Aposta na barbárie
A opção pela escalada da violência imperialista significará mais derramamento de sangue
Como já era esperado, Bush anunciou na última semana o reforço da criminosa intervenção militar dos EUA no Iraque, nomeadamente com o envio de mais tropas.
A opção pela escalada da violência imperialista significará mais derramamento de sangue e sofrimento para o povo do Iraque. País onde a ocupação dos EUA, confrontada com um nível de resistência armada que não havia sido previsto pelos mentores e arautos do mais brutal intervencionismo e aventureirismo militar imperialistas que a actual Administração corporizam, se apresenta como o principal fautor da espiral de conflituosidade inter-étnica e do caos que corroem hoje os pilares do Estado iraquiano.
Em Washington a «nova estratégia» para o Iraque de «mais do mesmo» foi recebida com cepticismo. A classe política norte-americana, embora já a fazer contas ao calendário eleitoral de 2008, não pode deixar de olhar com inquietação para as consequências vindouras do pântano em que desemboca a ocupação do Iraque. São cada vez menos aqueles, nos EUA e no mundo, que crêem na possibilidade de reversão do cenário de derrota militar, reconhecido pela tão badalada comissão Baker-Hamilton. Bem pode, pois, a secretária de Estado Rice sacudir a água do capote e exigir ao governo títere iraquiano – confinado à «zona verde» de Bagdad – mais responsabilidades em «tropas, dinheiro e vontade política»!!, facto que, além do mais, é revelador de todo o perfil de imoralidade e cinismo que caracteriza as personagens centrais na actual cena política da super-potência capitalista.
A verdade é que ao optar, novamente, por colocar mais gasolina na fogueira que ateou, a Administração dos EUA embarca numa «fuga para a frente» de imprevisíveis consequências. A aposta na barbárie de Bush & CIA, no Iraque e em toda a região, representa uma ameaça real à paz mundial a não subestimar.
Perante as crescentes dificuldades com que se deparam a dominação imperialista no Iraque – onde as baixas militares dos EUA já ultrapassam os três mil mortos – e Afeganistão, sem esquecer o ruidoso revés da agressão israelita no Líbano do Verão passado, o imperialismo responde com a ameaça de submeter a ferro e fogo todo o arco do chamado Grande Médio Oriente. Prenunciam-se, assim, tempos de mais actos de terrorismo de Estado e de pirataria internacional, de mais intervencionismo e agressões militares, mais violações dos direitos humanos e massacres de populações – como o atestam os provocadores bombardeamentos dos EUA contra a Somália, seguidos do assalto ao consulado iraniano da cidade iraquiana de Irbil. Aqui se enquadram também, as reiteradas ameaças militares à Síria e Irão – banalizando-se paulatinamente a admissão do emprego de armas nucleares contra Teerão, sabida que é a impossibilidade actual duma operação com tropas no terreno –, ou as crescentes pressões sobre o governo do Paquistão, em cujo território de fronteira com o vizinho Afeganistão as forças da NATO-EUA já bombardeiam quase a bel-prazer; como também a dramática conspiração imperialista montada na Palestina, onde Israel acaba de anunciar a construção de novos colonatos.
Há que referir que a nova caixa de Pandora que a presente arremetida imperialista liderada pelos EUA se dispõe forçar não deixa de contar, apesar das contradições e rivalidades existentes e do espectro de um eventual fiasco, com o concurso de uma UE que, no essencial, reafirma a sua subordinação ao vínculo transatlântico, e do Japão. Aqui, o novo primeiro-ministro, Abe, tem revelado um grande empenho – só proporcional à explosão de pobreza e grandes desigualdades que acompanham a estagnação económica no país do sol nascente – em enterrar de vez a já violada Constituição «pacifista». Em prol, claro, do «renascimento» imperialista japonês e das «alianças» estratégicas globais desenvolvidas com os EUA, a NATO e a UE.
Mostra porém a experiência que o tempo que atravessamos, não obstante a acentuada instabilidade e os profundos perigos colocados pela tentativa do capitalismo de forçar limitações estruturais, é também um tempo em que se abrem perspectivas de surpreendentes avanços progressistas, fazendo valer a intensificação da resistência e protagonismo da luta dos povos e trabalhadores.
