Uma imensa força de futuro
«Uma força imensa, de luta, determinação e construção do futuro». É esta a realidade que emerge da candidatura de Jerónimo de Sousa, pelos valores e projecto que afirmou, pela sua campanha e resultados.
O apoio recebido será honrado prosseguindo o trabalho e a luta
Três dias depois do acto eleitoral, no Parlamento, analisando os resultados, em declaração política, foi desse «insubstituível factor de confiança e esperança» com raízes na candidatura comunista que falou o deputado comunista Francisco Lopes para sublinhar os desafios que se abrem nesta «nova etapa» da luta dos trabalhadores e do povo.
Continuar e intensificar a acção pelos objectivos que animaram a candidatura de Jerónimo de Sousa é, desde logo, o traço fundamental que marca essa nova etapa, com a certeza de que todo o apoio recebido – traduzido em quase meio milhão de votos – «será honrado prosseguindo o trabalho e a luta».
Uma luta que, especificou, inscreve nas suas prioridades a «defesa dos direitos sociais, dos salários, das pensões, dos serviços públicos e funções sociais do Estado, em defesa da segurança social, contra o aumento da idade da reforma, pela defesa do aparelho produtivo, contra o desemprego e pela defesa do regime democrático e por um Portugal com futuro».
A eleição de Cavaco
Mas se a importante votação obtida pela candidatura de Jerónimo de Sousa constitui a marca positiva destas presidenciais, em sentido diferente tem de ser vista a eleição de Cavaco Silva.
Considerando-a um «elemento negativo para os trabalhadores, o povo e o País», a sua vitória, no entender de Francisco Lopes, representa o reforço do «suporte institucional de apoio a uma política de direita que ao longo de várias décadas tem empurrado o País para a difícil situação em que se encontra».
Nessa medida, advertiu, «acentua-se a linha de liquidação de direitos e ataque às condições de vida dos trabalhadores e da população», bem como a tendência no sentido do «agravamento das desigualdades sociais, da exploração, da acumulação da riqueza num núcleo reduzido de famílias».
Lembrado pelo parlamentar e dirigente do PCP, por outro lado, foi o facto de a candidatura de Cavaco Silva depois de uma longa gestação ter beneficiado, ainda, consideravelmente – um «apoio de peso», chamou-lhe Francisco Lopes - , do «descontentamento e desilusão provocados pelo prosseguimento da política de direita e do Governo e do PS e pela multiplicação das suas decisões anti-populares».
A síndroma da derrota
«Como se isso não bastasse», observou, outros «factores decisivos» vieram favorecer o candidato da direita, como «a hesitação, a falta de empenhamento, a apatia do PS e o síndroma da derrota antecipada que atingiu a sua direcção».
«Cavaco Silva ganhou, mas não convenceu nem mobilizou o povo português», sublinhou ainda Francisco Lopes fazendo notar que a escassa margem de vitória por pouco mais de 30 mil votos num universo de quase nove milhões de eleitores poderia ter sido anulada, garantindo uma segunda volta, se outra tivesse sido a postura e outro o esforço e o empenho do PS.
Por isso, concluiu, «mais que uma "derrota da esquerda" a eleição de Cavaco Silva traduz sobretudo uma derrota dos que, promovendo a política de direita, contribuíram para o desânimo, a frustração, a quebra da esperança de milhões de portugueses».
Continuar e intensificar a acção pelos objectivos que animaram a candidatura de Jerónimo de Sousa é, desde logo, o traço fundamental que marca essa nova etapa, com a certeza de que todo o apoio recebido – traduzido em quase meio milhão de votos – «será honrado prosseguindo o trabalho e a luta».
Uma luta que, especificou, inscreve nas suas prioridades a «defesa dos direitos sociais, dos salários, das pensões, dos serviços públicos e funções sociais do Estado, em defesa da segurança social, contra o aumento da idade da reforma, pela defesa do aparelho produtivo, contra o desemprego e pela defesa do regime democrático e por um Portugal com futuro».
A eleição de Cavaco
Mas se a importante votação obtida pela candidatura de Jerónimo de Sousa constitui a marca positiva destas presidenciais, em sentido diferente tem de ser vista a eleição de Cavaco Silva.
Considerando-a um «elemento negativo para os trabalhadores, o povo e o País», a sua vitória, no entender de Francisco Lopes, representa o reforço do «suporte institucional de apoio a uma política de direita que ao longo de várias décadas tem empurrado o País para a difícil situação em que se encontra».
Nessa medida, advertiu, «acentua-se a linha de liquidação de direitos e ataque às condições de vida dos trabalhadores e da população», bem como a tendência no sentido do «agravamento das desigualdades sociais, da exploração, da acumulação da riqueza num núcleo reduzido de famílias».
Lembrado pelo parlamentar e dirigente do PCP, por outro lado, foi o facto de a candidatura de Cavaco Silva depois de uma longa gestação ter beneficiado, ainda, consideravelmente – um «apoio de peso», chamou-lhe Francisco Lopes - , do «descontentamento e desilusão provocados pelo prosseguimento da política de direita e do Governo e do PS e pela multiplicação das suas decisões anti-populares».
A síndroma da derrota
«Como se isso não bastasse», observou, outros «factores decisivos» vieram favorecer o candidato da direita, como «a hesitação, a falta de empenhamento, a apatia do PS e o síndroma da derrota antecipada que atingiu a sua direcção».
«Cavaco Silva ganhou, mas não convenceu nem mobilizou o povo português», sublinhou ainda Francisco Lopes fazendo notar que a escassa margem de vitória por pouco mais de 30 mil votos num universo de quase nove milhões de eleitores poderia ter sido anulada, garantindo uma segunda volta, se outra tivesse sido a postura e outro o esforço e o empenho do PS.
Por isso, concluiu, «mais que uma "derrota da esquerda" a eleição de Cavaco Silva traduz sobretudo uma derrota dos que, promovendo a política de direita, contribuíram para o desânimo, a frustração, a quebra da esperança de milhões de portugueses».