Estado deve ter papel activo na economia
Jerónimo de Sousa participou, num passado dia 6, em Águeda, num comício inserido na iniciativa «Portugal precisa, o PCP propõe: produção, emprego e trabalho com direitos».
O crescimento económico deve ter como objectivo a melhoria das condições de vida
Em Águeda, o secretário-geral do PCP reafirmou a necessidade de dar combate às «teses neoliberais do Estado mínimo, reduzido às funções de soberania e de regulação». Para os comunistas, a questão do Estado e do seu papel é uma questão estratégica: «O Estado deve assumir um papel activo na economia», defende o PCP.
Os comunistas têm uma concepção de Estado que investe e que «assume a titularidade e condução das empresas e sectores estratégicos», antecipando as situações empresariais e sectoriais de crise e intervindo na resposta «atempada e esses problemas». O PCP defende ainda um Estado que «define as orientações estratégicas da economia e que planifica o seu desenvolvimento», afirmou o secretário-geral comunista.
Segundo Jerónimo de Sousa, a solução para os problemas do País não reside em medidas pontuais nem depende apenas «desta ou daquela medida imediata, desta ou daquela variante técnica do mesmo modelo de políticas económicas que se vêm concretizando». Reside, por outro lado, na ruptura com a política de direita que vem sendo praticada, propõem os comunistas.
Para o PCP, a solução para os problemas nacionais está precisamente no «corte com a política de classe ao serviço dos grupos económicos e financeiros» e com o «escandaloso processo de subordinação da economia nacional às necessidades dos grandes interesses». Os comunistas defendem que o desenvolvimento económico tenha como objectivos a melhoria do nível de vida dos portugueses, o pleno emprego, uma elevada satisfação das necessidades da população, uma justa e equilibrada repartição da riqueza criada e a defesa da independência nacional.
Problemas agravam-se
Com o Governo do PS, os problemas fundamentais do País conheceram, em variados aspectos, fortes agravamentos, denunciou Jerónimo de Sousa. E, lembrou, «não há campanha propagandística que esconda que o nosso País está confrontado com uma grave situação de destruição do aparelho produtivo, um agravado défice da balança comercial, um elevado de desemprego que atinge mais de meio milhão de portugueses e um acentuado nível de precariedade do trabalho». Segundo o secretário-geral do PCP, «são estes os principais e mais graves problemas do País e face aos quais o Governo do PS e as receitas neoliberais em voga são incapazes de dar resposta».
Para Jerónimo de Sousa, o aumento do desemprego não é «uma inevitabilidade», antes tem «raízes políticas bem determinadas». Mas a par do crescimento do desemprego, é também o trabalho precário que aumenta, denunciou. Quase 750 mil trabalhadores têm contratos a termo e perto de 570 mil trabalhadores trabalham a tempo parcial. Ou seja, fazendo contas, cerca de um milhão de trezentos mil trabalhadores têm uma relação laboral precária, perto de 23 por cento da população activa.
O comício de Águeda integrava-se da iniciativa «Portugal precisa, o PCP propõe». Para o dirigente do PCP, esta é a iniciativa de um Partido «que não se conforma, nem se resigna perante a perspectiva de Portugal continuar o caminho de destruição e de regressão económica e social a que a política de direita o está a conduzir».
No âmbito desta iniciativa, as organizações do Partido no distrito de Aveiro contactaram mais de dez mil pessoas, na sua maioria trabalhadores das maiores empresas do distrito.
Os comunistas têm uma concepção de Estado que investe e que «assume a titularidade e condução das empresas e sectores estratégicos», antecipando as situações empresariais e sectoriais de crise e intervindo na resposta «atempada e esses problemas». O PCP defende ainda um Estado que «define as orientações estratégicas da economia e que planifica o seu desenvolvimento», afirmou o secretário-geral comunista.
Segundo Jerónimo de Sousa, a solução para os problemas do País não reside em medidas pontuais nem depende apenas «desta ou daquela medida imediata, desta ou daquela variante técnica do mesmo modelo de políticas económicas que se vêm concretizando». Reside, por outro lado, na ruptura com a política de direita que vem sendo praticada, propõem os comunistas.
Para o PCP, a solução para os problemas nacionais está precisamente no «corte com a política de classe ao serviço dos grupos económicos e financeiros» e com o «escandaloso processo de subordinação da economia nacional às necessidades dos grandes interesses». Os comunistas defendem que o desenvolvimento económico tenha como objectivos a melhoria do nível de vida dos portugueses, o pleno emprego, uma elevada satisfação das necessidades da população, uma justa e equilibrada repartição da riqueza criada e a defesa da independência nacional.
Problemas agravam-se
Com o Governo do PS, os problemas fundamentais do País conheceram, em variados aspectos, fortes agravamentos, denunciou Jerónimo de Sousa. E, lembrou, «não há campanha propagandística que esconda que o nosso País está confrontado com uma grave situação de destruição do aparelho produtivo, um agravado défice da balança comercial, um elevado de desemprego que atinge mais de meio milhão de portugueses e um acentuado nível de precariedade do trabalho». Segundo o secretário-geral do PCP, «são estes os principais e mais graves problemas do País e face aos quais o Governo do PS e as receitas neoliberais em voga são incapazes de dar resposta».
Para Jerónimo de Sousa, o aumento do desemprego não é «uma inevitabilidade», antes tem «raízes políticas bem determinadas». Mas a par do crescimento do desemprego, é também o trabalho precário que aumenta, denunciou. Quase 750 mil trabalhadores têm contratos a termo e perto de 570 mil trabalhadores trabalham a tempo parcial. Ou seja, fazendo contas, cerca de um milhão de trezentos mil trabalhadores têm uma relação laboral precária, perto de 23 por cento da população activa.
O comício de Águeda integrava-se da iniciativa «Portugal precisa, o PCP propõe». Para o dirigente do PCP, esta é a iniciativa de um Partido «que não se conforma, nem se resigna perante a perspectiva de Portugal continuar o caminho de destruição e de regressão económica e social a que a política de direita o está a conduzir».
No âmbito desta iniciativa, as organizações do Partido no distrito de Aveiro contactaram mais de dez mil pessoas, na sua maioria trabalhadores das maiores empresas do distrito.