Vamos a Salamanca!
Em Salamanca estarão posicionamentos muito diferentes face à situação internacional.
Realiza-se a 14 e 15 de Outubro, em Espanha, na cidade de Salamanca, a XV Cimeira Ibero-Americana. Na sua agenda figura, entre outros temas, a discussão sobre a realidade socio-económica no espaço ibero-americano e sobre posições conjuntas a tomar na luta contra a pobreza e a fome.
É um desafio importante e a discussão política em torno das temáticas anunciadas poderá assumir contornos interessantes.
Em primeiro lugar porque ela se realiza exactamente um mês após a 60ª Assembleia das Nações Unidas que, para além de novos ataques visando a sua descaracterização e instrumentalização pelo imperialismo, ficou marcada pela constatação da inexistência de progressos na concretização dos “Objectivos do Milénio” que pretendiam até 2015 reduzir a dimensão de flagelos como a fome, a pobreza extrema e as desigualdades.
Em segundo lugar porque, relacionados com a referida discussão, estarão em Salamanca posicionamentos muito diferentes face à situação internacional.
De um lado vão estar os que, como o Governo português, insistem na ladainha das “reformas” (neoliberais) e defendem as “virtudes” do sistema vigente, o capitalismo. Desse lado estarão os que ou apoiam ou aceitam o prosseguimento de crimes terroristas como os do Iraque e do Afeganistão; que fingem desconhecer factos como o de 500 multimilionários em todo o mundo terem um rendimento combinado superior ao de 416 milhões de pessoas; que não querem ser lembrados de que 40% da população mundial vive hoje com menos de 2 Dólares por dia e que não conseguem ou não querem explicar porque nos seus “países desenvolvidos” se aprofunda o fosso de riqueza entre as classes, aumenta o desemprego, a economia estagna e surgem novas bolsas de pobreza. Desse lado estarão os que ajudam a construir um sistema racista e xenófobo que faz com que, por exemplo, na cidade de Washington, capital da principal potência económica mundial, a taxa de mortalidade infantil da população afro-americana seja superior à registada em qualquer uma das cidades do estado indiano de Kerala.
Do outro lado vão estar os que podem apresentar resultados e encarar os seus pares de cabeça erguida. Da Venezuela virá Hugo Chavéz representando um país e uma revolução bolivariana que em ano e meio ensinou 406 mil venezuelanos a ler; que garantiu, pela primeira vez na história deste país, assistência médica gratuita a dezassete milhões de pessoas; que distribuiu alimentos, a preços reduzidos ou mesmo gratuitos, a 12 milhões de pessoas; que, no quadro de um corajoso investimento social e apesar de ameaças, pressões e ingerências, criou 700 mil postos de trabalho reduzindo em 9 pontos percentuais o desemprego.
Sujeito a ameaças de morte vindas dos EUA e denunciando o famigerado plano secreto norte-americano “Balboa” de invasão da Venezuela, Chavéz irá a Salamanca orgulhoso do seu povo e das suas conquistas.
Lado a lado com o dirigente venezuelano estarão os dirigentes cubanos, ou mesmo possivelmente Fidel Castro, demonstrando que a economia cubana, apesar do bloqueio de que é alvo há mais de 40 anos, deverá crescer 9% este ano; que em Maio passado o salário mínimo dos trabalhadores cubanos mais que duplicou e que num esforço notável foi assegurada a construção e reparação da totalidade das casas desvastadas pelo furacão Dennis. Uma revolução e um país que num período em que a guerra e a militarização imperam em todo o mundo decide criar um contingente internacional constituído por… 1500 médicos!
É desse lado que os comunistas portugueses estão. Do lado do progresso, das conquistas sociais, da solidariedade internacionalista, do socialismo e da paz! Por isso vamos a Salamanca no dia 15. O PCP junta-se assim a várias organizações portuguesas e espanholas para demonstrar a sua solidariedade com a luta dos povos de Cuba e da Venezuela, condenando ao mesmo tempo aqueles que, como a UE, prosseguem uma política de chantagem e ingerência contra estes países, ou que, como os EUA, engendram projectos de intervenção terrorista, sequestram patriotas cubanos nas suas prisões e dão guarida a terroristas como Posada Carriles. Vamos a Salamanca porque… Sim! É possível um outro mundo! Socialista!
