24 horas com a bola nos pés
O Torneio de Futsal Agit terminou no fim-de-semana, no Seixal, numa final em formato maratona 24 horas. Equipas de Lisboa e de Setúbal foram as grandes vencedoras.
balanço é «altamente positivo», diz Diogo Vasconcelos
Mais de 170 equipas de 15 distritos, envolvendo mais de mil jovens, participaram nas diversas fases do Torneio de Futsal Agit, promovido pela JCP, num total de 50 eliminatórias. A fase final decorreu no sábado e no domingo, no Pavilhão da Torre da Marinha, no Seixal, disputada por 12 equipas masculinas e três femininas. Foram 24 horas a jogar, entre as 13h de sábado e as 13h de domingo. A Noddy Team, de Lisboa, venceu o torneio masculino e a Escola de Futebol Feminino de Setúbal ganhou o feminino.
Diogo Vasconcelos, dirigente da JCP. faz um balanço «altamente positivo», apesar de referir que «podíamos ter chegado mais longe». «O balanço é muito positivo até pelo envolvimento da organização e dos novos militantes e de todos os jovens com quem contactámos», explica, em declarações ao Avante! .
A JCP apontou vários objectivos ao organizar o torneio, entre eles reforçar a ligação da organização à juventude, nomeadamente à juventude trabalhadora e ao movimento associativo juvenil de base local. Paralelamente, procurava-se divulgar a JCP e as suas posições sobre o desporto, bem como o seu 8.º Congresso, marcado para 20 e 21 de Maio em Vila Nova de Gaia.
«Na generalidade, os objectivos foram cumpridos, embora pudéssemos ter ido mais longe na divulgação do congresso», comenta Diogo Vasconcelos, referindo as intervenções políticas e a distribuição de documentos da JCP nos jogos.
Comparado com a edição do ano passado, este torneio contou com a participação do dobro das equipas na primeira fase. Como explica o dirigente, «isto deve-se à nossa maior experiência e aos contactos já estabelecidos. Mas podemos ir mais longe no próximo ano.» Porque os torneios de futsal são para continuar!
Um torneio diferente
As equipas que participaram apresentam características muito diversas. Havia equipas de empresas, clubes e associações e grupos de amigos. «A maioria era constituída por grupos de amigos, que inclui desde o estudante ao operário. Isto é importante para nós pela abrangência nas camadas sociais tocadas por nós», comenta Diogo Vasconcelos.
Muitas vezes, as equipas não incluíam nenhum militante da JCP, o que mostra que outro do objectivo da organização foi cumprido. «Tínhamos a preocupação do torneio ser organizado pela JCP mas não ser um torneio de equipas da JCP, até tendo em conta o objectivo de divulgar o nosso projecto junto do maior número possível de pessoas», afirma o dirigente.
Não havendo uma ligação prévia à JCP, as equipas tomaram conhecimento do torneio através dos cartazes e dos clubes e associações já contactos no ano passado. «Aqui talvez possamos melhorar a divulgação através da propaganda», diz Diogo.
O formato da final – uma maratona de jogos durante 24 horas – é comum nas finais de torneios nacionais de futsal, mas esta distinguiu-se por um elemento importante: «É a manutenção do convívio para lá dos jogos das equipas que não estão a jogar. Além disso, permite um contacto mais de perto com a JCP. No entanto, o cansaço é grande no final e obriga a uma gestão do esforço nos vários jogos.»
A final contou com o apoio de um conjunto de árbitros profissionais, que, nas palavras de Diogo Vasconcelos, «foram extraordinários. Eram poucos árbitros e fizeram os jogos todos. Foi um grande contributo e um grande trabalho.»
A fechar o torneio, os prémios foram entregues durante um almoço na cantina da ex-fábrica da Companhia de Lanifícios da Arrentela, com a participação do vereador do Desporto da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos. Todos os participantes receberam medalhas. As taças ficaram reservadas para os vencedores dos vários prémios: primeiro, segundo e terceiro classificados, melhor marcador, fair play, melhor guarda-redes e melhor jogador. Estes dois últimos foram eleitos pelas equipas e pelos árbitros.
No fim fica a sensação de participar num torneio diferente. Como diz Diogo Vasconcelos, «há centenas de torneios a nível nacional, mas este é mais do que o jogo e no final fica a vontade de ficar lá a conviver e a aprender com os outros, nomeadamente com as intervenções políticas.»
Futsal é política?
Onde entra a política nestes torneios desportivos? Diogo Vasconcelos responde: «Não fazemos o torneio por fazer, fazemos com objectivos concretos, de reforço da JCP e não apenas para a mera promoção do desporto. Isso faz-se através da intervenção oral de camaradas nas eliminatórias, ao oferecer o Agit e documentos da JCP às equipas. Tentamos politizar o momento. O lema do torneio era o mesmo do Congresso – «Transformar o Sonho em Vida» –, o que por si só tem uma conotação política.»
Durante os meses em que decorreu o torneio foram feitos novos recrutamentos e, como diz o dirigente, «provavelmente novos camaradas e dezenas de novos amigos». «Os novos militantes vêm à JCP não apenas por uma razão, mas por muitas. Uns por questões mais ideológicas, outros na sequência de lutas e outros por conhecerem as nossas posições através do torneio», diz Diogo.
