As dúvidas do Cardeal
Desenganem-se os que pensam que a campanha terrorista e manipuladora das forças que defendem o NÃO no referendo sobre a despenalização da IVG, resultam de um estado de alma, mais ou menos efervescente com o «calor» destes últimos dias de campanha. Ou que, porventura, cada nova proposta, cada folheto de propaganda, cada acção de rua, é resultado da iniciativa isolada deste ou daquele elemento. Se há conclusão a retirar deste referendo é que as forças mais conservadoras, retrógadas e reaccionárias do nosso país há muito que se preparavam para esta batalha e, no seu decurso, revelaram um nível de articulação, estruturação e expressão pública, revelador do poder e influência que detêm na nossa sociedade.
Depois do insulto e da menorização da mulher, da instrumentalização de sentimentos religiosos, da grosseira manipulação do conhecimento científico, da banalização de imagens de fetos e bébés, do recurso ao argumento das listas de espera no SNS e da utilização dos impostos dos contribuintes, eis que nos últimos dias surge o último trunfo – a dúvida. A dúvida, a confusão, a promessa de «se o NÃO ganhar» a Lei que persegue, julga e condena as mulheres não se aplica.
É uma proposta falsa, desonesta e manipuladora, cujo objectivo, é intoxicar ainda mais este debate. Mas é também uma proposta pensada, preparada e dirigida. Em meados de Outubro, a propósito do referendo D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, afirmava «que um dos objectivos a conseguir, durante o período de debate e esclarecimento é, pelo menos, lançar a dúvida em muitos que, talvez sem terem aprofundado a questão, estão inclinados a dizer SIM à proposta de Lei referendada. Penso sobretudo no eleitorado mais jovem (...) se não têm coragem de votar NÃO, que pelo menos se abstenham».
As forças do NÃO sabem que se a mobilização for superior à que se registou no último referendo em 1998, aumentam as possibilidades de uma vitória do SIM. Por isso aposta na desinformação e confusão junto dos eleitores.
Sabíamos de antemão que teria sido possível e desejável resolver este problema na Assembleia da República. Empurrados que fomos pelo PS e BE para este referendo, assumimos desde o início a responsabilidade de quem há muito se bate pela despenalização da IVG e considera insuportável continuar a assistir à criminalização das mulheres, aos riscos para a sua saúde, à destruição da sua dignidade. Nesta campanha, como em todas as outras, o PCP falou verdade ao Povo, apelando à sua inteligência, à sua mobilização e ao seu voto. Dos muitos milhares de contactos, acções e iniciativas do Partido vêm sinais de esperança e confiança na resolução deste problema. Até às 19 horas do dia 11, continuaremos a levar por diante esta tarefa de esclarecimento e mobilização para o voto no SIM. Que ninguém falte.
Depois do insulto e da menorização da mulher, da instrumentalização de sentimentos religiosos, da grosseira manipulação do conhecimento científico, da banalização de imagens de fetos e bébés, do recurso ao argumento das listas de espera no SNS e da utilização dos impostos dos contribuintes, eis que nos últimos dias surge o último trunfo – a dúvida. A dúvida, a confusão, a promessa de «se o NÃO ganhar» a Lei que persegue, julga e condena as mulheres não se aplica.
É uma proposta falsa, desonesta e manipuladora, cujo objectivo, é intoxicar ainda mais este debate. Mas é também uma proposta pensada, preparada e dirigida. Em meados de Outubro, a propósito do referendo D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, afirmava «que um dos objectivos a conseguir, durante o período de debate e esclarecimento é, pelo menos, lançar a dúvida em muitos que, talvez sem terem aprofundado a questão, estão inclinados a dizer SIM à proposta de Lei referendada. Penso sobretudo no eleitorado mais jovem (...) se não têm coragem de votar NÃO, que pelo menos se abstenham».
As forças do NÃO sabem que se a mobilização for superior à que se registou no último referendo em 1998, aumentam as possibilidades de uma vitória do SIM. Por isso aposta na desinformação e confusão junto dos eleitores.
Sabíamos de antemão que teria sido possível e desejável resolver este problema na Assembleia da República. Empurrados que fomos pelo PS e BE para este referendo, assumimos desde o início a responsabilidade de quem há muito se bate pela despenalização da IVG e considera insuportável continuar a assistir à criminalização das mulheres, aos riscos para a sua saúde, à destruição da sua dignidade. Nesta campanha, como em todas as outras, o PCP falou verdade ao Povo, apelando à sua inteligência, à sua mobilização e ao seu voto. Dos muitos milhares de contactos, acções e iniciativas do Partido vêm sinais de esperança e confiança na resolução deste problema. Até às 19 horas do dia 11, continuaremos a levar por diante esta tarefa de esclarecimento e mobilização para o voto no SIM. Que ninguém falte.