Suspensão agrava dificuldades
É com grande preocupação que o Grupo Parlamentar do PCP acompanha a situação originada pela suspensão dos transplantes hepáticos pediátricos nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Este lamentável caso que surpreendeu o País há cerca de três semanas veio criar um vazio na resposta clínica nesta área, obrigando à transferência de crianças que carecem de intervenção para o estrangeiro. As consequências daí resultantes são óbvias, fazendo-se sentir sobremaneira no plano humano e familiar, como referem em requerimento dirigido ao Governo os deputados comunistas Bernardino Soares e António Filipe.
Na base da situação de ruptura a que se chegou, segundo os parlamentares do PCP, estará uma «política de insuficiente atenção à formação de equipas e de recursos humanos, que leva por exemplo a que a unidade de transplantes esteja dependente de um profissional».
Para os parlamentares do PCP, que consideram «especialmente chocantes» as declarações entretanto proferidas pelo Ministro da Saúde, a quem acusam de ter «desvalorizado com ligeira a situação e desprezado a sua gravidade», na origem mais funda do problema estará, para além da «ausência de formação adequada às necessidades previsíveis», uma política orientada para o «ataque aos direitos, à dignidade e às condições de trabalho dos profissionais». É esta política, sustentam, que está a causar um «ambiente propício à saída de muitos deles do Serviço Nacional de Saúde», o que é do agrado dos grupos privados da saúde, agora carentes de recursos humanos qualificados.
Importa apurar, pois – e é nesse sentido que vão as perguntas dirigidas ao Governo no requerimento subscrito pelos deputados do PCP – quais as razões concretas que levaram à suspensão dos transplantes pediátricos nos Hospitais da Universidade de Coimbra, bem como saber, por outro lado, quais as garantias do Ministério para que seja assegurada a manutenção em funcionamento sem rupturas daquela importante capacidade cirúrgica no Serviço Nacional de Saúde.
Na base da situação de ruptura a que se chegou, segundo os parlamentares do PCP, estará uma «política de insuficiente atenção à formação de equipas e de recursos humanos, que leva por exemplo a que a unidade de transplantes esteja dependente de um profissional».
Para os parlamentares do PCP, que consideram «especialmente chocantes» as declarações entretanto proferidas pelo Ministro da Saúde, a quem acusam de ter «desvalorizado com ligeira a situação e desprezado a sua gravidade», na origem mais funda do problema estará, para além da «ausência de formação adequada às necessidades previsíveis», uma política orientada para o «ataque aos direitos, à dignidade e às condições de trabalho dos profissionais». É esta política, sustentam, que está a causar um «ambiente propício à saída de muitos deles do Serviço Nacional de Saúde», o que é do agrado dos grupos privados da saúde, agora carentes de recursos humanos qualificados.
Importa apurar, pois – e é nesse sentido que vão as perguntas dirigidas ao Governo no requerimento subscrito pelos deputados do PCP – quais as razões concretas que levaram à suspensão dos transplantes pediátricos nos Hospitais da Universidade de Coimbra, bem como saber, por outro lado, quais as garantias do Ministério para que seja assegurada a manutenção em funcionamento sem rupturas daquela importante capacidade cirúrgica no Serviço Nacional de Saúde.