Abril vive nas lutas
Por todo o País, as comemorações populares reafirmam a actualidade dos valores que produziram as transformações revolucionárias e a necessidade de continuar a defender o que a contra-revolução ainda não conseguiu destruir.
Vamos festejar e defender o 25 de Abril
Em Lisboa, o desfile parte às 15 horas, do Marquês de Pombal para o Rossio.
O apelo à participação, elaborado pela Comissão Promotora e subscrito por personalidades do campo democrático, entre as quais dirigentes e militantes comunistas, coloca o enfoque na actualidade, expondo «uma longa lista de problemas, sobre os quais o novo poder terá de se debruçar quanto antes», para «reconduzir o País à senda do desenvolvimento».
Nas eleições reflectiu-se «a reprovação generalizada que uma governação, mais sensível a certo tipo de interesses restritos que aos interesses gerais, havia suscitado na população». A situação de Portugal «agravou-se, praticamente em todos os indicadores comparativos com os restantes países da União Europeia». Era afirmada «a intenção de reformar, mas não se explicava nem como, nem porquê, embora o objectivo privatizador estivesse sempre presente».
No apelo refere-se ainda, como resultado negativo da política dos governos PSD/PP, a aprovação de «um Código do Trabalho destinado a pôr em causa a contratação colectiva e a facilitar a exploração dos trabalhadores, retirando-lhes direitos e aumentando a precariedade da sua condição», e a elaboração da «mais desapiedada das leis das rendas». Nestes anos, «o crescimento económico arrastou-se anemicamente abaixo das previsões e o fosso que nos separava dos restantes países da Comunidade acentuou-se».
Hoje, «o País está consciente da acuidade das suas insuficiências e exigirá que o ónus das dificuldades seja distribuído equitativamente por todos, em lugar de recair primordialmente, como até agora, sobre os mais fracos e os mais desprotegidos». Quanto à eventual reformulação das leis eleitorais, no sentido de reforçar a proximidade entre eleitores e eleitos, «deverá respeitar o princípio da proporcionalidade», defende-se no apelo, acrescentando que «as mesmas preocupações deverão ser tidas em conta no sector autárquico».
São ainda abordadas outras matérias, desde a igualdade entre mulheres e homens nas condições de acesso ao trabalho e de remuneração, ao fim da criminalização do aborto clandestino, às agravadas dificuldades dos imigrantes ou à realização do referendo sobre o tratado constitucional da UE.
O apelo à participação, elaborado pela Comissão Promotora e subscrito por personalidades do campo democrático, entre as quais dirigentes e militantes comunistas, coloca o enfoque na actualidade, expondo «uma longa lista de problemas, sobre os quais o novo poder terá de se debruçar quanto antes», para «reconduzir o País à senda do desenvolvimento».
Nas eleições reflectiu-se «a reprovação generalizada que uma governação, mais sensível a certo tipo de interesses restritos que aos interesses gerais, havia suscitado na população». A situação de Portugal «agravou-se, praticamente em todos os indicadores comparativos com os restantes países da União Europeia». Era afirmada «a intenção de reformar, mas não se explicava nem como, nem porquê, embora o objectivo privatizador estivesse sempre presente».
No apelo refere-se ainda, como resultado negativo da política dos governos PSD/PP, a aprovação de «um Código do Trabalho destinado a pôr em causa a contratação colectiva e a facilitar a exploração dos trabalhadores, retirando-lhes direitos e aumentando a precariedade da sua condição», e a elaboração da «mais desapiedada das leis das rendas». Nestes anos, «o crescimento económico arrastou-se anemicamente abaixo das previsões e o fosso que nos separava dos restantes países da Comunidade acentuou-se».
Hoje, «o País está consciente da acuidade das suas insuficiências e exigirá que o ónus das dificuldades seja distribuído equitativamente por todos, em lugar de recair primordialmente, como até agora, sobre os mais fracos e os mais desprotegidos». Quanto à eventual reformulação das leis eleitorais, no sentido de reforçar a proximidade entre eleitores e eleitos, «deverá respeitar o princípio da proporcionalidade», defende-se no apelo, acrescentando que «as mesmas preocupações deverão ser tidas em conta no sector autárquico».
São ainda abordadas outras matérias, desde a igualdade entre mulheres e homens nas condições de acesso ao trabalho e de remuneração, ao fim da criminalização do aborto clandestino, às agravadas dificuldades dos imigrantes ou à realização do referendo sobre o tratado constitucional da UE.