Inverter o rumo liberal
O rumo neoliberal da União Europeia, as suas consequências e a necessidade de o inverter foram aspectos que dominaram o encontro da direcção do GUE-NGL, realizado em 18 e 19 na cidade do Porto.
Os direitos laborais e os serviços públicos são alvos da ofensiva liberal
O encontro incidiu fundamentalmente sobre os problemas do sector industrial e os direitos dos trabalhadores, no primeiro dia, e os serviços públicos, no contexto da proposta de criação de um mercado interno de serviços, no segundo.
Para além dos deputados do Grupo Confederal Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE-NGL), onde se integram os deputados do PCP, intervieram diversos convidados, membros de associações sindicais e patronais e de comissões de trabalhadores.
Do debate pôde concluir-se que ao nível da União Europeia se promove um intenso ataque aos direitos dos trabalhadores e uma grande ofensiva contra os serviços públicos visando a sua privatização, através da adopção do neoliberalismo como filosofia e prática política.
Os participantes manifestaram grande preocupação com a próxima discussão de uma nova versão da directiva Bolkestein, cujos efeitos, caso seja aprovada, serão profundamente nefastos para os serviços públicos, acelerando a sua privatização, e para as populações dos diferentes países da União Europeia.
Desemprego crescente
No que se refere a Portugal, particularmente ao Norte, foi salientada, por diversos intervenientes, a actual tendência de diminuição do peso do aparelho produtivo e a aposta em indústrias de baixo valor acrescentado, baixos salários e mão-de-obra pouco qualificada.
O constante encerramento de empresas, agravado pelos cada vez mais frequentes casos de deslocalização, vem-se traduzindo em altas taxas de desemprego e em crescentes situações de pobreza e exclusão social. Actualmente o Norte representa 46 por cento do valor global nacional do desemprego.
O ataque aos serviços públicos que se vem desenvolvendo no nosso País ficou bem patente neste Encontro, tendo sido referidas as várias dimensões do processo de liberalização: no ensino, na saúde, nos transportes e comunicações, na água, entre outros. Em cima da mesa esteve também o debate sobre o Processo de Bolonha, os objectivos que o movem e as consequências negativas para a qualidade de ensino e para o País.
Da discussão ressaltou como evidente a conclusão de que a privatização dos serviços públicos gera um grande e imediato perdedor, a população, e um grande ganhador, o grande capital económico e financeiro.
Para além dos deputados do Grupo Confederal Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE-NGL), onde se integram os deputados do PCP, intervieram diversos convidados, membros de associações sindicais e patronais e de comissões de trabalhadores.
Do debate pôde concluir-se que ao nível da União Europeia se promove um intenso ataque aos direitos dos trabalhadores e uma grande ofensiva contra os serviços públicos visando a sua privatização, através da adopção do neoliberalismo como filosofia e prática política.
Os participantes manifestaram grande preocupação com a próxima discussão de uma nova versão da directiva Bolkestein, cujos efeitos, caso seja aprovada, serão profundamente nefastos para os serviços públicos, acelerando a sua privatização, e para as populações dos diferentes países da União Europeia.
Desemprego crescente
No que se refere a Portugal, particularmente ao Norte, foi salientada, por diversos intervenientes, a actual tendência de diminuição do peso do aparelho produtivo e a aposta em indústrias de baixo valor acrescentado, baixos salários e mão-de-obra pouco qualificada.
O constante encerramento de empresas, agravado pelos cada vez mais frequentes casos de deslocalização, vem-se traduzindo em altas taxas de desemprego e em crescentes situações de pobreza e exclusão social. Actualmente o Norte representa 46 por cento do valor global nacional do desemprego.
O ataque aos serviços públicos que se vem desenvolvendo no nosso País ficou bem patente neste Encontro, tendo sido referidas as várias dimensões do processo de liberalização: no ensino, na saúde, nos transportes e comunicações, na água, entre outros. Em cima da mesa esteve também o debate sobre o Processo de Bolonha, os objectivos que o movem e as consequências negativas para a qualidade de ensino e para o País.
Da discussão ressaltou como evidente a conclusão de que a privatização dos serviços públicos gera um grande e imediato perdedor, a população, e um grande ganhador, o grande capital económico e financeiro.