Voto SIM, porque não!
Digo não à obrigatoriedade de um referendo que não tinha que nos ser imposto. Mas tendo sido imposto, votarei SIM porque não quero.
Digo não aos bagões félix e demais acólitos obsequiosos que propõem piedosamente trabalhos forçados às mulheres a quem eles querem ver condenadas por recorrerem à IVG.
Digo não aos paulos portas que se afirmam satisfeitos com a lei em vigor porque «os juízes aplicam com humanidade uma lei humanista», que obriga mulheres acusadas de IVG a sentar-se no banco dos réus e terem a sua intimidade devassada.
Digo não aos cobardes anónimos que à sorrelfa metem no bolso de crianças de um infantário asquerosos folhetos contra a IVG que só comprovam a sua sórdida mentalidade.
Digo não à muita monstruosidade que tem sido lançada nas ruas, nas caixas de correio, nos meios de comunicação social, numa onda de terrorismo psicológico, para impor à força a humilhação da mulher.
Aquilo a que chamamos civilização, o nível de desenvolvimento de uma sociedade pode medir-se, dizia Marx, pela forma como a mulher é tratada.
Digo não ao ferrete humilhante que trogloditas civilizacionais querem impor ao nosso país.
Bastam-me os ferretes que ministros pinhos e amados andam socraticamente a distribuir pelos mundos, garantindo insistentemente que continuamos um país atrasado, que, apesar de «estar na Europa (será que por esmola?) continuamos atrasados e pobrezinhos: não nos importamos de ganhar pouco e mantemos em segredo patifarias de qualquer CIA que queira utilizar o território português.
Não!
O nosso país não é isso em que o querem transformar.
Já não é o mesmo que há 32 anos, acabado de sair da treva fascista, quando nas primeiras eleições me recebiam como candidato, nas aldeias da Guarda, o meu distrito, com toques de sino a rebate e onde mulheres vestidas de negro me excomungavam, de cruzes ao alto, aos gritos de «T´arrenego, comuna!».
Agora, nas mesmas aldeias, nas campanhas fazemos magustos, assamos castanhas, com as pessoas conversando à nossa roda, confraternizando, dialogando, prestando atenção, dizendo das suas ideias e das suas vidas.
E muitas vezes ouvimos: afinal vocês têm muita razão...
Não.
Este país não é a monstruosidade que eles querem.
Por isso vou votar.
SIM!
Digo não aos bagões félix e demais acólitos obsequiosos que propõem piedosamente trabalhos forçados às mulheres a quem eles querem ver condenadas por recorrerem à IVG.
Digo não aos paulos portas que se afirmam satisfeitos com a lei em vigor porque «os juízes aplicam com humanidade uma lei humanista», que obriga mulheres acusadas de IVG a sentar-se no banco dos réus e terem a sua intimidade devassada.
Digo não aos cobardes anónimos que à sorrelfa metem no bolso de crianças de um infantário asquerosos folhetos contra a IVG que só comprovam a sua sórdida mentalidade.
Digo não à muita monstruosidade que tem sido lançada nas ruas, nas caixas de correio, nos meios de comunicação social, numa onda de terrorismo psicológico, para impor à força a humilhação da mulher.
Aquilo a que chamamos civilização, o nível de desenvolvimento de uma sociedade pode medir-se, dizia Marx, pela forma como a mulher é tratada.
Digo não ao ferrete humilhante que trogloditas civilizacionais querem impor ao nosso país.
Bastam-me os ferretes que ministros pinhos e amados andam socraticamente a distribuir pelos mundos, garantindo insistentemente que continuamos um país atrasado, que, apesar de «estar na Europa (será que por esmola?) continuamos atrasados e pobrezinhos: não nos importamos de ganhar pouco e mantemos em segredo patifarias de qualquer CIA que queira utilizar o território português.
Não!
O nosso país não é isso em que o querem transformar.
Já não é o mesmo que há 32 anos, acabado de sair da treva fascista, quando nas primeiras eleições me recebiam como candidato, nas aldeias da Guarda, o meu distrito, com toques de sino a rebate e onde mulheres vestidas de negro me excomungavam, de cruzes ao alto, aos gritos de «T´arrenego, comuna!».
Agora, nas mesmas aldeias, nas campanhas fazemos magustos, assamos castanhas, com as pessoas conversando à nossa roda, confraternizando, dialogando, prestando atenção, dizendo das suas ideias e das suas vidas.
E muitas vezes ouvimos: afinal vocês têm muita razão...
Não.
Este país não é a monstruosidade que eles querem.
Por isso vou votar.
SIM!