«Um gigantesco embuste»
«Uma grande operação de cosmética», assim classificou o PCP o chamado «Congresso do Desporto», uma iniciativa, acusa, que passou ao lado das questões centrais que hoje se colocam ao desporto português.
Numa intervenção muito crítica face à forma como o Governo encarou este evento, que decorreu entre Dezembro de 2005 e 18 de Fevereiro último, o deputado comunista Miguel Tiago considerou que foram escamoteados os verdadeiros problemas do desporto no país, designadamente os que respeitam ao desporto popular e amador e aos papéis assumidos pelo movimento associativo e pelo poder local.
Era neste plano que as atenções deveriam estar centradas, na opinião da formação comunista, e não, como de facto sucedeu, no essencial, na «visão do desporto limitada ao desporto dos milhões, ao desporto profissional». Essa foi a opção do Executivo, num evento que em muitos momentos resultou em meras palestras, donde resultou que dele tenham ficado à margem um conjunto importantes de questões, segundo denunciou o deputado do PCP.
E daí que o Congresso, sem um «envolvimento verdadeiro e real do movimento associativo», tenha estado divorciado de objectivos como a democratização do desporto, o envolvimento do movimento associativo na promoção da prática desportiva ou o de garantir a saudável relação entre população e desporto.
«O Governo conhece bem os problemas do desporto no País, conhece as questões que se colocam na gestão de espaços desportivos, conhece o papel do poder local, conhece o papel do associativismo, mas para este governo isso é apenas uma matéria acessória, não é desporto», denunciou Miguel Tiago, convicto de que o Congresso não passou de um «gigantesco embuste» que serviu para encobrir a «inércia» governamental e justificar a «apresentação de medidas e estratégias que já estavam definidas».
Numa intervenção muito crítica face à forma como o Governo encarou este evento, que decorreu entre Dezembro de 2005 e 18 de Fevereiro último, o deputado comunista Miguel Tiago considerou que foram escamoteados os verdadeiros problemas do desporto no país, designadamente os que respeitam ao desporto popular e amador e aos papéis assumidos pelo movimento associativo e pelo poder local.
Era neste plano que as atenções deveriam estar centradas, na opinião da formação comunista, e não, como de facto sucedeu, no essencial, na «visão do desporto limitada ao desporto dos milhões, ao desporto profissional». Essa foi a opção do Executivo, num evento que em muitos momentos resultou em meras palestras, donde resultou que dele tenham ficado à margem um conjunto importantes de questões, segundo denunciou o deputado do PCP.
E daí que o Congresso, sem um «envolvimento verdadeiro e real do movimento associativo», tenha estado divorciado de objectivos como a democratização do desporto, o envolvimento do movimento associativo na promoção da prática desportiva ou o de garantir a saudável relação entre população e desporto.
«O Governo conhece bem os problemas do desporto no País, conhece as questões que se colocam na gestão de espaços desportivos, conhece o papel do poder local, conhece o papel do associativismo, mas para este governo isso é apenas uma matéria acessória, não é desporto», denunciou Miguel Tiago, convicto de que o Congresso não passou de um «gigantesco embuste» que serviu para encobrir a «inércia» governamental e justificar a «apresentação de medidas e estratégias que já estavam definidas».