Revolta geral
O primeiro feriado de Pentecostes, declarado pelo governo francês como jornada de trabalho não remunerada, saldou-se por um enorme fracasso, com greves que paralisaram ou reduziram fortemente a actividade económica.
A rejeição da jornada de trabalho não paga, imposta pelo governo de Jean-Pierre Raffarin para financiar um plano de ajuda aos idosos e pessoas incapacitadas, não foi surpresa para ninguém.
As sondagens realizadas no fim-de-semana garantiam que 75 por cento dos assalariados se opunham à medida e que apenas 44 por cento estavam dispostos a ir trabalhar na segunda-feira de Pentecostes (festa religiosa que assinala a descida do Espírito Santo aos apóstolos, 50 dias após a Páscoa).
Recorde-se que esta chamada «jornada de solidariedade» foi adoptada por lei na sequência da onda de calor do Verão de 2003 e que vitimou 15 mil pessoas, na sua maioria idosos.
Contudo, a maioria dos sindicatos considerou a medida injusta já que penaliza os trabalhadores, que perdem o respectivo salário, e favorece as empresas, que ficam com o produto do seu trabalho, devendo apenas entregar as correspondentes quotizações sociais.
Para além disso, a receita que o Estado previa arrecadar (cerca de dois mil milhões de euros) não resolve o problema, já que, como reconheceu o próprio ministro da Saúde, seriam necessários cerca de seis mil milhões de euros para apoiar as pessoas dependentes, cujo número ascende a dois milhões.
País parado
As greves convocadas nos transportes urbanos de 89 cidades traduziram-se na paralisação quase total de autocarros, eléctricos e dos metros de Estrasburgo, Lille ou Bordéus. Em contrapartida, o metro de Paris assegurou o seu funcionamento quase sem perturbações, tendo oferecido um prémio de 100 euros aos trabalhadores que comparecessem.
A paragem dos controladores aéreos e do pessoal dos aeroportos provocaram a anulação e atrasos de vários voos, enquanto o funcionamento dos serviços públicos como o ensino, hospitais, correios e administração pública estiveram a meio gás. O protesto afectou ainda grandes empresas privadas coo ao Total, PSA ou Carrefour. Outras optaram pelo encerramento, descontando um dia de salário aos trabalhadores ou, no caso da TF1, Shell e Merck, mantiveram sem alteração o dia feriado.
A rejeição da jornada de trabalho não paga, imposta pelo governo de Jean-Pierre Raffarin para financiar um plano de ajuda aos idosos e pessoas incapacitadas, não foi surpresa para ninguém.
As sondagens realizadas no fim-de-semana garantiam que 75 por cento dos assalariados se opunham à medida e que apenas 44 por cento estavam dispostos a ir trabalhar na segunda-feira de Pentecostes (festa religiosa que assinala a descida do Espírito Santo aos apóstolos, 50 dias após a Páscoa).
Recorde-se que esta chamada «jornada de solidariedade» foi adoptada por lei na sequência da onda de calor do Verão de 2003 e que vitimou 15 mil pessoas, na sua maioria idosos.
Contudo, a maioria dos sindicatos considerou a medida injusta já que penaliza os trabalhadores, que perdem o respectivo salário, e favorece as empresas, que ficam com o produto do seu trabalho, devendo apenas entregar as correspondentes quotizações sociais.
Para além disso, a receita que o Estado previa arrecadar (cerca de dois mil milhões de euros) não resolve o problema, já que, como reconheceu o próprio ministro da Saúde, seriam necessários cerca de seis mil milhões de euros para apoiar as pessoas dependentes, cujo número ascende a dois milhões.
País parado
As greves convocadas nos transportes urbanos de 89 cidades traduziram-se na paralisação quase total de autocarros, eléctricos e dos metros de Estrasburgo, Lille ou Bordéus. Em contrapartida, o metro de Paris assegurou o seu funcionamento quase sem perturbações, tendo oferecido um prémio de 100 euros aos trabalhadores que comparecessem.
A paragem dos controladores aéreos e do pessoal dos aeroportos provocaram a anulação e atrasos de vários voos, enquanto o funcionamento dos serviços públicos como o ensino, hospitais, correios e administração pública estiveram a meio gás. O protesto afectou ainda grandes empresas privadas coo ao Total, PSA ou Carrefour. Outras optaram pelo encerramento, descontando um dia de salário aos trabalhadores ou, no caso da TF1, Shell e Merck, mantiveram sem alteração o dia feriado.