Contra a política educativa do Governo

Professores em greve

Os professores e educadores vão estar amanhã em greve e realizam uma manifestação nacional do Parque Eduardo VII ao Ministério da Educação.

Descontentamento e indignação pelas medidas que o ministério tem vindo a desenvolver

No final desta jornada de luta, os professores vão entregar um documento exigindo a abertura de um «real», «sério» e «vigoroso» processo negocial.
Convocada pela FENPROF, estrutura mais representativa da classe, FNE e o SINDEP, os docentes pretendem ainda, segundo uma nota dirigida à comunicação social, reiterar junto da ministra da Educação o seu profundo descontentamento e indignação pelas medidas que o seu ministério tem vindo a desenvolver, «atentatórias da identidade e da dignidade profissional dos professores e educadores, bem como de uma estratégia que, de modo avulso e prepotente, vem descaracterizando o Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário».
As três organizações sindicais reprovam ainda «a política educativa deste Governo que em nada tem contribuído para a melhoria da qualidade do ensino e o sucesso educativo dos alunos, bem pelo contrário».
Para este protesto, a FENPROF, a FNE e o SINDEP, que integram a Internacional de Educação, a organização mais representativa dos docentes em todo o mundo, contam com o seu apoio, razão pela qual um dos seus principais dirigentes estará presente no nosso País onde acompanhará esta luta.
Entretanto, na passada sexta-feira, as principais federações sindicais discordaram das novas regras de concurso de professores propostas pelo Ministério da Educação por impedirem que os docentes se apresentem anualmente a concurso.
A proposta da tutela, apresentada aos sindicatos do sector, prevê que os quadros de escola e professores pertencentes a uma região educativa (quadros de zona pedagógica) sejam colocados por períodos de três ou de quatro anos consoante o nível de ensino. O documento exclui explicitamente a «possibilidade de apresentação a concurso durante esse período», pelo que a medida será de aplicação obrigatória.
No final de uma ronda negocial com o Ministério da Educação, Paulo Sucena, afirmou aos jornalistas que a FENPROF só concorda com as colocações plurianuais «desde que os professores possam concorrer todos os anos».


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