História em câmara escura
Aprende-se na escola que no chamado fenómeno da «câmara escura» as imagens se apresentam invertidas.
A operação de promoção de Salazar como «o melhor português» trouxe à ribalta a sorna mas insistente campanha em curso de branqueamento do que foi o fascismo – em Portugal e no mundo. Apagando, por outro lado, numa vergonhosa falsificação da História, como e por quem foi derrotada essa feroz e sangrenta versão do imperialismo.
Não é certamente casual essa campanha que quer apresentar a História em câmara escura: de pernas para o ar.
Estamos hoje num mundo adverso, às vezes sornamente, à liberdade, ao progresso, ao bem estar da humanidade, onde a esperança de um bom futuro anda minada pelas ameaças super-potentes de uma «globalização» condicionadora, totalitária.
Os seus agentes não são só os Bush com arrogâncias de super-potência.
São também os diligentes e imperativos agentinhos de segunda linha, instalados pelo mundo, como peças de uma cadeia de comando do retrocesso histórico que ameaça o mundo.
Em 1932, Aldous Huxley no seu livro «O admirável mundo novo» – descrevia uma espécie de antecipação que poderíamos talvez chamar de «sociologica-científica» - com a descrição de um mundo que hoje nos bate de novo à porta, de gente programada para uma sociedade ultra-obediente em que cada classe social desempenhava cegamente o seu papel, pre-determinado pelo poder absoluto personalizado num tal Sr. Ford....
Esta alegoria reflecte o tremendo cenário em que se preparou e desencadeou a II Guerra Mundial. O balanço dessa época, marcada pelo ascenso do nazi-fascismo, ainda está por fazer, no seu profundo significado.
A alegoria de Huxley, com o seu social-cepticismo, traduzia angustiadoras antecipações de um mundo que adivinhava evoluir tragicamente. Mas errava numa coisa. Não contou com um facto histórico fundamental: a enorme resistência que, ao longo dos tempos, levanta a humanidade contra quem lhe queira comandar regressos. Na época atribulada que o mundo viveu no século passado, essa força foi o antifascismo, que teve nos comunistas os seus mais firmes combatentes.
As alegorias podem ser úteis para ajudar a conhecer o mundo. Mas o mais importante é a vontade humana de o transformar. Para melhor.
A hipocrisia comentarista que hoje domina a formação da opinião pública tem, talvez por vezes num implícito inconsciente, uma ligeireza que ignora os factos. Mas embora hoje distanciados deles, ninguém pode ignorar que foi a força de resistência dos povos que conseguiu vencer os maus tempos que lhes foram impostos. Esse é o mérito, que não deve ser esquecido, dos que resistiram, enfrentaram e venceram o fascismo. O de Salazar, como os de Hitler e Mussolini.
A operação de promoção de Salazar como «o melhor português» trouxe à ribalta a sorna mas insistente campanha em curso de branqueamento do que foi o fascismo – em Portugal e no mundo. Apagando, por outro lado, numa vergonhosa falsificação da História, como e por quem foi derrotada essa feroz e sangrenta versão do imperialismo.
Não é certamente casual essa campanha que quer apresentar a História em câmara escura: de pernas para o ar.
Estamos hoje num mundo adverso, às vezes sornamente, à liberdade, ao progresso, ao bem estar da humanidade, onde a esperança de um bom futuro anda minada pelas ameaças super-potentes de uma «globalização» condicionadora, totalitária.
Os seus agentes não são só os Bush com arrogâncias de super-potência.
São também os diligentes e imperativos agentinhos de segunda linha, instalados pelo mundo, como peças de uma cadeia de comando do retrocesso histórico que ameaça o mundo.
Em 1932, Aldous Huxley no seu livro «O admirável mundo novo» – descrevia uma espécie de antecipação que poderíamos talvez chamar de «sociologica-científica» - com a descrição de um mundo que hoje nos bate de novo à porta, de gente programada para uma sociedade ultra-obediente em que cada classe social desempenhava cegamente o seu papel, pre-determinado pelo poder absoluto personalizado num tal Sr. Ford....
Esta alegoria reflecte o tremendo cenário em que se preparou e desencadeou a II Guerra Mundial. O balanço dessa época, marcada pelo ascenso do nazi-fascismo, ainda está por fazer, no seu profundo significado.
A alegoria de Huxley, com o seu social-cepticismo, traduzia angustiadoras antecipações de um mundo que adivinhava evoluir tragicamente. Mas errava numa coisa. Não contou com um facto histórico fundamental: a enorme resistência que, ao longo dos tempos, levanta a humanidade contra quem lhe queira comandar regressos. Na época atribulada que o mundo viveu no século passado, essa força foi o antifascismo, que teve nos comunistas os seus mais firmes combatentes.
As alegorias podem ser úteis para ajudar a conhecer o mundo. Mas o mais importante é a vontade humana de o transformar. Para melhor.
A hipocrisia comentarista que hoje domina a formação da opinião pública tem, talvez por vezes num implícito inconsciente, uma ligeireza que ignora os factos. Mas embora hoje distanciados deles, ninguém pode ignorar que foi a força de resistência dos povos que conseguiu vencer os maus tempos que lhes foram impostos. Esse é o mérito, que não deve ser esquecido, dos que resistiram, enfrentaram e venceram o fascismo. O de Salazar, como os de Hitler e Mussolini.