Homenagem ao Zeca

Nos 20 anos da sua morte, Zeca Afonso, foi lembrado na Assembleia da República como «homem da margem e do despojamento», que se «dava bem com os simples e marginais», com uma postura e obra que deram um inestimável contributo para a liberdade conquistada no 25 de Abril.

Num voto aprovado por unanimidade, faz hoje oito dias, os deputados assinalam que Zeca foi o autor que trouxe «um som e um ritmo ao Portugal de Abril» e, com «a riqueza e a modernidade» das suas composições, abriu «caminho a um novo percurso» na música portuguesa.
«Limitou-se a escrever, a fazer música, a cantar e a estar onde outros evitaram estar. Com isso incomodou e desarrumou a ordem e o sistema. Por isso o prenderam e impediram de exercer a sua profissão de professor», lê-se no texto conjunto, onde realçada é ainda a ideia de que a «Assembleia não seria hoje a casa da democracia sem, entre tantos outros, ter também o inestimável contributo de um novo som que, falando do proibido, cantava o mundo dos renegados e dos aflitos e marcaria o compasso do 25 de Abril».
Homenageando o compositor e músico, no final da leitura do voto pela mesa do Parlamento, os deputados aplaudiram o autor de «Grândola, Vila Morena», a senha que na madrugada de 25 de Abril de 1974 deu o sinal para o avanço dos militares do Movimento das Forças Armadas que derrubaram o regime fascista.


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