A opção pela escalada da violência imperialista significará mais derramamento de sangue e sofrimento para o povo do Iraque. País onde a ocupação dos EUA, confrontada com um nível de resistência armada que não havia sido previsto pelos mentores e arautos do mais brutal intervencionismo e aventureirismo militar imperialistas que a actual Administração corporizam, se apresenta como o principal fautor da espiral de conflituosidade inter-étnica e do caos que corroem hoje os pilares do Estado iraquiano.
Em Washington a «nova estratégia» para o Iraque de «mais do mesmo» foi recebida com cepticismo. A classe política norte-americana, embora já a fazer contas ao calendário eleitoral de 2008, não pode deixar de olhar com inquietação para as consequências vindouras do pântano em que desemboca a ocupação do Iraque. São cada vez menos aqueles, nos EUA e no mundo, que crêem na possibilidade de reversão do cenário de derrota militar, reconhecido pela tão badalada comissão Baker-Hamilton. Bem pode, pois, a secretária de Estado Rice sacudir a água do capote e exigir ao governo títere iraquiano – confinado à «zona verde» de Bagdad – mais responsabilidades em «tropas, dinheiro e vontade política»!!, facto que, além do mais, é revelador de todo o perfil de imoralidade e cinismo que caracteriza as personagens centrais na actual cena política da super-potência capitalista.
A verdade é que ao optar, novamente, por colocar mais gasolina na fogueira que ateou, a Administração dos EUA embarca numa «fuga para a frente» de imprevisíveis consequências. A aposta na barbárie de Bush & CIA, no Iraque e em toda a região, representa uma ameaça real à paz mundial a não subestimar.
Perante as crescentes dificuldades com que se deparam a dominação imperialista no Iraque – onde as baixas militares dos EUA já ultrapassam os três mil mortos – e Afeganistão, sem esquecer o ruidoso revés da agressão israelita no Líbano do Verão passado, o imperialismo responde com a ameaça de submeter a ferro e fogo todo o arco do chamado Grande Médio Oriente. Prenunciam-se, assim, tempos de mais actos de terrorismo de Estado e de pirataria internacional, de mais intervencionismo e agressões militares, mais violações dos direitos humanos e massacres de populações – como o atestam os provocadores bombardeamentos dos EUA contra a Somália, seguidos do assalto ao consulado iraniano da cidade iraquiana de Irbil. Aqui se enquadram também, as reiteradas ameaças militares à Síria e Irão – banalizando-se paulatinamente a admissão do emprego de armas nucleares contra Teerão, sabida que é a impossibilidade actual duma operação com tropas no terreno –, ou as crescentes pressões sobre o governo do Paquistão, em cujo território de fronteira com o vizinho Afeganistão as forças da NATO-EUA já bombardeiam quase a bel-prazer; como também a dramática conspiração imperialista montada na Palestina, onde Israel acaba de anunciar a construção de novos colonatos.
Há que referir que a nova caixa de Pandora que a presente arremetida imperialista liderada pelos EUA se dispõe forçar não deixa de contar, apesar das contradições e rivalidades existentes e do espectro de um eventual fiasco, com o concurso de uma UE que, no essencial, reafirma a sua subordinação ao vínculo transatlântico, e do Japão. Aqui, o novo primeiro-ministro, Abe, tem revelado um grande empenho – só proporcional à explosão de pobreza e grandes desigualdades que acompanham a estagnação económica no país do sol nascente – em enterrar de vez a já violada Constituição «pacifista». Em prol, claro, do «renascimento» imperialista japonês e das «alianças» estratégicas globais desenvolvidas com os EUA, a NATO e a UE.
Mostra porém a experiência que o tempo que atravessamos, não obstante a acentuada instabilidade e os profundos perigos colocados pela tentativa do capitalismo de forçar limitações estruturais, é também um tempo em que se abrem perspectivas de surpreendentes avanços progressistas, fazendo valer a intensificação da resistência e protagonismo da luta dos povos e trabalhadores.