A Factura
No próximo mês de Janeiro assinalam-se 20 anos da adesão de Portugal à então designada Comunidade Económica Europeia –CEE, agora conhecida por União Europeia - UE. Tal como acontece hoje, nos países que mais recentemente aderiram, na altura avolumaram-se promessas de uma vida melhor para milhões de portugueses na senda do progresso e do desenvolvimento. As campanhas formais e informais utilizadas de promoção do «Europeísmo» contra os «egoísmos nacionais», que ainda hoje persistem na comunicação social, na escola e no pensamento dominante, revestindo-se de grande conteúdo ideológico induziam a inevitabilidade desta opção e deste rumo, utilizando sempre que necessário a chantagem do isolamento internacional e da miséria a que estaríamos condenados, confrontando os povos com uma dinâmica de factos consumados.
Chegaram os milhões vindos da CEE para modernizar as infra-estruturas, a indústria, a agricultura e as pescas. A «livre»- o capitalismo tem sempre a necessidade de se esconder por detrás da «liberdade» - circulação de mercadorias e capitais ganhou novo impulso, um mercado de 300.000 milhões de «consumidores» à disposição das empresas portuguesas. Multiplicaram-se os subsídios (sempre com a parte de leão para o grande capital e cujo o destino de muitos avalia-se pelo parque automóvel de luxo que floresceu então) numa primeira fase para produzir aquilo que Bruxelas definia e mais tarde para não produzir. Sucederam-se os tratados - Maastrich, Amsterdão e Nice - apadrinhando e agravando o neoliberalismo, como quem diz, as privatizações, os despedimentos, a desregulamentação laboral, a exploração. Veio a moeda única para facilitar a vida dos cidadãos que gostam de viajar (argumento ridículo mas sobejamente utilizado) e que na prática se traduziu num aumento generalizado dos preços no nosso país (em muitos casos o que custava 500$ passou a custar 5€), na perda de um instrumento importantíssimo para a soberania do nosso país e na imposição de um conjunto de critérios às finanças do estado que se reflectiram no bolso dos trabalhadores. Seguiu-se a tentativa de impor a chamada «Constituição Europeia» consagrando o traço federalista e imperialista que acompanhou todo este processo, que tendo sido derrotada, continua na agenda do grande capital. A pretexto do combate ao terrorismo ganha também visibilidade o projecto militarista que a EU comporta.
Passaram-se 20 anos. PS, PSD e CDS –PP de forma alternada no poder, foram a voz do dono, tal a subserviência com que foram aceitando todas estas medidas. Hoje é mais visível aos olhos do povo português o preço a pagar pelo avassalador processo de integração europeia. Os números do desemprego, da pobreza, da dependência económica, da destruição do aparelho produtivo, do abandono da terra, entre outros, são as rubricas de uma factura que hoje estamos a pagar. Mais do que nunca, se evidencia a importância da soberania nacional face às estruturas do capitalismo. Também aqui cabe uma palavra de esperança para a ruptura democrática com estas políticas que só Jerónimo de Sousa propõe, nestas eleições presidenciais.
Chegaram os milhões vindos da CEE para modernizar as infra-estruturas, a indústria, a agricultura e as pescas. A «livre»- o capitalismo tem sempre a necessidade de se esconder por detrás da «liberdade» - circulação de mercadorias e capitais ganhou novo impulso, um mercado de 300.000 milhões de «consumidores» à disposição das empresas portuguesas. Multiplicaram-se os subsídios (sempre com a parte de leão para o grande capital e cujo o destino de muitos avalia-se pelo parque automóvel de luxo que floresceu então) numa primeira fase para produzir aquilo que Bruxelas definia e mais tarde para não produzir. Sucederam-se os tratados - Maastrich, Amsterdão e Nice - apadrinhando e agravando o neoliberalismo, como quem diz, as privatizações, os despedimentos, a desregulamentação laboral, a exploração. Veio a moeda única para facilitar a vida dos cidadãos que gostam de viajar (argumento ridículo mas sobejamente utilizado) e que na prática se traduziu num aumento generalizado dos preços no nosso país (em muitos casos o que custava 500$ passou a custar 5€), na perda de um instrumento importantíssimo para a soberania do nosso país e na imposição de um conjunto de critérios às finanças do estado que se reflectiram no bolso dos trabalhadores. Seguiu-se a tentativa de impor a chamada «Constituição Europeia» consagrando o traço federalista e imperialista que acompanhou todo este processo, que tendo sido derrotada, continua na agenda do grande capital. A pretexto do combate ao terrorismo ganha também visibilidade o projecto militarista que a EU comporta.
Passaram-se 20 anos. PS, PSD e CDS –PP de forma alternada no poder, foram a voz do dono, tal a subserviência com que foram aceitando todas estas medidas. Hoje é mais visível aos olhos do povo português o preço a pagar pelo avassalador processo de integração europeia. Os números do desemprego, da pobreza, da dependência económica, da destruição do aparelho produtivo, do abandono da terra, entre outros, são as rubricas de uma factura que hoje estamos a pagar. Mais do que nunca, se evidencia a importância da soberania nacional face às estruturas do capitalismo. Também aqui cabe uma palavra de esperança para a ruptura democrática com estas políticas que só Jerónimo de Sousa propõe, nestas eleições presidenciais.