O PS e a «deriva securitária»
Os actos de terrorismo brutal e criminoso que se abateram sobre Londres, constituíram mais um passo na espiral de violência hedionda em que o terrorismo de Estado e o terrorismo dito «fundamentalista islâmico» mergulharam o mundo de hoje - como sempre em conflito com os interesses dos trabalhadores e dos povos, a democracia e o progresso social.
Já foi dito e bem, que o 7 de Julho caiu como «sopa no mel» para «empurrar» algumas orientações estruturantes do imperialismo – a continuidade das guerras de rapina e recolonização (e das suas centenas de milhar de mortos inocentes), e o acentuar da «luta mundial contra o terrorismo» (Blair dixit!) - uma evidente «deriva securitária» global para cassar direitos, liberdades e garantias - séculos de lutas e avanços de cidadania - e instaurar o seu «controlo/ditadura mundial».
São incontáveis os episódios desta «deriva» que comprovam a sua natureza securitária e de terrorismo de Estado. Nos USA, o recém criado cargo de DNI coordena 15 Agências de Informações e é ocupado por J.Negroponte, um «criativo» no embuste das «armas de destruição massiva» que conduziu à guerra no Iraque. Em Itália as autoridades judiciais desmantelaram a DSSA, uma estrutura ilegal, fascista e clandestina, de «luta anti-terrorista», com ligações à CIA e à «rede Gladio» da NATO. Algures no mundo a CIA opera uma rede de meios e prisões ilegais, para «rendições extraordinárias» - sequestro, tortura, etc. de «suspeitos de terrorismo».
Em Portugal, onde o PS governa, desapareceu a sua denúncia recorrente dos «vícios securitários» do PSD/CDS. No Programa de Governo foi mais longe que na Lei que aprovou com o Governo de D.Barroso e preconizou a «direcção unificada» dos Serviços de Informações. Depois foi o Costa da Justiça que defendeu «mais músculo» e «margem de actuação» dos Serviços. E foi Rui Pereira a defender «escutas preventivas» pelos Serviços e a admitir, explicitamente, que embora «arriscado», isso pode acontecer se o agente «invocar o segredo de Estado», o que é o mesmo que admitir que isso já acontece há anos. Foi a passagem pelo aeroporto Sá Carneiro dos aviões das «rendições extraordinárias» da CIA. E foi a adesão entusiástica de A.Vitorino e dos dois ministros Costas à proposta da UE de retenção dos dados de comunicações por um ano.
Tudo isto é inconsitucional e dá corpo a um violento assalto aos direitos, liberdades e garantias de cidadania que se impõe enfrentar. Contra o PS e a «deriva securitária» de que se tornou paladino.
Já foi dito e bem, que o 7 de Julho caiu como «sopa no mel» para «empurrar» algumas orientações estruturantes do imperialismo – a continuidade das guerras de rapina e recolonização (e das suas centenas de milhar de mortos inocentes), e o acentuar da «luta mundial contra o terrorismo» (Blair dixit!) - uma evidente «deriva securitária» global para cassar direitos, liberdades e garantias - séculos de lutas e avanços de cidadania - e instaurar o seu «controlo/ditadura mundial».
São incontáveis os episódios desta «deriva» que comprovam a sua natureza securitária e de terrorismo de Estado. Nos USA, o recém criado cargo de DNI coordena 15 Agências de Informações e é ocupado por J.Negroponte, um «criativo» no embuste das «armas de destruição massiva» que conduziu à guerra no Iraque. Em Itália as autoridades judiciais desmantelaram a DSSA, uma estrutura ilegal, fascista e clandestina, de «luta anti-terrorista», com ligações à CIA e à «rede Gladio» da NATO. Algures no mundo a CIA opera uma rede de meios e prisões ilegais, para «rendições extraordinárias» - sequestro, tortura, etc. de «suspeitos de terrorismo».
Em Portugal, onde o PS governa, desapareceu a sua denúncia recorrente dos «vícios securitários» do PSD/CDS. No Programa de Governo foi mais longe que na Lei que aprovou com o Governo de D.Barroso e preconizou a «direcção unificada» dos Serviços de Informações. Depois foi o Costa da Justiça que defendeu «mais músculo» e «margem de actuação» dos Serviços. E foi Rui Pereira a defender «escutas preventivas» pelos Serviços e a admitir, explicitamente, que embora «arriscado», isso pode acontecer se o agente «invocar o segredo de Estado», o que é o mesmo que admitir que isso já acontece há anos. Foi a passagem pelo aeroporto Sá Carneiro dos aviões das «rendições extraordinárias» da CIA. E foi a adesão entusiástica de A.Vitorino e dos dois ministros Costas à proposta da UE de retenção dos dados de comunicações por um ano.
Tudo isto é inconsitucional e dá corpo a um violento assalto aos direitos, liberdades e garantias de cidadania que se impõe enfrentar. Contra o PS e a «deriva securitária» de que se tornou paladino.