Os novos alvos do império
Os EUA, a França, a Grã-Bretanha e a Alemanha preparam-se para propor no Conselho de Segurança da ONU sanções económicas contra o Irão, isto apesar do país reiterar os objectivos pacíficos da sua investigação nuclear.
«Europeus e norte-americanos lançam acusações e ameaçam com sanções económicas»
Nem as recentes declarações dos responsáveis iranianos afirmando que «a construção de armas nucleares é contra os valores islâmicos» parece acalmar as potências ocidentais.
Europeus e norte-americanos já têm um projecto de texto preparado e pretendem que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) rejeite o reinicio das negociações directas com o governo de Teerão, facto que, a confirmar-se, abriria a porta para a discussão do tema no CS da ONU e a apresentação de uma proposta de aplicação de sanções.
O plano merece ainda sérias reservas por parte da China e da Rússia, países que têm direito de veto no CS e afirmaram, no início desta semana, que a via negocial ainda não se encontra totalmente esgotada.
Entretanto, o chefe de Estado iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, efectuou uma visita de dois dias à Síria, país que se encontra igualmente sob ameaça das potências capitalistas.
Em Damasco, capital da Síria, os presidentes Ahmadinejad e Bashar al-Assad, encontraram-se para discutir a situação e firmar protocolos de cooperação económica e cultural.
Síria volta a ser ameaçada
Já esta segunda-feira, o CS voltou a lançar suspeitas sobre a Síria pelo alegado envolvimento do país na instabilidade política e social que se vive no vizinho Líbano.
O executivo de Damasco foi acusado de ser a principal fonte de rearmamento de diversos grupos e milícias no país, e de instigar acções violentas contra o governo de Beirute.
Dias antes desta ameaça, informações apuradas pela Comissão das Nações Unidas que investiga o assassinato, em Fevereiro do ano passado, do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, revelaram que algums dos testemunhos anteriormente recolhidos sobre o caso foram obtidos mediante coacção.
Mohamad al-Sidik e Hosan Hosan, já haviam afirmado que os respectivos depoimentos foram feitos debaixo de ameaças, mas as palavras de Michel Yaryua vieram acrescentar novas suspeitas, desta vez de aliciamento da parte de responsáveis do governo do Líbano.
Segundo Yaryua, o ministro das telecomunicações libanês, Marwan Hamadé, ofereceu-lhe contrapartidas monetárias se este confirmasse o envolvimento da Síria e do presidente al-Assad no homicídio de Hariri.
Libaneses contra ingerência
O crescente envolvimento dos EUA no caso motivou, a semana passada, uma manifestação de estudantes libaneses em Beirute.
Nos protestos junto à representação diplomática norte-americana na capital, os jovens rejeitaram as ameaças dos EUA e da UE e exigiram uma investigação séria ao atentado reivindicado por um pretenso grupo de extremistas islâmicos.
Europeus e norte-americanos já têm um projecto de texto preparado e pretendem que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) rejeite o reinicio das negociações directas com o governo de Teerão, facto que, a confirmar-se, abriria a porta para a discussão do tema no CS da ONU e a apresentação de uma proposta de aplicação de sanções.
O plano merece ainda sérias reservas por parte da China e da Rússia, países que têm direito de veto no CS e afirmaram, no início desta semana, que a via negocial ainda não se encontra totalmente esgotada.
Entretanto, o chefe de Estado iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, efectuou uma visita de dois dias à Síria, país que se encontra igualmente sob ameaça das potências capitalistas.
Em Damasco, capital da Síria, os presidentes Ahmadinejad e Bashar al-Assad, encontraram-se para discutir a situação e firmar protocolos de cooperação económica e cultural.
Síria volta a ser ameaçada
Já esta segunda-feira, o CS voltou a lançar suspeitas sobre a Síria pelo alegado envolvimento do país na instabilidade política e social que se vive no vizinho Líbano.
O executivo de Damasco foi acusado de ser a principal fonte de rearmamento de diversos grupos e milícias no país, e de instigar acções violentas contra o governo de Beirute.
Dias antes desta ameaça, informações apuradas pela Comissão das Nações Unidas que investiga o assassinato, em Fevereiro do ano passado, do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, revelaram que algums dos testemunhos anteriormente recolhidos sobre o caso foram obtidos mediante coacção.
Mohamad al-Sidik e Hosan Hosan, já haviam afirmado que os respectivos depoimentos foram feitos debaixo de ameaças, mas as palavras de Michel Yaryua vieram acrescentar novas suspeitas, desta vez de aliciamento da parte de responsáveis do governo do Líbano.
Segundo Yaryua, o ministro das telecomunicações libanês, Marwan Hamadé, ofereceu-lhe contrapartidas monetárias se este confirmasse o envolvimento da Síria e do presidente al-Assad no homicídio de Hariri.
Libaneses contra ingerência
O crescente envolvimento dos EUA no caso motivou, a semana passada, uma manifestação de estudantes libaneses em Beirute.
Nos protestos junto à representação diplomática norte-americana na capital, os jovens rejeitaram as ameaças dos EUA e da UE e exigiram uma investigação séria ao atentado reivindicado por um pretenso grupo de extremistas islâmicos.