Parlamento alerta para pobreza feminina
Associando-se às celebrações do Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza, assinalado na segunda-feira, dia 17, o Parlamento Europeu aprovou uma relatório em que considera que a pobreza e exclusão social das mulheres constituem uma violação dos direitos humanos.
O documento foi votado favoravelmente pelos deputados do PCP, que viram aprovadas várias das duas propostas. No entanto, como referiu Ilda Figueiredo, a resolução final «não aborda profundamente as causas da pobreza, nem as medidas de fundo para lhe pôr cobro».
«Não basta constatar que a pobreza, exclusão social e miséria em que vivem mais de 72 milhões de pessoas na União Europeia é uma violação aos direitos humanos e tem, fundamentalmente, um rosto feminino», declarou a deputada comunista exigindo o corte radical com as políticas neoliberais e as orientações do banco central.
O documento salienta que em 17 dos 25 Estados-membros o risco de pobreza extrema entre as mulheres excede consideravelmente o mesmo risco entre os homens, notando que, na Europa, as diferenças salariais entre homens e mulheres variam entre 16 e 33 por cento. Cerca de 30 por cento das mulheres trabalhadoras têm contratos a tempo parcial, opção a que frequentemente se vêm forçadas devido à falta serviços de acolhimento de crianças a preços acessíveis.
Os agregados familiares chefiados por mulheres têm um rendimento de 9 a 26 por cento inferior aos dos chefiados por homens, sendo que dos agregados monoparentais, 85 por cento são chefiados por mulheres.
O relatório refere ainda o problema da violência doméstica, considerando que uma grande percentagem das mulheres sem abrigo abandonou a residência familiar devido às violências sofridas, e que as situações de grande pobreza incitam ao tráfico de mulheres, à prostituição, à violência e a fenómenos de exploração de todos os tipos.
Em resultado de várias propostas apresentadas pelo PCP, a resolução final defende «o acesso a empregos de alta qualidade e, nomeadmente, a uma remuneração razoável e justa», sublinhando ainda que «o trabalho a tempo parcial e o emprego de baixa qualidade (...) contribuem para aumentar o número de mulheres entre os trabalhadores pobres».
O documento foi votado favoravelmente pelos deputados do PCP, que viram aprovadas várias das duas propostas. No entanto, como referiu Ilda Figueiredo, a resolução final «não aborda profundamente as causas da pobreza, nem as medidas de fundo para lhe pôr cobro».
«Não basta constatar que a pobreza, exclusão social e miséria em que vivem mais de 72 milhões de pessoas na União Europeia é uma violação aos direitos humanos e tem, fundamentalmente, um rosto feminino», declarou a deputada comunista exigindo o corte radical com as políticas neoliberais e as orientações do banco central.
O documento salienta que em 17 dos 25 Estados-membros o risco de pobreza extrema entre as mulheres excede consideravelmente o mesmo risco entre os homens, notando que, na Europa, as diferenças salariais entre homens e mulheres variam entre 16 e 33 por cento. Cerca de 30 por cento das mulheres trabalhadoras têm contratos a tempo parcial, opção a que frequentemente se vêm forçadas devido à falta serviços de acolhimento de crianças a preços acessíveis.
Os agregados familiares chefiados por mulheres têm um rendimento de 9 a 26 por cento inferior aos dos chefiados por homens, sendo que dos agregados monoparentais, 85 por cento são chefiados por mulheres.
O relatório refere ainda o problema da violência doméstica, considerando que uma grande percentagem das mulheres sem abrigo abandonou a residência familiar devido às violências sofridas, e que as situações de grande pobreza incitam ao tráfico de mulheres, à prostituição, à violência e a fenómenos de exploração de todos os tipos.
Em resultado de várias propostas apresentadas pelo PCP, a resolução final defende «o acesso a empregos de alta qualidade e, nomeadmente, a uma remuneração razoável e justa», sublinhando ainda que «o trabalho a tempo parcial e o emprego de baixa qualidade (...) contribuem para aumentar o número de mulheres entre os trabalhadores pobres».