Não voltaremos atrás
Comemorou-se esta semana o aniversário do 25 de Abril. É boa ocasião para pensar em qual é a herança que hoje temos da revolução.
A política de direita que em alternância tem sido praticada pelo Partido Socialista e o Partido Social-Democrata nos últimos decénios desmantelou muitas das conquistas alcançadas com o estabelecimento da democracia portuguesa.
As classes que se apoiavam na ditadura fascista e foram derrotadas pela revolução de Abril ascenderam ao poder por via eleitoral.
Procuram fazer recuar a História.
Reduzem as fronteiras e espaços de exercício da democracia.
Começaram por liquidar as bases para a democratização da economia alcançadas com a reforma agrária e a nacionalização dos principais grupos monopolistas e restabeleceram o domínio económico e político do capital monopolista. Passaram ao desmantelamento das conquistas sociais e dos direitos laborais. E entraram nos últimos anos na ofensiva para reduzir e desfigurar expressões da própria democracia política.
O processo contra-revolucionário tem sido retardado pela luta de massas desenvolvida pelos trabalhadores e largas outras camadas da população. Mas o seu avanço tem agravado e degradado as condições de vida, tem levado à liquidação e degradação de grande parte do aparelho produtivo do país, tem comprometido perigosamente a soberania de Portugal e contribuído para uma situação de graves crises económicas e financeiras.
A alternância no governo entre PS e PSD já mostrou ser um logro na vida política portuguesa. Fazem promessas falsas e acabam aplicando as mesmas políticas.
Assim, não vamos lá, não se resolvem os graves problemas que como é geralmente reconhecido se colocam ao nosso país.
A grande questão que hoje se coloca em Portugal é a de criar uma ruptura democrática que possibilite uma alternativa de esquerda à política praticada em alternância pelo Partido Socialista e o Partido Social-Democrata.
E os 48 anos de luta contra a ditadura fascista e os 30 anos da Democracia portuguesa já comprovaram que, nas condições sociais e políticas do nosso país, qualquer alternativa de progresso não é possível sem a participação dos comunistas. Não contrapomos a “democracia formal” à democracia real, mas denunciamos com vigor as medidas tomadas pelas classes dominantes instaladas no poder que esvaziam direitos e liberdades democráticas formalmente reconhecidos, reduzindo-os a pura letra de forma.
Não se trata de “repetir Abril” mas sim de não permitir que sejam esquecidos e destruídos os traços essenciais e as condições, realidades e avanços civilizacionais que a revolução democrática de Abril de 1974 trouxe à sociedade portuguesa.
Dizia uma das canções que marcaram Abril: “Não voltaremos atrás”.
Mas para isso é preciso barrar caminho aos que nos querem fazer voltar atrás.
A política de direita que em alternância tem sido praticada pelo Partido Socialista e o Partido Social-Democrata nos últimos decénios desmantelou muitas das conquistas alcançadas com o estabelecimento da democracia portuguesa.
As classes que se apoiavam na ditadura fascista e foram derrotadas pela revolução de Abril ascenderam ao poder por via eleitoral.
Procuram fazer recuar a História.
Reduzem as fronteiras e espaços de exercício da democracia.
Começaram por liquidar as bases para a democratização da economia alcançadas com a reforma agrária e a nacionalização dos principais grupos monopolistas e restabeleceram o domínio económico e político do capital monopolista. Passaram ao desmantelamento das conquistas sociais e dos direitos laborais. E entraram nos últimos anos na ofensiva para reduzir e desfigurar expressões da própria democracia política.
O processo contra-revolucionário tem sido retardado pela luta de massas desenvolvida pelos trabalhadores e largas outras camadas da população. Mas o seu avanço tem agravado e degradado as condições de vida, tem levado à liquidação e degradação de grande parte do aparelho produtivo do país, tem comprometido perigosamente a soberania de Portugal e contribuído para uma situação de graves crises económicas e financeiras.
A alternância no governo entre PS e PSD já mostrou ser um logro na vida política portuguesa. Fazem promessas falsas e acabam aplicando as mesmas políticas.
Assim, não vamos lá, não se resolvem os graves problemas que como é geralmente reconhecido se colocam ao nosso país.
A grande questão que hoje se coloca em Portugal é a de criar uma ruptura democrática que possibilite uma alternativa de esquerda à política praticada em alternância pelo Partido Socialista e o Partido Social-Democrata.
E os 48 anos de luta contra a ditadura fascista e os 30 anos da Democracia portuguesa já comprovaram que, nas condições sociais e políticas do nosso país, qualquer alternativa de progresso não é possível sem a participação dos comunistas. Não contrapomos a “democracia formal” à democracia real, mas denunciamos com vigor as medidas tomadas pelas classes dominantes instaladas no poder que esvaziam direitos e liberdades democráticas formalmente reconhecidos, reduzindo-os a pura letra de forma.
Não se trata de “repetir Abril” mas sim de não permitir que sejam esquecidos e destruídos os traços essenciais e as condições, realidades e avanços civilizacionais que a revolução democrática de Abril de 1974 trouxe à sociedade portuguesa.
Dizia uma das canções que marcaram Abril: “Não voltaremos atrás”.
Mas para isso é preciso barrar caminho aos que nos querem fazer voltar atrás.