Discutir para intervir
O projecto de resolução política do 8.º Congresso da JCP está em discussão. Milhares de militantes debatem, aprofundam e melhoram o documentos nos seus colectivos e organizações em todo o País.
jovens integram-se de forma destacada nas lutas gerais
Dois mil militantes participaram em discussões do projecto de resolução política do 8.º Congresso da JCP, marcado para 20 e 21 de Maio, em Vila Nova de Gaia, sob o lema «Transformar o Sonho em Vida». As discussões e os debates temáticos realizados ou já agendados calculam-se em 150. No total, mais de três mil pessoas participaram já nas iniciativas de preparação e divulgação do congresso, incluindo discussões da resolução política, o Torneio de Futsal Agit, a pintura de murais, a colagem de cartazes, a distribuição de documentos e a participação em concertos e convívios.
O projecto de resolução política do 8.º Congresso divide-se em quatro temas, com inúmeros pontos, ao longo de 57 páginas: a situação internacional; a situação nacional, as políticas e os direitos da juventude; as lutas da juventude e o movimento juvenil; e a «organizar para intervir e transformar».
A ofensiva ideológica do imperialismo é abordada no documento, que refere que esta «cumpre o papel de mistificar e subverter no plano das ideias o carácter explorador e opressor do capitalismo e do imperialismo», com o objectivo de «legitimar o carácter explorador do imperialismo, desencorajar os trabalhadores para a luta consequente contra o sistema e moldar e formatar ideias e comportamentos que sirvam e sustentem o próprio sistema», promovendo os valores do individualismo, da competição desenfreada, do consumismo, da impossibilidade de supressão do sistema imperialista.
Para além da comunicação social, de produtos artísticos massificados e da religião, o sistema dispõe ainda do sistema educativo como poderoso meio de formação e formatação. «Quer seja nos currículos escolares (onde grassa o revisionismo histórico, se consagram preconceitos, se equipara o método científico com misticismos religiosos), quer nos valores e ideias transmitidos, os sistemas educativos dos países onde o imperialismo tem o seu baluarte servem como escolas do “pensamento único”, de formação de futuros trabalhadores acríticos e resignados face à exploração de que são alvo», lê-se no documento.
Jovens destacam-se
A JCP considera que os jovens – um dos principais alvos das políticas neo-liberais – se destacam pelo seu combate, protagonizando lutas específicas e integrando-se de forma destacada nas lutas gerais. «Um pouco por todo o mundo, a juventude luta contra a guerra, a fome, a miséria, a pobreza, os bloqueios, os embargos, as sanções, a sida e todas as formas de discriminações e exploração, por um mundo de paz, livre de armas nucleares. Luta pelo direito à autodeterminação, pela soberania nacional, independência, democracia, segurança, cooperação e solidariedade internacional. Pelos direitos humanos, direitos da jovens mulheres, direitos sexuais e reprodutivos, desenvolvimento sustentável e meio ambiente. Pelo direito à alimentação e à água, justiça social, acesso a um emprego digno e com direitos, à educação pública, gratuita e de qualidade, à saúde, ao desporto, à habitação, à cultura e à tecnologia. A resposta à ofensiva é a intensificação da luta de massas. A luta é p caminho na batalha contra o imperialismo e pela conquista de direitos que é imperativo reforçar.»
JCP, organização da juventude
Afirmando-se como «uma força fundamental na luta pela liberdade e emancipação do povo», a JCP é uma «organização que intervém e se reforça na luta». Os colectivos de base são apontados como fundamentais, sendo a organização que mais directamente está ligada à juventude.
«A necessidade de intervenção da JCP onde se sentem directamente os problemas que afectam a juventude conduz necessariamente à organização dos jovens comunistas em colectivos de escola, empresa, colectividade, freguesia, etc. Compete aos colectivos de base definir a sua própria orientação e intervenção, de acordo com a orientação geral da JCP e contribuir também para a aplicação desta. Assim, é indispensável que os colectivos de base debatam os principais problemas locais e nacionais e encontrem as melhores forma de lhes dar resposta, estreitando a ligação da JCP com os jovens. Desta forma, os colectivos de base podem abrir-se à participação de jovens não militantes», refere o projecto de resolução política do Congresso.
O documento sublinham que «os militantes são a força, coesão política e ideológica da JCP. São elementos activos e intervenientes que se formam e ajudam a formar. É muito importante que todos os camaradas assumam responsabilidades e tarefas. A elevação da militância e do contributo de cada um é essencial para o reforço da JCP.»
A resolução política salienta que o militante da JCP «deve ser o porta-voz da organização e assumir o papel de agitador no seu local de acção e em todos os espaços em que participe, expondo aos outros o nosso projecto, propostas e orientações, e procurando prestigiar a JCP através do exemplo e da postura positiva perante o trabalho, o estudo e a vida. Só com a militância, enquanto acção organizada de todo um colectivo, se pode combater a mistificação, pela ideologia burguesa, da condição real em que se encontra o nosso povo e das possibilidades que se lhe apresentam.»
