Oaxaca e presidenciais incomodam poder
O conflito político entre as forças populares e os representantes da direita continua aceso no México. À denuncia da fraude eleitoral que «elegeu» Felipe Calderón para a presidência do país, junta-se a escalada do conflito em Oaxaca, crise que se pode alargar para além das fronteiras daquela província.
Depois de ter sido declarado «presidente legítimo do México» por uma multidão de apoiantes, no passado dia 20 de Novembro, Manuel López Obrador, candidato dos partidos progressistas nas recentes eleições presidenciais, passou os últimos dias em périplo pelo país, acompanhado por um «executivo sombra» entretanto constituído, e assegurou que a campanha por uma verdadeira mudança na política do país vai continuar, «demore o tempo que demorar», acrescentou.
Para Obrador, a situação que se vive em Oaxaca é da responsabilidade do actual e do «futuro» chefe de Estado, Vincente Fox e Felipe Calderón, respectivamente, e dos partidos que os sustentam na administração do regime.
Para o virtual vencedor do sufrágio, o Partido de Acção Nacional (PAN) e o Partido Institucional Revolucionário (PRI) estabeleceram um acordo de sustentação mútua cujo objectivo é, por um lado, assegurar que Calderón seja conduzido ao mais alto cargo da nação, e, em troca, garantir a manutenção de Ulisses Ruíz à frente do governo local de Oaxaca. Quem paga as consequências do acordo são os Oaxaquenhos e o povo mexicano em geral, disse Obrador.
Dia decisivo
Enquanto se adiantam os preparativos oficiais para a tomada de posse de Calderón, agendada para amanhã, 1 de Dezembro, prosseguem as jornadas de mobilização, esclarecimento e protesto contra a consumação da farsa eleitoral.
Obrador ainda não esclareceu que medidas vai tomar caso o candidato derrotado venha, afinal, a ser empossado no cargo, mas para a Praça Zócalo, na Cidade do México, está marcada uma concentração popular a partir das sete da manhã.
Várias comitivas de associações, partidos e movimentos sociais já se encontram na capital garantindo que lá ficaram em resistência pacífica, respondendo ao apelo feito pela plataforma política que sustenta Obrador.
A indignação em face dos resultados do sufrágio parece generalizada no país e dos EUA chegou também um importante apoio à causa de quem defende a legitimidade democrática. A Frente de Mexicanos no Exterior, com sede na Califórnia, decretou o dia de amanhã como o do «repúdio contra a imposição» e promete protestar contra Calderón.
Batalha prossegue em Oaxaca
Entretanto, em Oaxaca, a Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) alertou para a possibilidade de uma intervenção do exército, isto depois dos graves confrontos ocorridos na noite de sábado e durante o dia de domingo.
Segundo a APPO, a marcha pacífica foi subitamente surpreendida por uma investida policial. Três mortos, mais de uma centena e meia de feridos e um número indeterminado de detidos resultaram da repressão.
Apesar da violenta batalha campal entre os manifestantes e a Polícia Federal Preventiva, os representantes da APPO decidiram voltar a ocupar a praça central da cidade porque, esclareceram, não só têm o direito a protestar livremente como mantêm as exigências que estiveram na base da mobilização inicial. Os dirigentes acrescentaram que não reconhecem qualquer governo liderado por Felipe Calderón e jamais negociarão com um presidente que consideram ilegítimo.
A APPO decidiu ainda apresentar queixas contra altos dirigentes do Estado por genocídio, abuso de autoridade, tortura e detenção arbitrária, entre outros crimes.
Depois de ter sido declarado «presidente legítimo do México» por uma multidão de apoiantes, no passado dia 20 de Novembro, Manuel López Obrador, candidato dos partidos progressistas nas recentes eleições presidenciais, passou os últimos dias em périplo pelo país, acompanhado por um «executivo sombra» entretanto constituído, e assegurou que a campanha por uma verdadeira mudança na política do país vai continuar, «demore o tempo que demorar», acrescentou.
Para Obrador, a situação que se vive em Oaxaca é da responsabilidade do actual e do «futuro» chefe de Estado, Vincente Fox e Felipe Calderón, respectivamente, e dos partidos que os sustentam na administração do regime.
Para o virtual vencedor do sufrágio, o Partido de Acção Nacional (PAN) e o Partido Institucional Revolucionário (PRI) estabeleceram um acordo de sustentação mútua cujo objectivo é, por um lado, assegurar que Calderón seja conduzido ao mais alto cargo da nação, e, em troca, garantir a manutenção de Ulisses Ruíz à frente do governo local de Oaxaca. Quem paga as consequências do acordo são os Oaxaquenhos e o povo mexicano em geral, disse Obrador.
Dia decisivo
Enquanto se adiantam os preparativos oficiais para a tomada de posse de Calderón, agendada para amanhã, 1 de Dezembro, prosseguem as jornadas de mobilização, esclarecimento e protesto contra a consumação da farsa eleitoral.
Obrador ainda não esclareceu que medidas vai tomar caso o candidato derrotado venha, afinal, a ser empossado no cargo, mas para a Praça Zócalo, na Cidade do México, está marcada uma concentração popular a partir das sete da manhã.
Várias comitivas de associações, partidos e movimentos sociais já se encontram na capital garantindo que lá ficaram em resistência pacífica, respondendo ao apelo feito pela plataforma política que sustenta Obrador.
A indignação em face dos resultados do sufrágio parece generalizada no país e dos EUA chegou também um importante apoio à causa de quem defende a legitimidade democrática. A Frente de Mexicanos no Exterior, com sede na Califórnia, decretou o dia de amanhã como o do «repúdio contra a imposição» e promete protestar contra Calderón.
Batalha prossegue em Oaxaca
Entretanto, em Oaxaca, a Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) alertou para a possibilidade de uma intervenção do exército, isto depois dos graves confrontos ocorridos na noite de sábado e durante o dia de domingo.
Segundo a APPO, a marcha pacífica foi subitamente surpreendida por uma investida policial. Três mortos, mais de uma centena e meia de feridos e um número indeterminado de detidos resultaram da repressão.
Apesar da violenta batalha campal entre os manifestantes e a Polícia Federal Preventiva, os representantes da APPO decidiram voltar a ocupar a praça central da cidade porque, esclareceram, não só têm o direito a protestar livremente como mantêm as exigências que estiveram na base da mobilização inicial. Os dirigentes acrescentaram que não reconhecem qualquer governo liderado por Felipe Calderón e jamais negociarão com um presidente que consideram ilegítimo.
A APPO decidiu ainda apresentar queixas contra altos dirigentes do Estado por genocídio, abuso de autoridade, tortura e detenção arbitrária, entre outros crimes.