Agricultura em perigo
contribuem para a desertificação rural e humana e para o alastramento do desemprego e da pobreza, diz a Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP, exigindo do Governo uma nova política.
Preocupada com a situação do tecido agrícola e rural da região, a DORSA considera terem sido as más opções políticas de sucessivos governos que levaram a uma alteração acelerada das funções social e económica deste sector de actividade, com o rendimento dos agricultores a baixar de ano para ano em resultado da subida dos preços dos factores de produção e da descida dos preços ao produtor.
As consequências são o êxodo das populações rurais, a desertificação, maiores desequilíbrios ecológicos na paisagem e na gestão das espécies cinegéticas, acusa a DORSA, temendo pelo futuro de importantes sectores da actividade agrícola da região. É o caso do sector da vinha e do vinho, onde os preços à produção já não cobrem os custos e o escoamento da produção é muito difícil, devido à invasão de vinhos provenientes do exterior sem qualquer fiscalização. E, enquanto as adegas cooperativas atravessam as mais graves dificuldades financeiras de há décadas, correndo muitas o risco de falência, os viticultores são cada vez menos remunerados pelo seu trabalho e os consumidores pagam o vinho cada vez mais caro.
Quanto à beterraba, apesar da sua grande importância económica e social no Ribatejo, a política comunitária e nacional teima em baixar os preços à produção e a quota atribuída, pondo em causa a continuidade do sector e da própria fábrica de Coruche.
Negro perspectiva-se também o futuro da produção e produtores de tomate, confrontados nos últimos anos com descidas dos preços à produção, novas exigências na classificação do tomate e tentativas de desligamento das ajudas à produção. Mas também sectores como a floresta, o olival, o gado bovino, caprino e suíno vivem graves problemas, diz o PCP.
A DORSA termina com um protesto contra as dívidas do Estado aos agricultores e suas organizações, a demora nos pagamentos relativos a projectos de investimento dos agricultores e o encerramento dos apoios a estes projectos em 2006.
Portalegre
Honrar compromissos
A Direcção da Organização Regional de Portalegre repudia com veemência a decisão política do Governo de não pagar as Medidas Agro-Ambientais de 2005, a pretexto de restrições orçamentais.
Para esta decisão, que «deixa 26.000 Agricultores sem 70 milhões de euros de ajudas a que se candidataram ao abrigo da legislação em vigor e no uso pleno do direito que lhes assiste», o Governo invoca ainda «as políticas erradas de Governos anteriores» ou «privilégios de uma minoria em detrimento de uma esmagadora maioria...» Mas então, pergunta o PCP, «os Agricultores podem fazer fé nas leis, regulamentos e portarias, ou têm que adivinhar se futuros Governos as cumprem ou não?»
Explicitando as razões do seu protesto, a DORPOR começa por lembrar que, com aquela decisão, são 70 milhões de euros que deixam de entrar na nossa Agricultura e, portanto, de circular no País com custos para o orçamento nacional de apenas 15% desse montante, uma vez que os restantes 85% viriam de Bruxelas. Quanto à argumentação de que apenas 1.000 proprietários beneficiariam com 50 milhões de euros, a verdade é que sempre assim aconteceu, fosse qual fosse o Governo em vigência, e, «se há uma questão de injustiça nas medidas Agro-Ambientais, então que se tomem medidas» para corrigir a situação. Mas que se pague aos 25.000 agora prejudicados!
Preocupada com a situação do tecido agrícola e rural da região, a DORSA considera terem sido as más opções políticas de sucessivos governos que levaram a uma alteração acelerada das funções social e económica deste sector de actividade, com o rendimento dos agricultores a baixar de ano para ano em resultado da subida dos preços dos factores de produção e da descida dos preços ao produtor.
As consequências são o êxodo das populações rurais, a desertificação, maiores desequilíbrios ecológicos na paisagem e na gestão das espécies cinegéticas, acusa a DORSA, temendo pelo futuro de importantes sectores da actividade agrícola da região. É o caso do sector da vinha e do vinho, onde os preços à produção já não cobrem os custos e o escoamento da produção é muito difícil, devido à invasão de vinhos provenientes do exterior sem qualquer fiscalização. E, enquanto as adegas cooperativas atravessam as mais graves dificuldades financeiras de há décadas, correndo muitas o risco de falência, os viticultores são cada vez menos remunerados pelo seu trabalho e os consumidores pagam o vinho cada vez mais caro.
Quanto à beterraba, apesar da sua grande importância económica e social no Ribatejo, a política comunitária e nacional teima em baixar os preços à produção e a quota atribuída, pondo em causa a continuidade do sector e da própria fábrica de Coruche.
Negro perspectiva-se também o futuro da produção e produtores de tomate, confrontados nos últimos anos com descidas dos preços à produção, novas exigências na classificação do tomate e tentativas de desligamento das ajudas à produção. Mas também sectores como a floresta, o olival, o gado bovino, caprino e suíno vivem graves problemas, diz o PCP.
A DORSA termina com um protesto contra as dívidas do Estado aos agricultores e suas organizações, a demora nos pagamentos relativos a projectos de investimento dos agricultores e o encerramento dos apoios a estes projectos em 2006.
Portalegre
Honrar compromissos
A Direcção da Organização Regional de Portalegre repudia com veemência a decisão política do Governo de não pagar as Medidas Agro-Ambientais de 2005, a pretexto de restrições orçamentais.
Para esta decisão, que «deixa 26.000 Agricultores sem 70 milhões de euros de ajudas a que se candidataram ao abrigo da legislação em vigor e no uso pleno do direito que lhes assiste», o Governo invoca ainda «as políticas erradas de Governos anteriores» ou «privilégios de uma minoria em detrimento de uma esmagadora maioria...» Mas então, pergunta o PCP, «os Agricultores podem fazer fé nas leis, regulamentos e portarias, ou têm que adivinhar se futuros Governos as cumprem ou não?»
Explicitando as razões do seu protesto, a DORPOR começa por lembrar que, com aquela decisão, são 70 milhões de euros que deixam de entrar na nossa Agricultura e, portanto, de circular no País com custos para o orçamento nacional de apenas 15% desse montante, uma vez que os restantes 85% viriam de Bruxelas. Quanto à argumentação de que apenas 1.000 proprietários beneficiariam com 50 milhões de euros, a verdade é que sempre assim aconteceu, fosse qual fosse o Governo em vigência, e, «se há uma questão de injustiça nas medidas Agro-Ambientais, então que se tomem medidas» para corrigir a situação. Mas que se pague aos 25.000 agora prejudicados!