Felgueiras & companhia
São já milhares as notícias, reportagens e comentários sobre o «caso F.Felgueiras» e os seus episódios recentes, mas a «resultante mediática» resume-se a duas grandes linhas de abordagem diversas desta matéria.
Dum lado, uma perspectiva - claramente dominante - de consumismo tabloide e televisivo, de emoção e «basbaque», de fragmentação da realidade, tornada incompreensível e manipulável, somatório de «caixas» e «prime times» de objectiva promoção da «Presidenta». E há escribas e assessores diversos, mesmo que conjunturalmente dissimulados, a dar sustento «ideológico» a esta «perspectiva» – é o acento tónico na blague «os políticos são todos iguais» e nos sofismas, do «Independente» e quejandos, contra o que resta de independência do sistema de justiça e contra o «regime (democrático) esgotado», numa deriva de direita galopante, de ajuste de contas com a «Abrilada» e no «caminho para a 4ª República».
Do outro lado, o coro do «politicamente correcto» dos comentadores, cujo paradigma é o inefável Prado Coelho, dirigente e candidato autárquico do PS e encomiástico «teorizador» do anticomunismo «bloquista», dissertando sobre as «candidaturas à margem da ética mais elementar», preocupado com as «horas de telejornal ... em torno destas personagens sinistras», «depressivo» perante a (in)certeza mal disfarçada - «espero bem que o PS não tenha a mais leve cumplicidade nas modalidades da vinda de Fátima Felgueiras, que é para eu poder dormir descansado» (Sic!). Que é como quem diz - urge fazer constar que o PS/Sócrates nada tem a ver com isto, porque, sobretudo, não quero ser incomodado nos meus privilégios.
E a verdade é que os acontecimentos recentes só fazem sentido, nas decisões, encenação e timing precisos, à luz de coincidências(!) que remontam a certos factos já pronunciados para julgamento, envolvendo o PS e F.Felgueiras, que aliás referiu, em elogio a Sócrates, que ele «sabe da (sua) inocência».
A verdade é que se chegou a esta deriva de populismo, impunidade e arrogância, em Felgueiras e etc., porque os partidos do «arco do poder», como agora se diz para excluir o PCP, engordaram e traficaram, sistematicamente, caciques e abusos de poder e não só, e sempre parasitaram essas situações.
E a verdade é que o PCP e a CDU não entram nesta companhia a F.Felgueiras e marcam a diferença - um projecto autárquico de democracia participativa, de ética e serviço dos interesses públicos e das populações, de trabalho, honestidade e competência. E assim vamos continuar, com forças acrescidas, após 9 de Outubro.
Dum lado, uma perspectiva - claramente dominante - de consumismo tabloide e televisivo, de emoção e «basbaque», de fragmentação da realidade, tornada incompreensível e manipulável, somatório de «caixas» e «prime times» de objectiva promoção da «Presidenta». E há escribas e assessores diversos, mesmo que conjunturalmente dissimulados, a dar sustento «ideológico» a esta «perspectiva» – é o acento tónico na blague «os políticos são todos iguais» e nos sofismas, do «Independente» e quejandos, contra o que resta de independência do sistema de justiça e contra o «regime (democrático) esgotado», numa deriva de direita galopante, de ajuste de contas com a «Abrilada» e no «caminho para a 4ª República».
Do outro lado, o coro do «politicamente correcto» dos comentadores, cujo paradigma é o inefável Prado Coelho, dirigente e candidato autárquico do PS e encomiástico «teorizador» do anticomunismo «bloquista», dissertando sobre as «candidaturas à margem da ética mais elementar», preocupado com as «horas de telejornal ... em torno destas personagens sinistras», «depressivo» perante a (in)certeza mal disfarçada - «espero bem que o PS não tenha a mais leve cumplicidade nas modalidades da vinda de Fátima Felgueiras, que é para eu poder dormir descansado» (Sic!). Que é como quem diz - urge fazer constar que o PS/Sócrates nada tem a ver com isto, porque, sobretudo, não quero ser incomodado nos meus privilégios.
E a verdade é que os acontecimentos recentes só fazem sentido, nas decisões, encenação e timing precisos, à luz de coincidências(!) que remontam a certos factos já pronunciados para julgamento, envolvendo o PS e F.Felgueiras, que aliás referiu, em elogio a Sócrates, que ele «sabe da (sua) inocência».
A verdade é que se chegou a esta deriva de populismo, impunidade e arrogância, em Felgueiras e etc., porque os partidos do «arco do poder», como agora se diz para excluir o PCP, engordaram e traficaram, sistematicamente, caciques e abusos de poder e não só, e sempre parasitaram essas situações.
E a verdade é que o PCP e a CDU não entram nesta companhia a F.Felgueiras e marcam a diferença - um projecto autárquico de democracia participativa, de ética e serviço dos interesses públicos e das populações, de trabalho, honestidade e competência. E assim vamos continuar, com forças acrescidas, após 9 de Outubro.