Somos livres!
Este é um ataque feroz aos comunistas no plano internacional
No próximo dia 25 de Janeiro será votado na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa um projecto de Resolução intitulado «Necessidade de uma condenação internacional dos regimes comunistas totalitários».
Este projecto da autoria de um deputado sueco do Partido Popular Europeu que considera que «a revolução francesa foi terrível» e que «a ideia de comunismo em si é demoníaca», de seu nome Goran Lindblad, é um passo novo de grande gravidade no revisionismo histórico e na ofensiva anti-comunista e anti-democrática. Pela primeira vez discute-se numa instância internacional não só a falsificação da história dos comunistas, mas também e sobretudo a criminalização da sua ideologia, tentando assim criar a base institucional para a ilegalização dos comunistas, da sua actividade e luta, e claro dos seus Partidos.
O projecto de resolução é em toda a sua extensão um misto de anti-comunismo primário, de concepções anti-democráticas e fascistas, de branqueamento e reabilitação do nazi fascismo e de aparente ignorância histórica (ou então consciente mentira e manipulação de factos). Lidblad começa por «alertar» que «os Partidos Comunistas são legais e ainda activos em determinados países». Afirma depois que «elementos da ideologia comunista, como a igualdade ou a justiça social, continuam a seduzir numerosos membros da classe política…» e aponta então os perigos: «os símbolos comunistas são utilizados abertamente» e «Parece que uma espécie de nostalgia do comunismo está ainda presente em certos países, o que cria o perigo de os comunistas tomarem o poder». Conclui então que «a condenação internacional da ideologia e dos regimes comunistas não deveria sofrer novos atrasos» e que não há que fazer distinção entre ideologia e prática porque «esta decorre daquela e mais cedo ou mais tarde as boas intenções iniciais são ultrapassadas…». Termina avisando providencialmente que se essa condenação não acontecer «uma nostalgia ilusória poderia instalar-se no espírito das jovens gerações, que veriam neste regime uma eventual alternativa à democracia liberal». Elucidativo!
Mas o texto vai mais além, e usando a criminalização dos comunistas lava a cara aos crimes nazis: «Quem quer que analise as consequências da aplicação desta ideologia não pode deixar de constatar analogias com os efeitos da aplicação de uma outra ideologia do Século XX, o nazismo».
A resolução inclui um «convite» bem ao jeito dos «convites» feitos pelos Nazis aos comunistas alemães ou pela PIDE aos comunistas portugueses: bastaria renegar a nossa história e acima de tudo a nossa ideologia para estarmos «dentro da lei», senão...
Este é um ataque feroz aos comunistas no plano internacional, que desferido quase duas décadas após a declaração solene da morte do ideal comunista, e evidenciando por isso, e em si, um importante sinal de fraqueza, é acompanhado de medidas em diversos países de tentativa de ilegalização de organizações comunistas, como é o caso da Juventude Comunista na República Checa, ou de reabilitação do nazi-fascismo como na Itália ou na Ucrânia.
É uma resolução que não ataca apenas os comunistas, ataca a democracia em geral e a própria memória histórica da humanidade e por isso deve ser alvo da condenação de todos os democratas do nosso país e do mundo. Há sete deputados portugueses que irão votar na próxima semana esta proposta de resolução. Quatro do PS e 3 do PSD. Apesar das diferenças ideológicas e dos diferentes posicionamentos políticos, esperamos que a exemplo de outras delegações nacionais, como a grega, os deputados portugueses saibam, todos, defender acima de tudo a verdade histórica, a democracia e a liberdade de expressão e organização. Caso contrário estarão a negar a história do seu próprio país. Um compromisso fica desde já firmado por parte dos comunistas portugueses: não aceitaremos, não acataremos esta resolução. E vamos lutar contra ela porque somos livres e insubmissos! Somos Marxistas-Leninistas, orgulhosos da nossa história. Amamos a liberdade, a verdade e a justiça e é ao nosso povo que prestamos contas!
Este projecto da autoria de um deputado sueco do Partido Popular Europeu que considera que «a revolução francesa foi terrível» e que «a ideia de comunismo em si é demoníaca», de seu nome Goran Lindblad, é um passo novo de grande gravidade no revisionismo histórico e na ofensiva anti-comunista e anti-democrática. Pela primeira vez discute-se numa instância internacional não só a falsificação da história dos comunistas, mas também e sobretudo a criminalização da sua ideologia, tentando assim criar a base institucional para a ilegalização dos comunistas, da sua actividade e luta, e claro dos seus Partidos.
O projecto de resolução é em toda a sua extensão um misto de anti-comunismo primário, de concepções anti-democráticas e fascistas, de branqueamento e reabilitação do nazi fascismo e de aparente ignorância histórica (ou então consciente mentira e manipulação de factos). Lidblad começa por «alertar» que «os Partidos Comunistas são legais e ainda activos em determinados países». Afirma depois que «elementos da ideologia comunista, como a igualdade ou a justiça social, continuam a seduzir numerosos membros da classe política…» e aponta então os perigos: «os símbolos comunistas são utilizados abertamente» e «Parece que uma espécie de nostalgia do comunismo está ainda presente em certos países, o que cria o perigo de os comunistas tomarem o poder». Conclui então que «a condenação internacional da ideologia e dos regimes comunistas não deveria sofrer novos atrasos» e que não há que fazer distinção entre ideologia e prática porque «esta decorre daquela e mais cedo ou mais tarde as boas intenções iniciais são ultrapassadas…». Termina avisando providencialmente que se essa condenação não acontecer «uma nostalgia ilusória poderia instalar-se no espírito das jovens gerações, que veriam neste regime uma eventual alternativa à democracia liberal». Elucidativo!
Mas o texto vai mais além, e usando a criminalização dos comunistas lava a cara aos crimes nazis: «Quem quer que analise as consequências da aplicação desta ideologia não pode deixar de constatar analogias com os efeitos da aplicação de uma outra ideologia do Século XX, o nazismo».
A resolução inclui um «convite» bem ao jeito dos «convites» feitos pelos Nazis aos comunistas alemães ou pela PIDE aos comunistas portugueses: bastaria renegar a nossa história e acima de tudo a nossa ideologia para estarmos «dentro da lei», senão...
Este é um ataque feroz aos comunistas no plano internacional, que desferido quase duas décadas após a declaração solene da morte do ideal comunista, e evidenciando por isso, e em si, um importante sinal de fraqueza, é acompanhado de medidas em diversos países de tentativa de ilegalização de organizações comunistas, como é o caso da Juventude Comunista na República Checa, ou de reabilitação do nazi-fascismo como na Itália ou na Ucrânia.
É uma resolução que não ataca apenas os comunistas, ataca a democracia em geral e a própria memória histórica da humanidade e por isso deve ser alvo da condenação de todos os democratas do nosso país e do mundo. Há sete deputados portugueses que irão votar na próxima semana esta proposta de resolução. Quatro do PS e 3 do PSD. Apesar das diferenças ideológicas e dos diferentes posicionamentos políticos, esperamos que a exemplo de outras delegações nacionais, como a grega, os deputados portugueses saibam, todos, defender acima de tudo a verdade histórica, a democracia e a liberdade de expressão e organização. Caso contrário estarão a negar a história do seu próprio país. Um compromisso fica desde já firmado por parte dos comunistas portugueses: não aceitaremos, não acataremos esta resolução. E vamos lutar contra ela porque somos livres e insubmissos! Somos Marxistas-Leninistas, orgulhosos da nossa história. Amamos a liberdade, a verdade e a justiça e é ao nosso povo que prestamos contas!