Ferroviários exigem aumentos dignos

Perante o «aumento brutal do custo de vida e a desvalorização real dos salários», o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, SNTSF/CGTP-IN, considera que «só pode haver uma resposta: o aumento real dos salários».
Nesse sentido, como refere o boletim informativo, «O ferroviário», o sindicato propõe um aumento de 5 por cento na tabela salarial e nas restantes cláusulas, num mínimo de 30 euros.
A reivindicação é acompanhada pelas exigências do alargamento dos direitos a todos os trabalhadores, da negociação dos regulamentos de carreiras e da manutenção dos direitos, com melhoria das condições de trabalho.

CP Carga passa a SA

No dia 23 de Outubro, a direcção de pessoal da CP informou o SNTSF de que, «na linha da continuação do desmembramento», a CP Carga vai ser transformada em sociedade anónima, segundo o Conselho de Gerência, no início do próximo ano, para coincidir com a entrada em vigor da liberalização do transporte ferroviário de mercadorias.
O SNTSF alerta que esta medida terá um forte impacto na vida dos trabalhadores daquela unidade, pois «implica com os postos, as condições de trabalho e a manutenção de direitos». Segundo o sindicato, «em causa está o vínculo laboral de todos os que trabalham na CP Carga».
Para a primeira quinzena deste mês está prevista nova reunião para discutir o assunto. Até 31 de Dezembro, o sindicato fará uma ampla discussão com os trabalhadores sobre esta matéria.

Dispensas trimestrais

O SNTSF também denunciou, a respeito das dispensas trimestrais, que «a quase totalidade das organizações sindicais fizeram um «frete ao Governo» quando assinaram, no início do ano, um acordo que retira aquele direito remunerado aos trabalhadores.
A medida foi prontamente posta em prática na , «mas não foi seguida nas restantes empresas» (CP, Soflusa e EMEF).
Na CP e na EMEF, a medida foi travada pela contestação dos trabalhadores, através de diversas acções. As administrações deliberaram o direito a 25 dias úteis de férias e mais 3 de ausência – um por cada quatro meses –, com a possibilidade de o trabalhador poder optar se pretende ter mais 3 dias de férias ou gozá-los sem descontos.
A medida vai ao encontro da reivindicação do SNTSF, que pugna pela manutenção dos 28 dias de ausência anual, sem descontos.

Greve agendada na Refer

A entrega, pela administração da Refer, de uma versão preliminar de um Código de Ética e Conduta suscitou, do mesmo sindicato, uma aprofundada análise, a decorrer, sobre esta matéria. Denuncia, no entanto, que quem não respeita os trabalhadores é a empresa, uma vez que não justifica por que fugiu às negociações do Regulamento de Carreiras, e porque é a única do Grupo que pretende manter a retirada das dispensas devidamente remuneradas. Sem resposta continuam a acumulação de funções de motorista e as deslocações, entre outras matérias, denunciou o sindicato.
Por estes motivos, o sindicato avançou com um pré-aviso de greve para 30 de Novembro.


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