«Novas» democracias
Cresceu a gente a pensar que a democracia não é coisa imutável. Que o paradigma clássico da Grécia não era nada perfeito. Não apenas porque as mulheres ficavam arredadas dela – como hoje nos querem fazer crer. Os pobres dos hilotas, os tais que trabalhavam e produziam a riqueza suficiente para haver quem pensasse por todos, ficavam de fora, nem tempo tinham para passear nas ágoras de Atenas. Tão imperfeita era a democracia ateniense que decidiu democraticamente condenar à morte um tal Sócrates, pelo crime de meter ideias subversivas nas cabeças dos jovens.
Soubemos mais tarde que a cada revolução se aperfeiçoavam as formas democráticas de governo e novas classes acediam ao voto e assim à gestão da coisa pública. Os finais do século XVIII deram à luz duas grandes democracias – a Americana, baseada em grande parte no trabalho escravo; a Francesa que logo expulsou o povo do poder, dando lugar aos exclusivos interesses da burguesia, varrendo da Europa o poder feudal dos aristocratas. Finalmente a Russa, levando ao poder quem trabalha e aniquilando os privilégios das classes que antes exploravam os trabalhadores.
Derrotada pela traição interna e pelo cerco imperialista, da democracia soviética, a mais perfeita até hoje alcançada pela humanidade, restam poucos focos no mundo que resistem. Mas outros se levantam.
Hoje, porém, a democracia «novíssima» de Bush é que dá o mote das outras todas e impõe os seus «direitos humanos» – o direito de explorar e de matar quem se não vergue.
Por cá, um novo Sócrates, colaborador servil de Bush, impõe a sua democracia. Tão servil é ele que chegou ao ponto de assegurar aos EUA que o Governo nenhumas provas tinha contra a CIA, no momento em que o Parlamento Europeu condenava os governos que se mostraram cúmplices dos criminosos voos.
Por exemplo, é democrático prometer 150 mil empregos e, dois anos depois, mostrar que a taxa de desemprego é a maior de sempre. É democrático encerrar escolas e hospitais e permitir a deslocalização de empresas subsidiadas pelo Estado. Tão democrático é este Governo que assistimos, sem nos espantarmos, às declarações do ministro da Saúde, a afirmar que uma manifestação de mil pessoas protestando contra o fim das urgências de Valença, é antidemocrática. Esta socrática democracia é assim: «vota e cala-te».
Soubemos mais tarde que a cada revolução se aperfeiçoavam as formas democráticas de governo e novas classes acediam ao voto e assim à gestão da coisa pública. Os finais do século XVIII deram à luz duas grandes democracias – a Americana, baseada em grande parte no trabalho escravo; a Francesa que logo expulsou o povo do poder, dando lugar aos exclusivos interesses da burguesia, varrendo da Europa o poder feudal dos aristocratas. Finalmente a Russa, levando ao poder quem trabalha e aniquilando os privilégios das classes que antes exploravam os trabalhadores.
Derrotada pela traição interna e pelo cerco imperialista, da democracia soviética, a mais perfeita até hoje alcançada pela humanidade, restam poucos focos no mundo que resistem. Mas outros se levantam.
Hoje, porém, a democracia «novíssima» de Bush é que dá o mote das outras todas e impõe os seus «direitos humanos» – o direito de explorar e de matar quem se não vergue.
Por cá, um novo Sócrates, colaborador servil de Bush, impõe a sua democracia. Tão servil é ele que chegou ao ponto de assegurar aos EUA que o Governo nenhumas provas tinha contra a CIA, no momento em que o Parlamento Europeu condenava os governos que se mostraram cúmplices dos criminosos voos.
Por exemplo, é democrático prometer 150 mil empregos e, dois anos depois, mostrar que a taxa de desemprego é a maior de sempre. É democrático encerrar escolas e hospitais e permitir a deslocalização de empresas subsidiadas pelo Estado. Tão democrático é este Governo que assistimos, sem nos espantarmos, às declarações do ministro da Saúde, a afirmar que uma manifestação de mil pessoas protestando contra o fim das urgências de Valença, é antidemocrática. Esta socrática democracia é assim: «vota e cala-te».