Vale a pena lutar
Uma linha essencial da intoxicação ideológica que o grande capital e os partidos das suas políticas de direita, como é o caso do PS/Sócrates no governo, prosseguem neste quadro de agudização da luta social e política, é a instilação do conformismo, do «não vale a pena» intervir ou lutar para alterar a situação.
E não hesitam na mistificação e overdose mediática, na manipulação de «sondagens», na diversão ideológica – mais ou menos «jesuítica» -, na coacção, na cassação de direitos e liberdades, ou mesmo na repressão, como ficou claro a propósito do passeio dos militares em defesa dos seus direitos e em tantas lutas que convergiram nas grandes jornadas de 12 de Outubro e 25 de Novembro contra as políticas deste Governo.
É certo que estas são práticas de sempre das classes dominantes, mas também é verdade que, desde Abril de 1974, poucas vezes estiveram tão próximo dos objectivos e foi tão descomunal a confluência de meios e instrumentos no condicionamento da consciência e intervenção dos trabalhadores e camadas sociais mais ofendidas por esta desbragada política de direita de desgraça nacional.
É por isso que importa relevar os pequenos avanços nas lutas de menor dimensão contra este «estado de coisas», que muitas vezes se revelam decisivas para o futuro.
É a luta das populações de S. Pedro do Sul - com um papel decisivo do PCP - que no mínimo travou os aspectos mais gravosos do assalto aos balneários e fontes termais (de propriedade municipal) por um consórcio manhoso, num negócio eivado de irregularidades, ruinoso e a carecer de investigação policial, que dividiu o PSD e o PS - agora «contrário à privatização»(!) - e colocou a exigência de demissão da Câmara na ordem do dia.
É a luta das populações da Covilhã que – com a intervenção dos comunistas - juntou rapidamente 4000 assinaturas contra a negociata da privatização da empresa municipal de abastecimento de águas, levando PSD e PS à desorientação e a Câmara à arrogância e desvario.
É a luta exemplar das operárias da Malhacila de Mangualde, em piquetes e manifestações, contra os despedimentos, o encerramento da empresa e o roubo dos seus bens, numa intolerável pirataria do patrão.
E tantas lutas que (re)comprovam que, por mais que o Governo PS/Sócrates se esfalfe para o escamotear, vale a pena lutar, pelas pequenas e grandes vitórias, para dar força e organização a novas lutas e outras vitórias, para travar as políticas de direita e pela transformação social.
E não hesitam na mistificação e overdose mediática, na manipulação de «sondagens», na diversão ideológica – mais ou menos «jesuítica» -, na coacção, na cassação de direitos e liberdades, ou mesmo na repressão, como ficou claro a propósito do passeio dos militares em defesa dos seus direitos e em tantas lutas que convergiram nas grandes jornadas de 12 de Outubro e 25 de Novembro contra as políticas deste Governo.
É certo que estas são práticas de sempre das classes dominantes, mas também é verdade que, desde Abril de 1974, poucas vezes estiveram tão próximo dos objectivos e foi tão descomunal a confluência de meios e instrumentos no condicionamento da consciência e intervenção dos trabalhadores e camadas sociais mais ofendidas por esta desbragada política de direita de desgraça nacional.
É por isso que importa relevar os pequenos avanços nas lutas de menor dimensão contra este «estado de coisas», que muitas vezes se revelam decisivas para o futuro.
É a luta das populações de S. Pedro do Sul - com um papel decisivo do PCP - que no mínimo travou os aspectos mais gravosos do assalto aos balneários e fontes termais (de propriedade municipal) por um consórcio manhoso, num negócio eivado de irregularidades, ruinoso e a carecer de investigação policial, que dividiu o PSD e o PS - agora «contrário à privatização»(!) - e colocou a exigência de demissão da Câmara na ordem do dia.
É a luta das populações da Covilhã que – com a intervenção dos comunistas - juntou rapidamente 4000 assinaturas contra a negociata da privatização da empresa municipal de abastecimento de águas, levando PSD e PS à desorientação e a Câmara à arrogância e desvario.
É a luta exemplar das operárias da Malhacila de Mangualde, em piquetes e manifestações, contra os despedimentos, o encerramento da empresa e o roubo dos seus bens, numa intolerável pirataria do patrão.
E tantas lutas que (re)comprovam que, por mais que o Governo PS/Sócrates se esfalfe para o escamotear, vale a pena lutar, pelas pequenas e grandes vitórias, para dar força e organização a novas lutas e outras vitórias, para travar as políticas de direita e pela transformação social.