Muitos dos participantes assistiram a intervenções políticas pela primeira vez no torneio. «Algumas reacções são de surpresa, até pela existência da JCP», refere Diogo, acrescentando que em geral as palavras dos dirigentes comunistas «são recebidas como normalmente os estudantes recebem um documento à porta da sua escola: reconhecem aquilo que sentem e aquilo a que aspiram no que estão a ouvir».
Diogo Vasconcelos, dirigente da JCP. faz um balanço «altamente positivo», apesar de referir que «podíamos ter chegado mais longe». «O balanço é muito positivo até pelo envolvimento da organização e dos novos militantes e de todos os jovens com quem contactámos», explica, em declarações ao Avante! .
A JCP apontou vários objectivos ao organizar o torneio, entre eles reforçar a ligação da organização à juventude, nomeadamente à juventude trabalhadora e ao movimento associativo juvenil de base local. Paralelamente, procurava-se divulgar a JCP e as suas posições sobre o desporto, bem como o seu 8.º Congresso, marcado para 20 e 21 de Maio em Vila Nova de Gaia.
«Na generalidade, os objectivos foram cumpridos, embora pudéssemos ter ido mais longe na divulgação do congresso», comenta Diogo Vasconcelos, referindo as intervenções políticas e a distribuição de documentos da JCP nos jogos.
Comparado com a edição do ano passado, este torneio contou com a participação do dobro das equipas na primeira fase. Como explica o dirigente, «isto deve-se à nossa maior experiência e aos contactos já estabelecidos. Mas podemos ir mais longe no próximo ano.» Porque os torneios de futsal são para continuar!
Um torneio diferente
As equipas que participaram apresentam características muito diversas. Havia equipas de empresas, clubes e associações e grupos de amigos. «A maioria era constituída por grupos de amigos, que inclui desde o estudante ao operário. Isto é importante para nós pela abrangência nas camadas sociais tocadas por nós», comenta Diogo Vasconcelos.
Muitas vezes, as equipas não incluíam nenhum militante da JCP, o que mostra que outro do objectivo da organização foi cumprido. «Tínhamos a preocupação do torneio ser organizado pela JCP mas não ser um torneio de equipas da JCP, até tendo em conta o objectivo de divulgar o nosso projecto junto do maior número possível de pessoas», afirma o dirigente.
Não havendo uma ligação prévia à JCP, as equipas tomaram conhecimento do torneio através dos cartazes e dos clubes e associações já contactos no ano passado. «Aqui talvez possamos melhorar a divulgação através da propaganda», diz Diogo.
O formato da final – uma maratona de jogos durante 24 horas – é comum nas finais de torneios nacionais de futsal, mas esta distinguiu-se por um elemento importante: «É a manutenção do convívio para lá dos jogos das equipas que não estão a jogar. Além disso, permite um contacto mais de perto com a JCP. No entanto, o cansaço é grande no final e obriga a uma gestão do esforço nos vários jogos.»
A final contou com o apoio de um conjunto de árbitros profissionais, que, nas palavras de Diogo Vasconcelos, «foram extraordinários. Eram poucos árbitros e fizeram os jogos todos. Foi um grande contributo e um grande trabalho.»
A fechar o torneio, os prémios foram entregues durante um almoço na cantina da ex-fábrica da Companhia de Lanifícios da Arrentela, com a participação do vereador do Desporto da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos. Todos os participantes receberam medalhas. As taças ficaram reservadas para os vencedores dos vários prémios: primeiro, segundo e terceiro classificados, melhor marcador, fair play, melhor guarda-redes e melhor jogador. Estes dois últimos foram eleitos pelas equipas e pelos árbitros.
No fim fica a sensação de participar num torneio diferente. Como diz Diogo Vasconcelos, «há centenas de torneios a nível nacional, mas este é mais do que o jogo e no final fica a vontade de ficar lá a conviver e a aprender com os outros, nomeadamente com as intervenções políticas.»
Futsal é política?
Onde entra a política nestes torneios desportivos? Diogo Vasconcelos responde: «Não fazemos o torneio por fazer, fazemos com objectivos concretos, de reforço da JCP e não apenas para a mera promoção do desporto. Isso faz-se através da intervenção oral de camaradas nas eliminatórias, ao oferecer o Agit e documentos da JCP às equipas. Tentamos politizar o momento. O lema do torneio era o mesmo do Congresso – «Transformar o Sonho em Vida» –, o que por si só tem uma conotação política.»
Durante os meses em que decorreu o torneio foram feitos novos recrutamentos e, como diz o dirigente, «provavelmente novos camaradas e dezenas de novos amigos». «Os novos militantes vêm à JCP não apenas por uma razão, mas por muitas. Uns por questões mais ideológicas, outros na sequência de lutas e outros por conhecerem as nossas posições através do torneio», diz Diogo.
Muitos dos participantes assistiram a intervenções políticas pela primeira vez no torneio. «Algumas reacções são de surpresa, até pela existência da JCP», refere Diogo, acrescentando que em geral as palavras dos dirigentes comunistas «são recebidas como normalmente os estudantes recebem um documento à porta da sua escola: reconhecem aquilo que sentem e aquilo a que aspiram no que estão a ouvir».