PDS constitui frente eleitoral
Uma maioria de 74,6 por cento dos delegados presentes no congresso extraordinário do Partido do Socialismo Democrático, reunido no domingo, 17, em Berlim, votou a favor da adopção do nome «Linkspartei» (Partido de Esquerda), designação sob a qual esta formação irá concorrer às próximas eleições legislativas antecipadas para Setembro.
A mudança de nome teve como objectivo dar «um sinal de renovação», declarou o presidente do PDS, Lothar Bisky, considerando que o partido precisa de «novos impulsos» para permanecer na cena política alemã com uma perspectiva de longo prazo.
Dois dias antes deste conclave, activistas da Alternativa Eleitoral para o Trabalho e a Justiça Social (WASG), o novo partido de esquerda criado em Janeiro na parte ocidental do país, aprovaram com 82 por cento dos votos a proposta da direcção de apresentar listas comuns com o PDS. No entanto, manifestaram o desejo de que o seu aliado adoptasse um nome menos conotado ideologicamente com a experiência socialista da antiga República Democrática Alemã, alegando que a memória desta permanece impopular entre os alemães de oeste.
A WASG reagrupa dissidentes e desiludidos com a social-democracia do chanceler Schroeder, designadamente, o antigo ministro e presidente do SPD, Oskar Lafontaine, sindicalistas em ruptura com direcções reformistas, militantes trotskistas e de movimentos antiglobalização.
Os candidatos das duas formações apresentar-se-ão sob a bandeira do Partido de Esquerda (Linkspartei), embora no Leste alemão haja a possibilidade de acrescentar a sigla PDS de modo a não confundir o eleitorado tradicional.
Afirmando-se como uma alternativa à deriva neoliberal do conjunto dos partidos representados no parlamento alemão, o Bundestag, a nova aliança de esquerda recolhe actualmente nas sondagens entre 8 a 12 por cento das intenções de voto, previsões que superam largamente os resultados obtidos anteriormente pelo PDS (abaixo dos cinco por cento em 2002) e que, a confirmarem-se, lhe permitiriam conquistar pela primeira vez assentos no hemiciclo.
No Leste da Alemanha, o Partido do Socialismo Democrático lidera neste momento as sondagens, à frente da União Democrata-Cristã (CDU), partido considerado como o provável vencedor das próximas eleições.
A aliança de esquerda poderá assim transformar-se na terceira força política, ultrapassando os «Verdes», que integram a actual coligação governativa, e o Partido Liberal (FDP).
A mudança de nome teve como objectivo dar «um sinal de renovação», declarou o presidente do PDS, Lothar Bisky, considerando que o partido precisa de «novos impulsos» para permanecer na cena política alemã com uma perspectiva de longo prazo.
Dois dias antes deste conclave, activistas da Alternativa Eleitoral para o Trabalho e a Justiça Social (WASG), o novo partido de esquerda criado em Janeiro na parte ocidental do país, aprovaram com 82 por cento dos votos a proposta da direcção de apresentar listas comuns com o PDS. No entanto, manifestaram o desejo de que o seu aliado adoptasse um nome menos conotado ideologicamente com a experiência socialista da antiga República Democrática Alemã, alegando que a memória desta permanece impopular entre os alemães de oeste.
A WASG reagrupa dissidentes e desiludidos com a social-democracia do chanceler Schroeder, designadamente, o antigo ministro e presidente do SPD, Oskar Lafontaine, sindicalistas em ruptura com direcções reformistas, militantes trotskistas e de movimentos antiglobalização.
Os candidatos das duas formações apresentar-se-ão sob a bandeira do Partido de Esquerda (Linkspartei), embora no Leste alemão haja a possibilidade de acrescentar a sigla PDS de modo a não confundir o eleitorado tradicional.
Afirmando-se como uma alternativa à deriva neoliberal do conjunto dos partidos representados no parlamento alemão, o Bundestag, a nova aliança de esquerda recolhe actualmente nas sondagens entre 8 a 12 por cento das intenções de voto, previsões que superam largamente os resultados obtidos anteriormente pelo PDS (abaixo dos cinco por cento em 2002) e que, a confirmarem-se, lhe permitiriam conquistar pela primeira vez assentos no hemiciclo.
No Leste da Alemanha, o Partido do Socialismo Democrático lidera neste momento as sondagens, à frente da União Democrata-Cristã (CDU), partido considerado como o provável vencedor das próximas eleições.
A aliança de esquerda poderá assim transformar-se na terceira força política, ultrapassando os «Verdes», que integram a actual coligação governativa, e o Partido Liberal (FDP).