É um desafio importante e a discussão política em torno das temáticas anunciadas poderá assumir contornos interessantes.
Em primeiro lugar porque ela se realiza exactamente um mês após a 60ª Assembleia das Nações Unidas que, para além de novos ataques visando a sua descaracterização e instrumentalização pelo imperialismo, ficou marcada pela constatação da inexistência de progressos na concretização dos “Objectivos do Milénio” que pretendiam até 2015 reduzir a dimensão de flagelos como a fome, a pobreza extrema e as desigualdades.
Em segundo lugar porque, relacionados com a referida discussão, estarão em Salamanca posicionamentos muito diferentes face à situação internacional.
De um lado vão estar os que, como o Governo português, insistem na ladainha das “reformas” (neoliberais) e defendem as “virtudes” do sistema vigente, o capitalismo. Desse lado estarão os que ou apoiam ou aceitam o prosseguimento de crimes terroristas como os do Iraque e do Afeganistão; que fingem desconhecer factos como o de 500 multimilionários em todo o mundo terem um rendimento combinado superior ao de 416 milhões de pessoas; que não querem ser lembrados de que 40% da população mundial vive hoje com menos de 2 Dólares por dia e que não conseguem ou não querem explicar porque nos seus “países desenvolvidos” se aprofunda o fosso de riqueza entre as classes, aumenta o desemprego, a economia estagna e surgem novas bolsas de pobreza. Desse lado estarão os que ajudam a construir um sistema racista e xenófobo que faz com que, por exemplo, na cidade de Washington, capital da principal potência económica mundial, a taxa de mortalidade infantil da população afro-americana seja superior à registada em qualquer uma das cidades do estado indiano de Kerala.
Do outro lado vão estar os que podem apresentar resultados e encarar os seus pares de cabeça erguida. Da Venezuela virá Hugo Chavéz representando um país e uma revolução bolivariana que em ano e meio ensinou 406 mil venezuelanos a ler; que garantiu, pela primeira vez na história deste país, assistência médica gratuita a dezassete milhões de pessoas; que distribuiu alimentos, a preços reduzidos ou mesmo gratuitos, a 12 milhões de pessoas; que, no quadro de um corajoso investimento social e apesar de ameaças, pressões e ingerências, criou 700 mil postos de trabalho reduzindo em 9 pontos percentuais o desemprego.
Sujeito a ameaças de morte vindas dos EUA e denunciando o famigerado plano secreto norte-americano “Balboa” de invasão da Venezuela, Chavéz irá a Salamanca orgulhoso do seu povo e das suas conquistas.
Lado a lado com o dirigente venezuelano estarão os dirigentes cubanos, ou mesmo possivelmente Fidel Castro, demonstrando que a economia cubana, apesar do bloqueio de que é alvo há mais de 40 anos, deverá crescer 9% este ano; que em Maio passado o salário mínimo dos trabalhadores cubanos mais que duplicou e que num esforço notável foi assegurada a construção e reparação da totalidade das casas desvastadas pelo furacão Dennis. Uma revolução e um país que num período em que a guerra e a militarização imperam em todo o mundo decide criar um contingente internacional constituído por… 1500 médicos!
É desse lado que os comunistas portugueses estão. Do lado do progresso, das conquistas sociais, da solidariedade internacionalista, do socialismo e da paz! Por isso vamos a Salamanca no dia 15. O PCP junta-se assim a várias organizações portuguesas e espanholas para demonstrar a sua solidariedade com a luta dos povos de Cuba e da Venezuela, condenando ao mesmo tempo aqueles que, como a UE, prosseguem uma política de chantagem e ingerência contra estes países, ou que, como os EUA, engendram projectos de intervenção terrorista, sequestram patriotas cubanos nas suas prisões e dão guarida a terroristas como Posada Carriles. Vamos a Salamanca porque… Sim! É possível um outro mundo! Socialista!