Propostas para o desenvolvimento
O PCP tem propostas para inverter a situação provocada por anos de políticas de direita no distrito de Portalegre, como ficou claro na VIII Assembleia da Organização Regional, realizada em Avis no domingo.
A taxa de desemprego no distrito de Portalegre é das mais altas do País
«A desertificação física e humana do distrito de Portalegre não pára de aumentar a cada ano que passa», lê-se na resolução política aprovada na VIII Assembleia da Organização Regional de Portalegre do PCP. Este fenómeno, sustentam os comunistas, comprova-se pelo encerramento de muitas empresas, entre as quais a Ziva, a Vegatex, a Liloca ou a Lanifícios, pelo anúncio da deslocalização da Johnson Controls e ainda pela insolvência da Robinson e da Lourama. A não renovação dos contratos de trabalho na Hutchinson e as dificuldades existentes na Delphi «deixam antever que poderão estar na forja mais encerramentos», denuncia o PCP.
Os comunistas de Portalegre realçam também o encerramento de serviços públicos e a retirada de outros do distrito e a sua concentração noutras regiões. Esta política, que vem sendo seguida desde há anos, mas que sofreu um grande impulso com o actual Governo através do PRACE, acentua as assimetrias, «não só entre o interior e o litoral, mas também dentro da própria região».
O PCP considera ainda que a estrutura fundiária do País e do distrito está «desajustada face às necessidades e condições da região». Em vez do incentivo à produção, acusam os comunistas, os apoios são canalizados para «meia dúzia de agrários», colocando numa «penúria acelerada o desenvolvimento da pequena e média agricultura no distrito». A carência de uma adequada rede viária e de transporte contribui também para um maior isolamento «interno e externo» do distrito, denunciou a assembleia.
Considerando que a situação do distrito atribui uma «particular relevância» à realização desta assembleia, o PCP afirma que não se resigna com o «atraso do distrito, nos planos nacional e comunitário, resultado das políticas de direita dos sucessivos governos». Face a isto, os comunistas definiram como objectivos centrais para o distrito o desenvolvimento, a criação de postos de trabalho e a segurança no emprego, a fixação dos jovens e uma vida de qualidade.
Mais forte para lutar!
Considerando a organização partidária como um «instrumento fundamental para a acção», a assembleia fez o balanço do reforço do Partido no distrito. O estado da organização, informou-se, «varia muito de concelho para concelho». Ao todo, existem 42 organismos com funcionamento regular, dos quais fazem parte 210 militantes. Em plenário reúnem 17 organizações, algumas delas, porém, de forma irregular.
Num momento em que ainda falta actualizar 1400 fichas do Partido, o PCP já regularizou a situação de 1300 militantes. Destes, 77,5 por cento são operários e empregados, afirma a resolução política aprovada.
No ano de 2006, definido pelo Comité Central como «ano de reforço do Partido», a Organização Regional de Portalegre do PCP recrutou 79 militantes, dos quais 32 com menos de 30 anos. No último ano foram responsabilizados 20 novos quadros no distrito, informa-se também na resolução aprovada.
Mas a influência do Partido na região mede-se também pela sua forte presença nas autarquias. Três câmaras municipais – Avis, Nisa e Monforte – são de maioria absoluta da CDU, que assume também a presidência das assembleias municipais de Nisa e Avis. Vinte freguesias de vários concelhos do distrito são também presididas por eleitos da CDU.
Jerónimo de Sousa
Mudar de rumo
No encerramento da VIII Assembleia da Organização Regional de Portalegre do PCP, realizada domingo em Avis, Jerónimo de Sousa considerou que a vida mostra que, ao contrário do que afirma a propaganda governamental, «nem o País vai no rumo certo nem são credíveis as afirmações que garantem um futuro melhor para os portugueses». Para o secretário-geral do PCP, o balanço realizado na assembleia demonstra precisamente o contrário, confirmando as «preocupações e os persistentes problemas e dificuldades que não só o País continua a enfrentar, mas que de forma aguda se reflectem nas regiões interiores».
A manutenção das actuais políticas, sustentou Jerónimo de Sousa, não resolverão estes problemas. Pelo contrário, continuarão a acentuá-los, «agudizando os problemas da desertificação física e humana, de abandono e declínio social, de aprofundamento das assimetrias intra-regionais, da estagnação e declínio das actividades económicas». Em Portalegre, o desemprego tem uma das maiores taxas no plano nacional, denunciou o secretário-geral do PCP.
Para os comunistas, anos de políticas de direita do PSD/PP e do PS «conduziram ao agravamento das desigualdades sociais e regionais e ao agravamento de todos os problemas das populações do Alentejo». Apesar disso, denunciou, o actual Governo do PS «teima em continuar» estas políticas.
Jerónimo de Sousa confrontou em seguida as promessas do Governo com a realidade que se vive na região: «Prometeram políticas de desenvolvimento regional viradas para a promoção de uma sólida base económica regional e de criação de emprego, mas o que vemos é um vazio de orientação e ausência de medidas de defesa do que resta das actividades económicas que poderiam ser suporte de um desenvolvimento sustentado.» Encerram importantes empresas que deixam atrás de si o desemprego e «graves problemas sociais, a que se junta o declínio do sector agrícola».
O Governo também anunciou e medidas de descentralização administrativa e melhores serviços públicos, mas o que se concretiza é «exactamente o contrário», acusou.
Lembrando a recente aprovação da Lei das Finanças Locais, o dirigente do PCP alertou para as consequências que decorrerão da sua aplicação. Esta lei, sustentou, «vai inevitavelmente ter consequências no desenvolvimento dos concelhos e freguesias e na satisfação das necessidades das populações com a diminuição de receitas». Esta diminuição, ao contrário do que afirma o Governo não atingirá apenas alguns municípios mas sim a sua larga maioria depois de 2009.
