Preocupações aumentam
A política de saúde do Governo está a suscitar manifestações de repúdio por parte das organizações do PCP, cada vez mais preocupadas com a qualidade de vida das populações.
A Comissão Concelhia de Coimbra, por exemplo, considera completamente «inaceitável» e irresponsável» a decisão do Governo de encerrar duas das três maternidades da Beira Interior, atirando o «odioso» da medida para os Conselhos de Administração das Unidades Hospitalares e lançando a insegurança no meio dos profissionais de saúde e nas populações que recorrem a estes serviços.
A medida é também «demagógica», diz o PCP, referindo o caso da maternidade do Centro Hospitalar da Cova da Beira, cujo encerramento nenhum critério económico, técnico ou estatístico justifica, já que reúne todas as condições técnicas e humanas e associa, para mais, uma Faculdade de Medicina. Aliás, só demonstra, de forma «clara e inequívoca», que o Governo não se move por razões de ordem social mas apenas por critérios «puramente economicistas», que tratam as pessoas como números.
Opinião idêntica tem a Direcção da Organização Regional do Algarve, que considera os aumentos das taxas moderadoras nos Centros de Saúde, SAP’s e urgências hospitalares decididos pelo Governo como «um novo ataque aos direitos dos cidadãos em particular aos que mais dificuldades têm».
Também a Direcção da Organização Regional de Coimbra, temendo as consequências do anunciado encerramento durante a noite do SAP do Centro de Saúde de Góis, fez chegar as suas preocupações ao Grupo Parlamentar do PCP que, através do deputado António Filipe, questionou o Governo sobre a matéria.
No requerimento que entregou na Mesa da Assembleia da República, António Filipe lembra o facto de Góis ser um concelho muito envelhecido e desertificado, com povoações muito dispersas – Alvares, por exemplo, fica a mais de 30 km da sede do concelho –, o que torna «impensável» obrigar estas pessoas a deslocarem-se durante a noite a centros de saúde ainda mais distantes do que o que actualmente existe na vila sede de concelho.
Pergunta, assim, ao Governo quais as suas intenções relativamente a este SAP, que entidades consultou sobre a matéria e, caso se confirme o encerramento, como pretende assegurar o atendimento dos utentes.
IPO
A célula do PCP no IPO, por seu lado, tendo em conta as notícias que apontam para a construção de novas instalações do Instituto no concelho de Oeiras ou em Lisboa, mas noutro local, pretendem saber quais as razões em que o Governo de apoio para essa decisão, que estudos recentes a sustentam.
Construído há cerca de 80 anos, o IPO de unidade moderna passou a obsoleta e sem condições para os cuidados de saúde que presta, afirma o PCP. Porém as várias hipóteses de alargamento e beneficiação do IPO que ao longo de anos se têm sucedido, acabaram sempre por ser adiadas com o argumento da necessidade de um novo edifício. Em 2001, Correia de Campos, então também ministro da Saúde, deu o seu acordo à construção de novo edifício no espaço do actual, tendo sido lançado e concluído o concurso de adjudicação da obra e mesmo contemplado em PIDDAC uma verba para o lançamento dos trabalhos. O anterior Governo PSD/CDS abortou, porém, o processo.
Por isso, a célula do PCP quer também saber se da decisão do Governo estão afastados interesses imobiliários, ao mesmo tempo que exige que o IPO se mantenha como estabelecimento público, integrado no Serviço Nacional de Saúde.
A Comissão Concelhia de Coimbra, por exemplo, considera completamente «inaceitável» e irresponsável» a decisão do Governo de encerrar duas das três maternidades da Beira Interior, atirando o «odioso» da medida para os Conselhos de Administração das Unidades Hospitalares e lançando a insegurança no meio dos profissionais de saúde e nas populações que recorrem a estes serviços.
A medida é também «demagógica», diz o PCP, referindo o caso da maternidade do Centro Hospitalar da Cova da Beira, cujo encerramento nenhum critério económico, técnico ou estatístico justifica, já que reúne todas as condições técnicas e humanas e associa, para mais, uma Faculdade de Medicina. Aliás, só demonstra, de forma «clara e inequívoca», que o Governo não se move por razões de ordem social mas apenas por critérios «puramente economicistas», que tratam as pessoas como números.
Opinião idêntica tem a Direcção da Organização Regional do Algarve, que considera os aumentos das taxas moderadoras nos Centros de Saúde, SAP’s e urgências hospitalares decididos pelo Governo como «um novo ataque aos direitos dos cidadãos em particular aos que mais dificuldades têm».
Também a Direcção da Organização Regional de Coimbra, temendo as consequências do anunciado encerramento durante a noite do SAP do Centro de Saúde de Góis, fez chegar as suas preocupações ao Grupo Parlamentar do PCP que, através do deputado António Filipe, questionou o Governo sobre a matéria.
No requerimento que entregou na Mesa da Assembleia da República, António Filipe lembra o facto de Góis ser um concelho muito envelhecido e desertificado, com povoações muito dispersas – Alvares, por exemplo, fica a mais de 30 km da sede do concelho –, o que torna «impensável» obrigar estas pessoas a deslocarem-se durante a noite a centros de saúde ainda mais distantes do que o que actualmente existe na vila sede de concelho.
Pergunta, assim, ao Governo quais as suas intenções relativamente a este SAP, que entidades consultou sobre a matéria e, caso se confirme o encerramento, como pretende assegurar o atendimento dos utentes.
IPO
A célula do PCP no IPO, por seu lado, tendo em conta as notícias que apontam para a construção de novas instalações do Instituto no concelho de Oeiras ou em Lisboa, mas noutro local, pretendem saber quais as razões em que o Governo de apoio para essa decisão, que estudos recentes a sustentam.
Construído há cerca de 80 anos, o IPO de unidade moderna passou a obsoleta e sem condições para os cuidados de saúde que presta, afirma o PCP. Porém as várias hipóteses de alargamento e beneficiação do IPO que ao longo de anos se têm sucedido, acabaram sempre por ser adiadas com o argumento da necessidade de um novo edifício. Em 2001, Correia de Campos, então também ministro da Saúde, deu o seu acordo à construção de novo edifício no espaço do actual, tendo sido lançado e concluído o concurso de adjudicação da obra e mesmo contemplado em PIDDAC uma verba para o lançamento dos trabalhos. O anterior Governo PSD/CDS abortou, porém, o processo.
Por isso, a célula do PCP quer também saber se da decisão do Governo estão afastados interesses imobiliários, ao mesmo tempo que exige que o IPO se mantenha como estabelecimento público, integrado no Serviço Nacional de Saúde.