Há mais na Caixa...
Segundo o Jornal de Negócios (edição de 8 de Agosto), os resultados líquidos consolidados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) aumentaram 27,2 por cento no primeiro semestre do ano, situando-se em 388,6 milhões de euros, contra os 305,4 milhões registados no período homólogo do ano passado.
Em termos brutos, ou seja antes de impostos e interesses minoritários, os resultados atingiram 517,3 milhões de euros, 30,3 por cento acima do primeiro semestre do ano anterior, comunicou o banco à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, explicitando que «para este resultado contribuiu a progressão alcançada pelo produto da actividade bancária e seguradora, o qual reflecte crescimentos em todas as suas grandes componentes: margem financeira, margem complementar e margem técnica da actividade de seguros».
Com semelhante performance, a multa de 400 mil euros que lhe foi aplicada pelo Banco de França – por alegada falta de vigilância sobre operações susceptíveis de permitir o branqueamento de capitais ou mesmo o financiamento de terrorismo –, deve ter representado para a CGD qualquer coisa como picada de formiga em dorso de elefante.
E no entanto, segundo a Agência Financeira (edição de 2 de Agosto), que cita uma notícia da EFE baseada num aditamento publicado no boletim oficial do Banco de França do mês de Julho, a Comissão Bancária Francesa considera que a CGD «infringiu várias disposições essenciais da regulamentação».
As infracções, pelos vistos, foram várias, sendo citado a título de exemplo o caso curioso de uma pequena empresa metalúrgica que registou 161 transacções nas suas contas entre Janeiro e Março de 2004 no montante global de 9,5 milhões de euros, apesar da sua facturação em 2001 não ter ultrapassado os 156 mil euros. Os milhões foram transferidos para outro grupo e para uma empresa com sede na Holanda, sem qualquer verificação.
Ainda segundo a agência, a CGD também não questionou a transferência de 1,32 milhões de euros por uma empresa de promoção imobiliária para as ilhas Caimão.
Se a memória não nos falha, esta é a mesma Caixa que, em nome da «racionalização e eficiência da gestão de contas», tem vindo a informar os estimados clientes que só poderão continuar a «usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção» das respectivas contas caso apresentem em cada trimestre um «saldo médio superior a €1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras» associadas às mesmas.
Pois é.
«Há mais na Caixa do que você imagina», diz o anúncio, e parece que é verdade.
Em termos brutos, ou seja antes de impostos e interesses minoritários, os resultados atingiram 517,3 milhões de euros, 30,3 por cento acima do primeiro semestre do ano anterior, comunicou o banco à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, explicitando que «para este resultado contribuiu a progressão alcançada pelo produto da actividade bancária e seguradora, o qual reflecte crescimentos em todas as suas grandes componentes: margem financeira, margem complementar e margem técnica da actividade de seguros».
Com semelhante performance, a multa de 400 mil euros que lhe foi aplicada pelo Banco de França – por alegada falta de vigilância sobre operações susceptíveis de permitir o branqueamento de capitais ou mesmo o financiamento de terrorismo –, deve ter representado para a CGD qualquer coisa como picada de formiga em dorso de elefante.
E no entanto, segundo a Agência Financeira (edição de 2 de Agosto), que cita uma notícia da EFE baseada num aditamento publicado no boletim oficial do Banco de França do mês de Julho, a Comissão Bancária Francesa considera que a CGD «infringiu várias disposições essenciais da regulamentação».
As infracções, pelos vistos, foram várias, sendo citado a título de exemplo o caso curioso de uma pequena empresa metalúrgica que registou 161 transacções nas suas contas entre Janeiro e Março de 2004 no montante global de 9,5 milhões de euros, apesar da sua facturação em 2001 não ter ultrapassado os 156 mil euros. Os milhões foram transferidos para outro grupo e para uma empresa com sede na Holanda, sem qualquer verificação.
Ainda segundo a agência, a CGD também não questionou a transferência de 1,32 milhões de euros por uma empresa de promoção imobiliária para as ilhas Caimão.
Se a memória não nos falha, esta é a mesma Caixa que, em nome da «racionalização e eficiência da gestão de contas», tem vindo a informar os estimados clientes que só poderão continuar a «usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção» das respectivas contas caso apresentem em cada trimestre um «saldo médio superior a €1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras» associadas às mesmas.
Pois é.
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