A saúde não é um negócio!
Os comunistas de Aveiro e de Sintra acusam o Governo do PS de pretender transformar a saúde num negócio.
O Governo anuncia a construção de um hospital em Sintra, mas privado
A Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP acompanha com preocupação a evolução da situação do Hospital Infante D. Pedro, que começou em Outubro a acabar com as urgências de especialidades como otorrinolaringologia, oftalmologia, urologia, estomatologia ou gastrenterologia.
Aliás, o funcionamento deste hospital começou a ser posto em causa há dez ou mais anos, quando o então Governo do PSD decidiu a diminuição da sua área de influência, sendo também um governo PSD que, em 2003, fechou a porta à hipótese de um novo hospital construído de raiz e mesmo à sua expansão nos termos do Plano Director respectivo.
As apreensões do PCP, divulgadas no dia 27 de Dezembro, agravaram-se entretanto com a demissão, no final de Novembro, do director das Urgências deste hospital, a que se seguiu a demissão da directora Clínica, de 23 directores de Serviços e de um vogal executivo do Conselho de Administração, a que se juntou no dia 24 também desse mês a ausência de ortopedistas durante 24 horas, em resultado da opção do Conselho de Administração de contratar empresas prestadoras de serviços para garantir os serviços médicos.
Hospital sim, mas público
O anúncio pelo ministro da Saúde Correia Campos da construção de um hospital em Sintra, gerido por privados, suscitou uma reacção imediata de regozijo do PS de Sintra, que aproveitou para criticar a incapacidade do executivo municipal e dos governos anteriores PSD e PSD/PP em avançar com este projecto.
Esta posição suscita contudo alguma estranheza à Comissão Concelhia de Sintra do PCP, que não quer «deixar passar em branco» a «desresponsabilização política do PS», relativamente a esta matéria. É que a construção de um novo hospital em Sintra começou por ser prometida em Março de 1999, pelo ex-primeiro-ministro do PS António Guterres, tendo sido ao longo dos anos noticiada várias vezes pela comunicação social. A 16 de Dezembro de 1999, por exemplo, o Jornal de Notícias, noticiava que Edite Estrela havia garantido, numa sessão da Assembleia Municipal de Sintra, que as obras para o Hospital arrancariam em 2000 e, a 22 de Janeiro de 2000, o mesmo jornal declarava que o Hospital estaria já «em passo acelerado». Passaram-se os tempos e, a 29 de Janeiro de 2003, o Público dava já como «quase certa» a localização deste Hospital, cuja construção voltou agora – passados quatro anos – a ser anunciada.
Aliás, lembra o PCP, na reunião da Assembleia Municipal de Sintra, realizada no dia 23 de Junho de 2006, a bancada do Partido Socialista (com excepção de 3 deputados!) votou contra a construção de um hospital público em Sintra, para além de que o PS defende desde 1998 a privatização da Saúde, em prejuízo dos interesses da população e em benefício do lucro privado.
Assim, a não construção de um Hospital Público em Sintra é tanto da responsabilidade do PSD-CDS como do Partido Socialista. E porque «a saúde não é um negócio!», e é ao Estado que cabe prioritariamente assegurar o direito à protecção de todos à saúde, designadamente através do Serviço Nacional de Saúde, os comunistas de Sintra voltam a defender a construção no concelho de um Hospital Público e de novos Centros de Saúde e extensões.
Aliás, o funcionamento deste hospital começou a ser posto em causa há dez ou mais anos, quando o então Governo do PSD decidiu a diminuição da sua área de influência, sendo também um governo PSD que, em 2003, fechou a porta à hipótese de um novo hospital construído de raiz e mesmo à sua expansão nos termos do Plano Director respectivo.
As apreensões do PCP, divulgadas no dia 27 de Dezembro, agravaram-se entretanto com a demissão, no final de Novembro, do director das Urgências deste hospital, a que se seguiu a demissão da directora Clínica, de 23 directores de Serviços e de um vogal executivo do Conselho de Administração, a que se juntou no dia 24 também desse mês a ausência de ortopedistas durante 24 horas, em resultado da opção do Conselho de Administração de contratar empresas prestadoras de serviços para garantir os serviços médicos.
Hospital sim, mas público
O anúncio pelo ministro da Saúde Correia Campos da construção de um hospital em Sintra, gerido por privados, suscitou uma reacção imediata de regozijo do PS de Sintra, que aproveitou para criticar a incapacidade do executivo municipal e dos governos anteriores PSD e PSD/PP em avançar com este projecto.
Esta posição suscita contudo alguma estranheza à Comissão Concelhia de Sintra do PCP, que não quer «deixar passar em branco» a «desresponsabilização política do PS», relativamente a esta matéria. É que a construção de um novo hospital em Sintra começou por ser prometida em Março de 1999, pelo ex-primeiro-ministro do PS António Guterres, tendo sido ao longo dos anos noticiada várias vezes pela comunicação social. A 16 de Dezembro de 1999, por exemplo, o Jornal de Notícias, noticiava que Edite Estrela havia garantido, numa sessão da Assembleia Municipal de Sintra, que as obras para o Hospital arrancariam em 2000 e, a 22 de Janeiro de 2000, o mesmo jornal declarava que o Hospital estaria já «em passo acelerado». Passaram-se os tempos e, a 29 de Janeiro de 2003, o Público dava já como «quase certa» a localização deste Hospital, cuja construção voltou agora – passados quatro anos – a ser anunciada.
Aliás, lembra o PCP, na reunião da Assembleia Municipal de Sintra, realizada no dia 23 de Junho de 2006, a bancada do Partido Socialista (com excepção de 3 deputados!) votou contra a construção de um hospital público em Sintra, para além de que o PS defende desde 1998 a privatização da Saúde, em prejuízo dos interesses da população e em benefício do lucro privado.
Assim, a não construção de um Hospital Público em Sintra é tanto da responsabilidade do PSD-CDS como do Partido Socialista. E porque «a saúde não é um negócio!», e é ao Estado que cabe prioritariamente assegurar o direito à protecção de todos à saúde, designadamente através do Serviço Nacional de Saúde, os comunistas de Sintra voltam a defender a construção no concelho de um Hospital Público e de novos Centros de Saúde e extensões.