Vitória esmagadora dos bolivarianos
As forças políticas que suportam o processo bolivariano na Venezuela obtiveram, domingo, uma vitória esmagadora nas eleições legislativas.
«Três milhões de pessoas, exerceram o seu direito de voto»
Segundo dados revelados, segunda-feira, pelo presidente do Movimento V República (MVR), os 167 lugares do parlamento da Venezuela deverão ser ocupados por deputados eleitos pelas diversas forças políticas apoiantes do processo bolivariano no país.
Muito embora os resultados definitivos ainda não tenham sido divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), William Lara aproveitou os indicadores disponíveis para esclarecer que o seu partido deverá eleger 114 parlamentares, isto quando se encontram por apurar menos de 20 por cento do total dos votos.
Os restantes 53 assentos na Assembleia Nacional da Venezuela vão ser ocupados por independentes e representantes de movimentos e partidos como o Pela Democracia Social, Pátria para Todos, Movimento Eleitoral do Povo, Partido Comunista da Venezuela (PCV), União Popular Venezuelana e o Movimento Independente Ganhamos Todos.
Eleições transparentes
Uma das estratégias da oposição (que na legislatura precedente detinha 79 deputados num total de 165) foi a de descredibilização do sufrágio, razão pela qual os principais partidos da direita ordenaram a retirada das suas candidaturas.
O objectivo não foi alcançado, não só porque a taxa de participação saldou-se pelos mesmos valores que em anteriores eleições – aproximadamente 25 por cento, cerca de três milhões de pessoas, exerceram o seu direito de voto - mas também porque não foram registados quaisquer incidentes.
A confirmar a regularidade das eleições sobressaem as declarações dos representantes da União Europeia (UE) e da Organização de Estados Americanos (OEA), organizações que mobilizaram, respectivamente, 150 e 100 observadores no terreno, e para as quais o acto decorreu «normal e tranquilamente».
Igual opinião expressaram as 180 personalidades convidadas a monitorizar o sufrágio e a em Ojo Electoral, estrutura nacional credenciada para inspeccionar as eleições.
Oposição desesperada
Dias antes da votação, numa acção considerada simultaneamente de pressão junto da CNE e de boicote à legitimidade do futuro parlamento, os principais partidos da oposição, Copei, Acção Democrática, Projecto Venezuela, Primeira Justiça e Venezuela Primeiro, ordenaram aos seus candidatos que se retirassem do sufrágio.
O apelo não surtiu efeito. A CNE veio reafirmar, quinta-feira da semana passada, que o adiamento das eleições não fazia o menor sentido e nem entre os seus partidários a direita granjeou apoio. Menos de 10 por cento destes cumpriu a orientação vindo a ser derrotados pela democrática escolha popular.
Do lado da oposição, apenas os poderosos grupos económicos e os grandes meios de comunicação social, os quais, tal como fizeram no decurso do golpe de Estado de Abril de 2002, emitiram durante dias mensagens antibolivarianas e contra o actual presidente, Hugo Chavez.
PCV denuncia sabotagem
Reagindo, sexta-feira da semana passada, ao anúncio da retirada da direita, os comunistas venezuelanos rejeitaram a «infame sabotagem eleitoral» e «interpretando o sentimento popular de progresso, paz e socialismo», convocaram «todas as forças políticas, todos os cidadãos venezuelanos, a exercerem o livre direito a votarem».
Para o PCV, os partidos que dominaram durante quatro décadas a política venezuelana causando graves prejuízos ao povo e ao país «não têm futuro nem votos», por isso, mais não fazem que «adiantar alguns dias o seu funeral político».
No comunicado, os comunistas acusaram os partidos envolvidos no boicote de estarem concertados com os planos intervencionistas dos EUA, pelo que chamaram «os militantes a redobrarem esforços em defesa do povo e do direito a existir como nação livre e soberana», tarefa fundamental para que seja possível «avançar pelos caminhos da revolução bolivariana até ao socialismo», concluíram.
Muito embora os resultados definitivos ainda não tenham sido divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), William Lara aproveitou os indicadores disponíveis para esclarecer que o seu partido deverá eleger 114 parlamentares, isto quando se encontram por apurar menos de 20 por cento do total dos votos.
Os restantes 53 assentos na Assembleia Nacional da Venezuela vão ser ocupados por independentes e representantes de movimentos e partidos como o Pela Democracia Social, Pátria para Todos, Movimento Eleitoral do Povo, Partido Comunista da Venezuela (PCV), União Popular Venezuelana e o Movimento Independente Ganhamos Todos.
Eleições transparentes
Uma das estratégias da oposição (que na legislatura precedente detinha 79 deputados num total de 165) foi a de descredibilização do sufrágio, razão pela qual os principais partidos da direita ordenaram a retirada das suas candidaturas.
O objectivo não foi alcançado, não só porque a taxa de participação saldou-se pelos mesmos valores que em anteriores eleições – aproximadamente 25 por cento, cerca de três milhões de pessoas, exerceram o seu direito de voto - mas também porque não foram registados quaisquer incidentes.
A confirmar a regularidade das eleições sobressaem as declarações dos representantes da União Europeia (UE) e da Organização de Estados Americanos (OEA), organizações que mobilizaram, respectivamente, 150 e 100 observadores no terreno, e para as quais o acto decorreu «normal e tranquilamente».
Igual opinião expressaram as 180 personalidades convidadas a monitorizar o sufrágio e a em Ojo Electoral, estrutura nacional credenciada para inspeccionar as eleições.
Oposição desesperada
Dias antes da votação, numa acção considerada simultaneamente de pressão junto da CNE e de boicote à legitimidade do futuro parlamento, os principais partidos da oposição, Copei, Acção Democrática, Projecto Venezuela, Primeira Justiça e Venezuela Primeiro, ordenaram aos seus candidatos que se retirassem do sufrágio.
O apelo não surtiu efeito. A CNE veio reafirmar, quinta-feira da semana passada, que o adiamento das eleições não fazia o menor sentido e nem entre os seus partidários a direita granjeou apoio. Menos de 10 por cento destes cumpriu a orientação vindo a ser derrotados pela democrática escolha popular.
Do lado da oposição, apenas os poderosos grupos económicos e os grandes meios de comunicação social, os quais, tal como fizeram no decurso do golpe de Estado de Abril de 2002, emitiram durante dias mensagens antibolivarianas e contra o actual presidente, Hugo Chavez.
PCV denuncia sabotagem
Reagindo, sexta-feira da semana passada, ao anúncio da retirada da direita, os comunistas venezuelanos rejeitaram a «infame sabotagem eleitoral» e «interpretando o sentimento popular de progresso, paz e socialismo», convocaram «todas as forças políticas, todos os cidadãos venezuelanos, a exercerem o livre direito a votarem».
Para o PCV, os partidos que dominaram durante quatro décadas a política venezuelana causando graves prejuízos ao povo e ao país «não têm futuro nem votos», por isso, mais não fazem que «adiantar alguns dias o seu funeral político».
No comunicado, os comunistas acusaram os partidos envolvidos no boicote de estarem concertados com os planos intervencionistas dos EUA, pelo que chamaram «os militantes a redobrarem esforços em defesa do povo e do direito a existir como nação livre e soberana», tarefa fundamental para que seja possível «avançar pelos caminhos da revolução bolivariana até ao socialismo», concluíram.