais do vinho.
Os deputados do PCP defendem «uma outra reforma da OCM do Vinho que privilegie uma vitivinicultura durável, as suas características tradicionais, a pequena e média agricultura e a agricultura familiar, o seu papel social, cultural e o seu importante contributo para o desenvolvimento regional e nacional».
Tendo apresentado um conjunto de alterações ao documento, os deputados do PCP rejeitam o projecto de reforma, sublinhando que o arranque de vinha, a redução da produção e, consequentemente, do emprego acentuará ainda mais a desertificação de vastas zonas, afectando principalmente «as regiões menos desenvolvidas, as explorações familiares e os agricultores com mais baixos rendimentos»
Denunciando a tentativa de utilizar o vinho como moeda de troca nas negociações da Organização Mundial do Comércio (onde a UE pretende ganhar o rentável sector dos serviços), a deputada Ilda Figueiredo notou que a Comissão Europeia nada propõe para conter as importações que inundam o mercado, nem para combater métodos industriais (adição de água, aromas, decomposição e recomposição de mostos) que degradam as qualidades naturais do vinho.
Os deputados do PCP defendem «uma outra reforma da OCM do Vinho que privilegie uma vitivinicultura durável, as suas características tradicionais, a pequena e média agricultura e a agricultura familiar, o seu papel social, cultural e o seu importante contributo para o desenvolvimento regional e nacional».