As refinarias pararam
A greve dos trabalhadores da Petrogal/Galp, nos dias 2 e 3, paralisou quase toda a actividade do Grupo e deixou inactivas, entre outras secções, as refinarias do Porto e de Sines.
Da privatização da parte pública do Grupo resultam sérios prejuízos para a economia nacional
Os dados do primeiro dia de luta, divulgados pela Fequimetal/CGTP-IN, confirmaram uma adesão, nas várias instalações do Grupo, acima dos 70 por cento.
A luta foi convocada pela Comissão Central de Trabalhadores, a Fequimetal, os sindicatos Sinorquifa-Sinquifa, Sincop e Sitese.
Em Sines, as fábricas e o oleoduto de Sines-Aveiras pararam e o parque de carros-tanque esteve encerrado. No terminal portuário, os navios tiveram de ficar ao largo e os empreiteiros fora das instalações.
No Porto, todas as fábricas pararam, enquanto o parque de carros-tanque e o terminal de Leixões encerraram.
Também nos parques comerciais de Sines, Boa Nova e Porto Brandão, não houve qualquer movimento de carros-tanque, numa paragem que teve o mesmo resultado nos sectores da logística.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Química, Petróleo e Gás do Norte/CGTP-IN, a greve foi um «recado à administração e ao Governo PS para a necessidade de inverterem as suas orientações e práticas inscritas baseadas numa lógica neoliberal que agrava as desigualdades e não promove o progresso social».
Os trabalhadores exigem que a empresa «se insira num quadro de desenvolvimento global do País abdicando definitivamente do paradigma especulativo, próprio de uma economia de casino».
Objectivos justos
Foram dois dias de paragem em defesa da refinação nacional e para exigir a concretização do Plano de Investimentos nas duas refinarias e noutras áreas da empresa, como a GALP/Energia.
A necessidade de se regularizarem situações sócio-profissionais, de uma valorização profissional e da melhoria das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores também foram reivindicações centrais.
A exigência de um prémio extraordinário de cinco mil euros para cada trabalhador, após a administração ter distribuído mais de 870 milhões de euros entre os accionistas consta também dos motivos da greve motivo enunciados no comunicado da Fequimetal.
A federação sindical considera que a privatização de 25 por cento do capital social do Grupo, detido pelo Estado é um «leilão» que rendeu ao Estado 1,090 milhões de euros.
Salienta-se ainda que a Amorim Energia, que adquiriu, em Dezembro de 2005, 33 por cento da Petrogal/Galp, já arrecadou 408 milhões de euros. Individualmente, o administrador Amorim levou para sua casa 224 milhões.
As previsões de resultados da Petrogal/Galp até 2010, de 2,5 milhões de euros, vem provar, segundo a federação sindical, que «em três anos o Estado receberia de lucros, relativamente ao seu capital, o mesmo que agora recebe com a entrega a privados». «Nunca a expressão “venderam-se os anéis, ficaram os dedos" teve tanta propriedade», acusa a Fequimetal/CGTP-IN.
A luta foi convocada pela Comissão Central de Trabalhadores, a Fequimetal, os sindicatos Sinorquifa-Sinquifa, Sincop e Sitese.
Em Sines, as fábricas e o oleoduto de Sines-Aveiras pararam e o parque de carros-tanque esteve encerrado. No terminal portuário, os navios tiveram de ficar ao largo e os empreiteiros fora das instalações.
No Porto, todas as fábricas pararam, enquanto o parque de carros-tanque e o terminal de Leixões encerraram.
Também nos parques comerciais de Sines, Boa Nova e Porto Brandão, não houve qualquer movimento de carros-tanque, numa paragem que teve o mesmo resultado nos sectores da logística.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Química, Petróleo e Gás do Norte/CGTP-IN, a greve foi um «recado à administração e ao Governo PS para a necessidade de inverterem as suas orientações e práticas inscritas baseadas numa lógica neoliberal que agrava as desigualdades e não promove o progresso social».
Os trabalhadores exigem que a empresa «se insira num quadro de desenvolvimento global do País abdicando definitivamente do paradigma especulativo, próprio de uma economia de casino».
Objectivos justos
Foram dois dias de paragem em defesa da refinação nacional e para exigir a concretização do Plano de Investimentos nas duas refinarias e noutras áreas da empresa, como a GALP/Energia.
A necessidade de se regularizarem situações sócio-profissionais, de uma valorização profissional e da melhoria das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores também foram reivindicações centrais.
A exigência de um prémio extraordinário de cinco mil euros para cada trabalhador, após a administração ter distribuído mais de 870 milhões de euros entre os accionistas consta também dos motivos da greve motivo enunciados no comunicado da Fequimetal.
A federação sindical considera que a privatização de 25 por cento do capital social do Grupo, detido pelo Estado é um «leilão» que rendeu ao Estado 1,090 milhões de euros.
Salienta-se ainda que a Amorim Energia, que adquiriu, em Dezembro de 2005, 33 por cento da Petrogal/Galp, já arrecadou 408 milhões de euros. Individualmente, o administrador Amorim levou para sua casa 224 milhões.
As previsões de resultados da Petrogal/Galp até 2010, de 2,5 milhões de euros, vem provar, segundo a federação sindical, que «em três anos o Estado receberia de lucros, relativamente ao seu capital, o mesmo que agora recebe com a entrega a privados». «Nunca a expressão “venderam-se os anéis, ficaram os dedos" teve tanta propriedade», acusa a Fequimetal/CGTP-IN.