Aqui desempenha um papel importante a formação ideológica no trabalho diário, na distribuição do panfleto, na discussão no colectivo sobre os problemas concretos, na luta, mas também «é indispensável que cada militante procure conhecer mais através da imprensa do Partido e da JCP, dos comunicados» e dos cursos de formação ideológica.
O projecto de resolução política do 8.º Congresso divide-se em quatro temas, com inúmeros pontos, ao longo de 57 páginas: a situação internacional; a situação nacional, as políticas e os direitos da juventude; as lutas da juventude e o movimento juvenil; e a «organizar para intervir e transformar».
A ofensiva ideológica do imperialismo é abordada no documento, que refere que esta «cumpre o papel de mistificar e subverter no plano das ideias o carácter explorador e opressor do capitalismo e do imperialismo», com o objectivo de «legitimar o carácter explorador do imperialismo, desencorajar os trabalhadores para a luta consequente contra o sistema e moldar e formatar ideias e comportamentos que sirvam e sustentem o próprio sistema», promovendo os valores do individualismo, da competição desenfreada, do consumismo, da impossibilidade de supressão do sistema imperialista.
Para além da comunicação social, de produtos artísticos massificados e da religião, o sistema dispõe ainda do sistema educativo como poderoso meio de formação e formatação. «Quer seja nos currículos escolares (onde grassa o revisionismo histórico, se consagram preconceitos, se equipara o método científico com misticismos religiosos), quer nos valores e ideias transmitidos, os sistemas educativos dos países onde o imperialismo tem o seu baluarte servem como escolas do “pensamento único”, de formação de futuros trabalhadores acríticos e resignados face à exploração de que são alvo», lê-se no documento.
Jovens destacam-se
A JCP considera que os jovens – um dos principais alvos das políticas neo-liberais – se destacam pelo seu combate, protagonizando lutas específicas e integrando-se de forma destacada nas lutas gerais. «Um pouco por todo o mundo, a juventude luta contra a guerra, a fome, a miséria, a pobreza, os bloqueios, os embargos, as sanções, a sida e todas as formas de discriminações e exploração, por um mundo de paz, livre de armas nucleares. Luta pelo direito à autodeterminação, pela soberania nacional, independência, democracia, segurança, cooperação e solidariedade internacional. Pelos direitos humanos, direitos da jovens mulheres, direitos sexuais e reprodutivos, desenvolvimento sustentável e meio ambiente. Pelo direito à alimentação e à água, justiça social, acesso a um emprego digno e com direitos, à educação pública, gratuita e de qualidade, à saúde, ao desporto, à habitação, à cultura e à tecnologia. A resposta à ofensiva é a intensificação da luta de massas. A luta é p caminho na batalha contra o imperialismo e pela conquista de direitos que é imperativo reforçar.»
JCP, organização da juventude
Afirmando-se como «uma força fundamental na luta pela liberdade e emancipação do povo», a JCP é uma «organização que intervém e se reforça na luta». Os colectivos de base são apontados como fundamentais, sendo a organização que mais directamente está ligada à juventude.
«A necessidade de intervenção da JCP onde se sentem directamente os problemas que afectam a juventude conduz necessariamente à organização dos jovens comunistas em colectivos de escola, empresa, colectividade, freguesia, etc. Compete aos colectivos de base definir a sua própria orientação e intervenção, de acordo com a orientação geral da JCP e contribuir também para a aplicação desta. Assim, é indispensável que os colectivos de base debatam os principais problemas locais e nacionais e encontrem as melhores forma de lhes dar resposta, estreitando a ligação da JCP com os jovens. Desta forma, os colectivos de base podem abrir-se à participação de jovens não militantes», refere o projecto de resolução política do Congresso.
O documento sublinham que «os militantes são a força, coesão política e ideológica da JCP. São elementos activos e intervenientes que se formam e ajudam a formar. É muito importante que todos os camaradas assumam responsabilidades e tarefas. A elevação da militância e do contributo de cada um é essencial para o reforço da JCP.»
A resolução política salienta que o militante da JCP «deve ser o porta-voz da organização e assumir o papel de agitador no seu local de acção e em todos os espaços em que participe, expondo aos outros o nosso projecto, propostas e orientações, e procurando prestigiar a JCP através do exemplo e da postura positiva perante o trabalho, o estudo e a vida. Só com a militância, enquanto acção organizada de todo um colectivo, se pode combater a mistificação, pela ideologia burguesa, da condição real em que se encontra o nosso povo e das possibilidades que se lhe apresentam.»
Aqui desempenha um papel importante a formação ideológica no trabalho diário, na distribuição do panfleto, na discussão no colectivo sobre os problemas concretos, na luta, mas também «é indispensável que cada militante procure conhecer mais através da imprensa do Partido e da JCP, dos comunicados» e dos cursos de formação ideológica.