Metalúrgicos alcançam acordo
O poderoso sindicato alemão IG Metall alcançou, na quarta-feira, 11, um acordo salarial
que prevê aumentos de 3,5 por cento, a partir de 1 de Setembro, e um prémio único de 500 euros para o período entre Abril e Agosto.
Após semanas de negociações infrutíferas, marcadas por curtas paralisações de aviso, o sindicato preparava-se para convocar um vasto movimento grevista nos estados federais da Renânia do Norte/Vestefália (Oeste) Bremen e Baixa-Saxónia ((Norte), os mais importantes centros da metalurgia alemã.
Ao aumento de 6,5 por cento que reclamava para os cerca de 85 mil assalariados do sector, o patronato contrapunha 2,4 por cento e um prémio de 800 euros para cada trabalhador.
À última da hora, o conflito foi evitado e as partes alcançaram um acordo. O IG Mettal considerou o resultado «excepcionalmente bom» em comparação com o desfecho das negociações noutros sectores. Contudo, na véspera, o presidente desta estrutura, Jürgen Peters, havia denunciado a inflexibilidade dos patrões da indústria, notando que «as empresas nadam em dinheiro, os accionistas e os dirigentes beneficiam de rendimentos exorbitantes, mas os assalariados tem de se contentar com uma actualização que cobre à justa a taxa de inflação»
De facto, a indústria metalúrgica alemã tem registado uma subida espectacular dos lucros, em consequência do disparo da procura mundial, em especial da China. O número um do aço alemão, ThyssenKrupp, por exemplo, arrecadou em 2004 um lucro de 1,58 mil milhões de euros, quase o dobro dos 774 milhões de euros somados no exercício precedente. Pagou dividendos de 60 cêntimos por acção, contra 50 cêntimos em 2003, e repartiu 11,44 milhões de euros, com prémios incluídos, entre os nove membros da direcção, que no ano anterior tinham auferido 7,64 milhões de euros.
Só o patrão do grupo, Ekkehard Schulz, declarou um rendimento de 2,3 milhões de euros, em 2004, uma subida de 64 por cento face ao ano anterior.
Há 26 anos que não se regista um conflito laboral prolongado neste sector da economia alemã. A última greve do IG Metal, em 2003, foi limitada ao território da ex-RDA, terminando sem que o objectivo de baixar o horário de trabalho para as 35 horas tenha sido alcançado.
que prevê aumentos de 3,5 por cento, a partir de 1 de Setembro, e um prémio único de 500 euros para o período entre Abril e Agosto.
Após semanas de negociações infrutíferas, marcadas por curtas paralisações de aviso, o sindicato preparava-se para convocar um vasto movimento grevista nos estados federais da Renânia do Norte/Vestefália (Oeste) Bremen e Baixa-Saxónia ((Norte), os mais importantes centros da metalurgia alemã.
Ao aumento de 6,5 por cento que reclamava para os cerca de 85 mil assalariados do sector, o patronato contrapunha 2,4 por cento e um prémio de 800 euros para cada trabalhador.
À última da hora, o conflito foi evitado e as partes alcançaram um acordo. O IG Mettal considerou o resultado «excepcionalmente bom» em comparação com o desfecho das negociações noutros sectores. Contudo, na véspera, o presidente desta estrutura, Jürgen Peters, havia denunciado a inflexibilidade dos patrões da indústria, notando que «as empresas nadam em dinheiro, os accionistas e os dirigentes beneficiam de rendimentos exorbitantes, mas os assalariados tem de se contentar com uma actualização que cobre à justa a taxa de inflação»
De facto, a indústria metalúrgica alemã tem registado uma subida espectacular dos lucros, em consequência do disparo da procura mundial, em especial da China. O número um do aço alemão, ThyssenKrupp, por exemplo, arrecadou em 2004 um lucro de 1,58 mil milhões de euros, quase o dobro dos 774 milhões de euros somados no exercício precedente. Pagou dividendos de 60 cêntimos por acção, contra 50 cêntimos em 2003, e repartiu 11,44 milhões de euros, com prémios incluídos, entre os nove membros da direcção, que no ano anterior tinham auferido 7,64 milhões de euros.
Só o patrão do grupo, Ekkehard Schulz, declarou um rendimento de 2,3 milhões de euros, em 2004, uma subida de 64 por cento face ao ano anterior.
Há 26 anos que não se regista um conflito laboral prolongado neste sector da economia alemã. A última greve do IG Metal, em 2003, foi limitada ao território da ex-RDA, terminando sem que o objectivo de baixar o horário de trabalho para as 35 horas tenha sido alcançado.