Um maná de mão beijada
O Grupo Parlamentar do PCP exigiu do Governo medidas que impeçam a oferta pública de aquisição (OPA) da Sonaecom sobre a Portugal Telecom (PT). Só desta forma, sublinha, é possível travar uma operação que prejudica o Estado e os consumidores, agravando simultaneamente o desemprego.
A desagregação da PT dá lugar a um monopólio privado nas redes móveis
«A anexação da PT pela SONAE é uma operação que não serve o País. É contrária aos interesses dos utentes, é contrária à modernização do sector em Portugal, compromete a receita do estado, vai provocar dramáticas consequências ao nível do emprego e das pensões dos trabalhadores», considerou, em síntese, o deputado comunista Honório Novo, definindo a posição da sua bancada em declaração política proferida na passada semana.
«Cabe ao Estado, enquanto accionista, impedir que a anexação da PT e o controlo da Sonae nas comunicações em Portugal possa ocorrer», defendeu o parlamentar do PCP, acrescentando que a operação «pode interessar ao engenheiro Azevedo mas não interessa seguramente a Portugal e aos portugueses».
Fechar os olhos
Esta posição do Grupo comunista surge na sequência da «luz verde» recentemente dada pela Autoridade da Concorrência à fusão entre a Sonae e a PT, permissão que traduz, do seu ponto de vista, o «fechar de olhos» daquela entidade reguladora «à anexação da Portugal Telecom pelo Grupo de Belmiro de Azevedo».
Facto este que não pode deixar de causar perplexidade, no entender de Honório Novo, uma vez que, salientou, num registo muito crítico às posições assumidas por aquela entidade, é o próprio «regulador que existe para que a concorrência seja assegurada a permitir que, de mão beijada, um grupo privado tenha a possibilidade de construir uma posição praticamente monopolista no sector das telecomunicações móveis em Portugal».
É este cenário que cabe ao Executivo do PS evitar, na opinião do PCP, impedindo assim que a Sonae se aproprie da PT, venha a «fundir a TMN com a sua Optimus e criar o que constitui um verdadeiro maná monopolista».
«O que está em jogo é a existência, ou não, de uma empresa que conserve uma participação pública relevante e em que o Estado exerça o seu papel para garantir que neste sector estratégico uma lógica de serviço público que assegure condições de igualdade de acesso a todos», advertiu Honório Novo.
O deputado comunista argumentou que a compra da PT pela Sonaecom criará «um grupo privado fortemente endividado que estará mais interessado em gerar mais valias», para além de retirar «elevadas receitas fiscais que o Estado tinha garantido» e pôr em «risco sério o emprego de centenas de trabalhadores» das duas empresas.
Preços sobem
Um estudo divulgado no passo fim-de-semana veio revelar, entretanto, que a fusão Optimus/TMN, a concretizar-se a OPA da Sonaecom sobre a PT, poderá significar uma subida média dos preços da chamadas móveis de 3,8 por cento.
Segundo este estudo, patrocinado pela Anacom - Autoridade Nacional das Comunicações e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia, cujas conclusões foram divulgado na última edição do Expresso, a fusão entre as duas operadoras móveis poderá representar ganhos para a nova empresa resultantes da operação avaliados em mais de 7 mil milhões de euros.
«Cabe ao Estado, enquanto accionista, impedir que a anexação da PT e o controlo da Sonae nas comunicações em Portugal possa ocorrer», defendeu o parlamentar do PCP, acrescentando que a operação «pode interessar ao engenheiro Azevedo mas não interessa seguramente a Portugal e aos portugueses».
Fechar os olhos
Esta posição do Grupo comunista surge na sequência da «luz verde» recentemente dada pela Autoridade da Concorrência à fusão entre a Sonae e a PT, permissão que traduz, do seu ponto de vista, o «fechar de olhos» daquela entidade reguladora «à anexação da Portugal Telecom pelo Grupo de Belmiro de Azevedo».
Facto este que não pode deixar de causar perplexidade, no entender de Honório Novo, uma vez que, salientou, num registo muito crítico às posições assumidas por aquela entidade, é o próprio «regulador que existe para que a concorrência seja assegurada a permitir que, de mão beijada, um grupo privado tenha a possibilidade de construir uma posição praticamente monopolista no sector das telecomunicações móveis em Portugal».
É este cenário que cabe ao Executivo do PS evitar, na opinião do PCP, impedindo assim que a Sonae se aproprie da PT, venha a «fundir a TMN com a sua Optimus e criar o que constitui um verdadeiro maná monopolista».
«O que está em jogo é a existência, ou não, de uma empresa que conserve uma participação pública relevante e em que o Estado exerça o seu papel para garantir que neste sector estratégico uma lógica de serviço público que assegure condições de igualdade de acesso a todos», advertiu Honório Novo.
O deputado comunista argumentou que a compra da PT pela Sonaecom criará «um grupo privado fortemente endividado que estará mais interessado em gerar mais valias», para além de retirar «elevadas receitas fiscais que o Estado tinha garantido» e pôr em «risco sério o emprego de centenas de trabalhadores» das duas empresas.
Preços sobem
Um estudo divulgado no passo fim-de-semana veio revelar, entretanto, que a fusão Optimus/TMN, a concretizar-se a OPA da Sonaecom sobre a PT, poderá significar uma subida média dos preços da chamadas móveis de 3,8 por cento.
Segundo este estudo, patrocinado pela Anacom - Autoridade Nacional das Comunicações e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia, cujas conclusões foram divulgado na última edição do Expresso, a fusão entre as duas operadoras móveis poderá representar ganhos para a nova empresa resultantes da operação avaliados em mais de 7 mil milhões de euros.