Para Jerónimo de Sousa, esta análise da situação revela a justeza das orientações definidas na Assembleia, que coloca como objectivos centrais a «defesa e concretização de uma política de desenvolvimento, de criação de postos de trabalho e de segurança no emprego, de fixação dos jovens e o melhoramento da qualidade de vida das populações do distrito de Portalegre».
Os comunistas de Portalegre realçam também o encerramento de serviços públicos e a retirada de outros do distrito e a sua concentração noutras regiões. Esta política, que vem sendo seguida desde há anos, mas que sofreu um grande impulso com o actual Governo através do PRACE, acentua as assimetrias, «não só entre o interior e o litoral, mas também dentro da própria região».
O PCP considera ainda que a estrutura fundiária do País e do distrito está «desajustada face às necessidades e condições da região». Em vez do incentivo à produção, acusam os comunistas, os apoios são canalizados para «meia dúzia de agrários», colocando numa «penúria acelerada o desenvolvimento da pequena e média agricultura no distrito». A carência de uma adequada rede viária e de transporte contribui também para um maior isolamento «interno e externo» do distrito, denunciou a assembleia.
Considerando que a situação do distrito atribui uma «particular relevância» à realização desta assembleia, o PCP afirma que não se resigna com o «atraso do distrito, nos planos nacional e comunitário, resultado das políticas de direita dos sucessivos governos». Face a isto, os comunistas definiram como objectivos centrais para o distrito o desenvolvimento, a criação de postos de trabalho e a segurança no emprego, a fixação dos jovens e uma vida de qualidade.
Mais forte para lutar!
Considerando a organização partidária como um «instrumento fundamental para a acção», a assembleia fez o balanço do reforço do Partido no distrito. O estado da organização, informou-se, «varia muito de concelho para concelho». Ao todo, existem 42 organismos com funcionamento regular, dos quais fazem parte 210 militantes. Em plenário reúnem 17 organizações, algumas delas, porém, de forma irregular.
Num momento em que ainda falta actualizar 1400 fichas do Partido, o PCP já regularizou a situação de 1300 militantes. Destes, 77,5 por cento são operários e empregados, afirma a resolução política aprovada.
No ano de 2006, definido pelo Comité Central como «ano de reforço do Partido», a Organização Regional de Portalegre do PCP recrutou 79 militantes, dos quais 32 com menos de 30 anos. No último ano foram responsabilizados 20 novos quadros no distrito, informa-se também na resolução aprovada.
Mas a influência do Partido na região mede-se também pela sua forte presença nas autarquias. Três câmaras municipais – Avis, Nisa e Monforte – são de maioria absoluta da CDU, que assume também a presidência das assembleias municipais de Nisa e Avis. Vinte freguesias de vários concelhos do distrito são também presididas por eleitos da CDU.
Jerónimo de Sousa
Mudar de rumo
No encerramento da VIII Assembleia da Organização Regional de Portalegre do PCP, realizada domingo em Avis, Jerónimo de Sousa considerou que a vida mostra que, ao contrário do que afirma a propaganda governamental, «nem o País vai no rumo certo nem são credíveis as afirmações que garantem um futuro melhor para os portugueses». Para o secretário-geral do PCP, o balanço realizado na assembleia demonstra precisamente o contrário, confirmando as «preocupações e os persistentes problemas e dificuldades que não só o País continua a enfrentar, mas que de forma aguda se reflectem nas regiões interiores».
A manutenção das actuais políticas, sustentou Jerónimo de Sousa, não resolverão estes problemas. Pelo contrário, continuarão a acentuá-los, «agudizando os problemas da desertificação física e humana, de abandono e declínio social, de aprofundamento das assimetrias intra-regionais, da estagnação e declínio das actividades económicas». Em Portalegre, o desemprego tem uma das maiores taxas no plano nacional, denunciou o secretário-geral do PCP.
Para os comunistas, anos de políticas de direita do PSD/PP e do PS «conduziram ao agravamento das desigualdades sociais e regionais e ao agravamento de todos os problemas das populações do Alentejo». Apesar disso, denunciou, o actual Governo do PS «teima em continuar» estas políticas.
Jerónimo de Sousa confrontou em seguida as promessas do Governo com a realidade que se vive na região: «Prometeram políticas de desenvolvimento regional viradas para a promoção de uma sólida base económica regional e de criação de emprego, mas o que vemos é um vazio de orientação e ausência de medidas de defesa do que resta das actividades económicas que poderiam ser suporte de um desenvolvimento sustentado.» Encerram importantes empresas que deixam atrás de si o desemprego e «graves problemas sociais, a que se junta o declínio do sector agrícola».
O Governo também anunciou e medidas de descentralização administrativa e melhores serviços públicos, mas o que se concretiza é «exactamente o contrário», acusou.
Lembrando a recente aprovação da Lei das Finanças Locais, o dirigente do PCP alertou para as consequências que decorrerão da sua aplicação. Esta lei, sustentou, «vai inevitavelmente ter consequências no desenvolvimento dos concelhos e freguesias e na satisfação das necessidades das populações com a diminuição de receitas». Esta diminuição, ao contrário do que afirma o Governo não atingirá apenas alguns municípios mas sim a sua larga maioria depois de 2009.
Para Jerónimo de Sousa, esta análise da situação revela a justeza das orientações definidas na Assembleia, que coloca como objectivos centrais a «defesa e concretização de uma política de desenvolvimento, de criação de postos de trabalho e de segurança no emprego, de fixação dos jovens e o melhoramento da qualidade de vida das populações do distrito de Portalegre».