Interesses estrangeiros atacam Timor
A situação de Timor foi discutida por Albano Nunes, João Dias Coelho e dezenas de militantes comunistas, num debate muito participado que abordou os interesses que estão por trás da crise.
«Os militares que se rebelaram foram instrumentalizados»
«Em Timor, o que está em causa é a soberania e a independência nacional, o ordenamento constitucional progressista e o ataque do imperialismo internacional», afirmou Albano Nunes no debate sobre «Timor no quadro internacional», que se realizou na tarde de quinta-feira no CT Vitória, em Lisboa.
Para o dirigente do PCP, Timor está muito longe de atingir os objectivos da luta por que muitos deram a vida. «A luta libertadora continua na mira do imperialismo e de potências regionais. Não é surpreendente. Actualmente, o problema da independência e da soberania é central para todos os povos», sustentou.
«A situação tornou-se grave desde 28 de Abril, quando as centenas de militares que se rebelaram foram instrumentalizadas por grupos provocatórios, provocando mortes e destruição. Depois deu-se uma sucessão tumultuosa de acontecimentos, a crise que muitos querem apresentar como prova de mau governo ou de que Timor é um Estado falhado que precisa de tutela internacional. O PCP não concorda com esta visão», afirmou Albano Nunes.
«É natural que tenha havido erros dos órgãos de soberania, mas daí à diabolização do governo e de Mari Alkatiri vai uma grande distância», declarou, acrescentando que o processo de destabilização da sociedade timorense tem os objectivos de uma conspiração: afastar o governo e o primeiro-ministro; enfraquecer a Fretilin, impor um governo submisso aos interesses estrangeiros ou um protectorado tutelado pelas grandes potências.
A tentativa de fragilização da Fretilin foi visível já no seu congresso, realizado em Maio, segundo João Dias Coelho, dirigente do PCP que representou os comunistas portugueses naquela iniciativa: «Procuraram dotar a frente de melhores condições para resolver os problemas. Vemos agora que a unidade não foi suficiente, porque o golpe já estava em marcha e há forças dispostas a tudo para atingir os seus objectivos.»
«O congresso procurou dar resposta aos problemas nacionais, tendo como prioridade o combate à fome e à pobreza, usando para isso o primeiro dinheiro recebido pelo petróleo», recordou.
Dias Coelho destacou como condições da crise timorense as grandes contradições internas da Fretilin e as movimentações de outras forças e dirigentes de forma hipócrita. «A Fretilin sobreviveu a 30 anos de ocupação e guerra, também vai resistirá a esta ofensiva», afirmou.
PCP apoia Timor
«O PCP tem tido sempre uma posição solidária com Timor», recordou Albano Nunes, referindo que este foi o único partido que, ainda antes do 25 de Abril, defendeu a descolonização e a não incorporação do território na Indonésia. «Além dos dirigentes do PCP, só houve um dirigente estrangeiro a discursar no Palco 25 de Abril, na Festa do Avante!. Foi um representante da Fretilin», assinalou.
Em Portugal, «não há nem nunca houve unanimidade em relação a Timor, mas apenas convergência de posições em alguns momentos, como nas manifestações contra os massacres. Houve momentos decisivos em que, nas altas instâncias decisivas portuguesas, se discutia deixar cair Timor», revelou Albano Nunes.
Para o dirigente do PCP, Timor está muito longe de atingir os objectivos da luta por que muitos deram a vida. «A luta libertadora continua na mira do imperialismo e de potências regionais. Não é surpreendente. Actualmente, o problema da independência e da soberania é central para todos os povos», sustentou.
«A situação tornou-se grave desde 28 de Abril, quando as centenas de militares que se rebelaram foram instrumentalizadas por grupos provocatórios, provocando mortes e destruição. Depois deu-se uma sucessão tumultuosa de acontecimentos, a crise que muitos querem apresentar como prova de mau governo ou de que Timor é um Estado falhado que precisa de tutela internacional. O PCP não concorda com esta visão», afirmou Albano Nunes.
«É natural que tenha havido erros dos órgãos de soberania, mas daí à diabolização do governo e de Mari Alkatiri vai uma grande distância», declarou, acrescentando que o processo de destabilização da sociedade timorense tem os objectivos de uma conspiração: afastar o governo e o primeiro-ministro; enfraquecer a Fretilin, impor um governo submisso aos interesses estrangeiros ou um protectorado tutelado pelas grandes potências.
A tentativa de fragilização da Fretilin foi visível já no seu congresso, realizado em Maio, segundo João Dias Coelho, dirigente do PCP que representou os comunistas portugueses naquela iniciativa: «Procuraram dotar a frente de melhores condições para resolver os problemas. Vemos agora que a unidade não foi suficiente, porque o golpe já estava em marcha e há forças dispostas a tudo para atingir os seus objectivos.»
«O congresso procurou dar resposta aos problemas nacionais, tendo como prioridade o combate à fome e à pobreza, usando para isso o primeiro dinheiro recebido pelo petróleo», recordou.
Dias Coelho destacou como condições da crise timorense as grandes contradições internas da Fretilin e as movimentações de outras forças e dirigentes de forma hipócrita. «A Fretilin sobreviveu a 30 anos de ocupação e guerra, também vai resistirá a esta ofensiva», afirmou.
PCP apoia Timor
«O PCP tem tido sempre uma posição solidária com Timor», recordou Albano Nunes, referindo que este foi o único partido que, ainda antes do 25 de Abril, defendeu a descolonização e a não incorporação do território na Indonésia. «Além dos dirigentes do PCP, só houve um dirigente estrangeiro a discursar no Palco 25 de Abril, na Festa do Avante!. Foi um representante da Fretilin», assinalou.
Em Portugal, «não há nem nunca houve unanimidade em relação a Timor, mas apenas convergência de posições em alguns momentos, como nas manifestações contra os massacres. Houve momentos decisivos em que, nas altas instâncias decisivas portuguesas, se discutia deixar cair Timor», revelou Albano Nunes.