Motoristas em convívio... e em luta!
Mais de uma dezena de motoristas militantes e simpatizantes do PCP, oito dos quais de transporte de mercadorias, participaram, no passado dia 29 de Dezembro, num jantar-convívio promovido pelo Sector dos Transportes Rodoviários de Coimbra, S. João do Campo.
Inserida numa acção nacional do PCP sobre as condições de trabalho dos motoristas, a iniciativa vem no seguimento de uma audição realizada em Coimbra com mais de 100 motoristas e de uma outra em Aveiras particularmente dirigida aos motoristas de mercadorias, permitiu uma melhor identificação dos problemas destes trabalhadores, tendo já levado a uma intervenção do PCP na Assembleia da República.
Presente do jantar, Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do PCP, enunciou um conjunto de dados que demonstram com eloquência a exploração desumana a que estão sujeitos os trabalhadores deste sector, dada a especificidade da sua profissão.
De facto, na prática o camião é para eles o seu local de trabalho – onde só ele labora – sendo que os seus salários base, de tão baixos que são, cerca de 90 contos, leva-os muitas vezes a aceitar a imposição dos patrões de remunerações ao quilómetro, à tonelagem, ao frete e, agora também, na base de uma percentagem sobre a facturação do negócio que o patrão realizou.
Com uma carga horária escandalosa – 14, 16 e mais horas por dia –, que põe em risco a segurança rodoviária, sua e dos outros, muitos destes trabalhadores têm ainda de fazer as descargas e outros passam horas intermináveis à espera de descarregar. Tudo, naturalmente, à custa de grandes sacrifícios familiares.
Mas não é tudo! Há ainda muitos casos de trabalhadores com salários em atraso, uns que saem da empresa mas nunca mais conseguem reaver o seu dinheiro; outros em que a empresa declara falência, não lhes pagando nem salários nem indemnizações, arrastando-se os processos em tribunal. Há mesmo casos de patrões que declaram falência, não pagam e depois abrem outras empresas.
Todos estes atropelos e ilegalidades com a complacência de sucessivos governos, nomeadamente do actual, denunciam os comunistas, que acusam ainda os ministérios do Trabalho e dos Transportes de «serem a caixa de ressonância dos interesses dos patrões do sector».
Inserida numa acção nacional do PCP sobre as condições de trabalho dos motoristas, a iniciativa vem no seguimento de uma audição realizada em Coimbra com mais de 100 motoristas e de uma outra em Aveiras particularmente dirigida aos motoristas de mercadorias, permitiu uma melhor identificação dos problemas destes trabalhadores, tendo já levado a uma intervenção do PCP na Assembleia da República.
Presente do jantar, Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do PCP, enunciou um conjunto de dados que demonstram com eloquência a exploração desumana a que estão sujeitos os trabalhadores deste sector, dada a especificidade da sua profissão.
De facto, na prática o camião é para eles o seu local de trabalho – onde só ele labora – sendo que os seus salários base, de tão baixos que são, cerca de 90 contos, leva-os muitas vezes a aceitar a imposição dos patrões de remunerações ao quilómetro, à tonelagem, ao frete e, agora também, na base de uma percentagem sobre a facturação do negócio que o patrão realizou.
Com uma carga horária escandalosa – 14, 16 e mais horas por dia –, que põe em risco a segurança rodoviária, sua e dos outros, muitos destes trabalhadores têm ainda de fazer as descargas e outros passam horas intermináveis à espera de descarregar. Tudo, naturalmente, à custa de grandes sacrifícios familiares.
Mas não é tudo! Há ainda muitos casos de trabalhadores com salários em atraso, uns que saem da empresa mas nunca mais conseguem reaver o seu dinheiro; outros em que a empresa declara falência, não lhes pagando nem salários nem indemnizações, arrastando-se os processos em tribunal. Há mesmo casos de patrões que declaram falência, não pagam e depois abrem outras empresas.
Todos estes atropelos e ilegalidades com a complacência de sucessivos governos, nomeadamente do actual, denunciam os comunistas, que acusam ainda os ministérios do Trabalho e dos Transportes de «serem a caixa de ressonância dos interesses dos patrões do sector».