«Há outro caminho»
«É cada vez mais evidente e irrefutável que o rumo traçado pelo governo do PS e as políticas que o suportam não estão em condições de romper com o ciclo vicioso depressivo que se instalou há demasiado tempo no país». A afirmação é do Secretário-Geral do PC, Jerónimo de Sousa, para quem «as políticas restritivas e monetaristas centradas no combate ao défice das contas públicas», em paralelo com «as políticas de privatização, liberalização e crescente desregulamentação dos mercados», não são a resposta ao problema do défice, nem à dinamização da economia e do emprego.
Para Jerónimo de Sousa, que falava na abertura das Jornadas Parlamentares, «é este modelo de políticas económicas que precisa de ser questionado e abandonado e não o débil Estado social ou um modelo social que, em vários domínios, responde ainda de forma frágil aos problemas sociais dos portugueses».
Depois de sublinhar que «a solução dos problemas do país e dos portugueses que vivem do seu trabalho não se resolve com o recorrente recurso a medidas de contenção e diminuição dos seus rendimentos e direitos sociais», o dirigente comunista, referindo-se à gravidade da situação em que nos encontramos, considerou que a mesma deve ser avaliada não apenas pelo facto de este ser «o mais longo período de estagnação dos últimos 25 anos», coincidente com a mais alta taxa de desemprego, mas também porque não é risonho o futuro já que existe a «preocupante perspectiva de evolução que projecta o País em crescente divergência com os outros países europeus até, pelo menos 2010».
«Não são previsões nossas. São os recentes relatórios de instituições internacionais que o confirmam e que o PS aceita resignadamente, particularmente as suas sugestões e propostas de mais liberalização e precariedade das relações de trabalho e que condenam o país ao atraso», afirmou, antes de invocar o relatório da Primavera do Banco de Portugal que, observou, «está aí também para confirmar o resultado extremamente negativo de um ano de governo do PS e da preocupante evolução que se apresenta».
E por ser este o quadro que se prolonga há tempo de mais,
Jerónimo de Sousa considerou ser chegada a hora e o momento de o País se questionar sobre de quem é a «responsabilidade por esta evolução negativa» e sobre a preocupante evolução que se avizinha.
«É tempo de pedir contas, não apenas e muito justamente aos partidos do bloco central, PS, PSD e CDS-PP, mas também aos economistas cortesãos, a começar pelos responsáveis do Banco de Portugal, que tão zelosos se mostraram e mostram no escrupuloso cumprimento do receituário das políticas económicas neoliberais», enfatizou.
Em tom muito crítico, referiu-se ainda à «impunidade» dos economistas que «anos a fio ditam receitas, secundam e avalizam políticas que se confirmam desastrosas para o País», sem que sobre eles «pese qualquer consequência».
E aos que «sob a capa da modernidade, querem fazer regressar o mundo do trabalho a um passado sem direitos», falando já inclusivamente da «inevitabilidade do fim às férias pagas e do 13.º mês», Jerónimo respondeu que «há outro caminho e outras soluções políticas» capazes de pôr fim ao «faz de conta das falsas alternativas e do rotativismo de alternância sem alternativa».
Verberada com dureza pelo líder do PCP foi ainda a intenção do Governo de aumentar a idade de reforma e de mudar a forma de cálculo das pensões.
Defendeu, por outro lado, que o Governo deve manter os seus compromissos com os pequenos e médios agricultores, criticando o «não pagamento das medidas agro-ambientais de 2005 e 2006».
Para Jerónimo de Sousa, que falava na abertura das Jornadas Parlamentares, «é este modelo de políticas económicas que precisa de ser questionado e abandonado e não o débil Estado social ou um modelo social que, em vários domínios, responde ainda de forma frágil aos problemas sociais dos portugueses».
Depois de sublinhar que «a solução dos problemas do país e dos portugueses que vivem do seu trabalho não se resolve com o recorrente recurso a medidas de contenção e diminuição dos seus rendimentos e direitos sociais», o dirigente comunista, referindo-se à gravidade da situação em que nos encontramos, considerou que a mesma deve ser avaliada não apenas pelo facto de este ser «o mais longo período de estagnação dos últimos 25 anos», coincidente com a mais alta taxa de desemprego, mas também porque não é risonho o futuro já que existe a «preocupante perspectiva de evolução que projecta o País em crescente divergência com os outros países europeus até, pelo menos 2010».
«Não são previsões nossas. São os recentes relatórios de instituições internacionais que o confirmam e que o PS aceita resignadamente, particularmente as suas sugestões e propostas de mais liberalização e precariedade das relações de trabalho e que condenam o país ao atraso», afirmou, antes de invocar o relatório da Primavera do Banco de Portugal que, observou, «está aí também para confirmar o resultado extremamente negativo de um ano de governo do PS e da preocupante evolução que se apresenta».
E por ser este o quadro que se prolonga há tempo de mais,
Jerónimo de Sousa considerou ser chegada a hora e o momento de o País se questionar sobre de quem é a «responsabilidade por esta evolução negativa» e sobre a preocupante evolução que se avizinha.
«É tempo de pedir contas, não apenas e muito justamente aos partidos do bloco central, PS, PSD e CDS-PP, mas também aos economistas cortesãos, a começar pelos responsáveis do Banco de Portugal, que tão zelosos se mostraram e mostram no escrupuloso cumprimento do receituário das políticas económicas neoliberais», enfatizou.
Em tom muito crítico, referiu-se ainda à «impunidade» dos economistas que «anos a fio ditam receitas, secundam e avalizam políticas que se confirmam desastrosas para o País», sem que sobre eles «pese qualquer consequência».
E aos que «sob a capa da modernidade, querem fazer regressar o mundo do trabalho a um passado sem direitos», falando já inclusivamente da «inevitabilidade do fim às férias pagas e do 13.º mês», Jerónimo respondeu que «há outro caminho e outras soluções políticas» capazes de pôr fim ao «faz de conta das falsas alternativas e do rotativismo de alternância sem alternativa».
Verberada com dureza pelo líder do PCP foi ainda a intenção do Governo de aumentar a idade de reforma e de mudar a forma de cálculo das pensões.
Defendeu, por outro lado, que o Governo deve manter os seus compromissos com os pequenos e médios agricultores, criticando o «não pagamento das medidas agro-ambientais de 2005 e 2006».