TST reúnem Assembleia

Com a presença de Armindo Miranda, membro da Comissão Política do PCP, realizou-se, no passado sábado, no CT da Concelhia de Almada, a Assembleia da Organização da Célula dos TST.
As primeiras intervenções centraram-se nas duras condições de trabalho dos motoristas, agravadas com a progressiva liberalização e privatização do sector, após o desmantelamento da Rodoviária Nacional. Com a contratação colectiva bloqueada há 9 anos, tem-se verificado neste sector, a descida de salários e a sujeição dos trabalhadores a quaisquer condições de trabalho.
Ernesto Azevedo, responsável pela Célula dos TST na Concelhia de Almada, sintetizou os problemas mais prementes na empresa, nomeadamente no que respeita às tabelas salariais, impostas por acto de gestão, com a perda de poder de compra e de ganhos de produtividade para os trabalhadores.
Outros intervenientes pormenorizaram alguns dos problemas mais sentidos: os dias de folga, que não são pagos nem compensados de acordo com o AE; a retirada dos transportes de e para o local de trabalho (sempre que o serviço se inicie e termine fora dos horários normais de transporte); o não pagamento na totalidade do subsídio de agente único, quando o trabalhador vai a conduzir.
Um trabalhador da Sulfertagus (satélite dos TST) referiu outros problemas graves nesta empresa, como os horários dos motoristas de 7 horas seguidas, muitas vezes elevados a 9 e 10 horas, se acrescidos do tempo da ida a inspecção médica, sem que sejam pagas as horas excedentes do horário.
Nesta empresa, existe ainda um clima de repressão, chantagem e discriminação por parte das chefias, que retaliam nas horas extraordinárias e atribuição de horários quem comenta a desorganização dos serviços e se insurge contra este clima.
Todos estes problemas, segundo Jorge Amorim, responsável pelo Sector de Transportes, colocam com mais agudeza a importância do reforço e aprofundamento das medidas de organização do Partido.
Para além dos problemas do sector, a Assembleia discutiu aspectos da Organização do Partido, nomeadamente a necessidade de prosseguir o recrutamento e o rejuvenescimento da Célula.
Por fim, Armindo Miranda denunciou a ofensiva generalizada que existe contra os direitos e conquistas em muitas empresas da Península de Setúbal e, relativamente às próximas eleições, apontou o objectivo fundamental dos comunistas de derrotar o candidato da direita, Cavaco Silva, para o que contribuirá decisivamente uma boa votação em Jerónimo de Sousa.


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