Realeza subsidiada
A rainha de Inglaterra, o príncipe Carlos, duques, condes, barões e marqueses da Grã-Bretanha estão entre os maiores beneficiários dos subsídios agrícolas concedidos por Bruxelas.
A rainha de Inglaterra recebeu 800 mil euros da PAC
Dados oficiais revelados na passada semana, dia 23, no quadro da política de transparência de informação ao público, em vigor na Grã-Bretanha desde o início do ano, vieram confirmar mais uma vez a profunda desigualdade na distribuição dos subsídios da Política Agrícola Comum.
Segundo o jornal francês Le Monde, cerca de 10 mil agricultores e empresas agrícolas britânicas receberam no ano fiscal de 2003-2004 o equivalente a 2,4 mil milhões de euros em subvenções. No entanto, o grosso do bolo foi parar às mãos das grandes sociedades, em detrimento dos pequenos agricultores que poucas ajudas receberam.
No topo da lista dos mais beneficiados figuram as propriedades de sir Richard Sutton, herdeiro de uma poderosa família de Berkshire. Seguem-se os domínios da nata da aristrocracia, como os do duque de Marborough e do de Westminster, detentor da segunda maior fortuna do reino.
Por seu turno, a rainha de Inglaterra recebeu cerca de 800 mil euros pelos seus domínios de Sandringham e de Windsor. O seu filho Charles teve direito a cerca de metade pelo ducado da Cornualha e sua quinta de Highgrove.
Do lado oposto, 100 agricultores receberam apenas 25 libras (36 euros) e há mesmo o caso de um certo M. Kelmean que teve de se contentar com 35 pence (45 cêntimos)
Embora o Sindicato dos Agricultores tenha tentado diminuir a importância das ajudas provenientes da PAC, alegando que os montantes globais não vão além de 0,14 por cento do total das despesas públicas anuais do país, o facto é que os grandes proprietários fundiários tudo fizeram para evitar a publicação da lista.
Os dados foram solicitados ao Ministério da Agricultura pela associação humanitária Oxfam defensora de uma reforma da PAC que favoreça os países produtores mais pobres.
Segundo o jornal francês Le Monde, cerca de 10 mil agricultores e empresas agrícolas britânicas receberam no ano fiscal de 2003-2004 o equivalente a 2,4 mil milhões de euros em subvenções. No entanto, o grosso do bolo foi parar às mãos das grandes sociedades, em detrimento dos pequenos agricultores que poucas ajudas receberam.
No topo da lista dos mais beneficiados figuram as propriedades de sir Richard Sutton, herdeiro de uma poderosa família de Berkshire. Seguem-se os domínios da nata da aristrocracia, como os do duque de Marborough e do de Westminster, detentor da segunda maior fortuna do reino.
Por seu turno, a rainha de Inglaterra recebeu cerca de 800 mil euros pelos seus domínios de Sandringham e de Windsor. O seu filho Charles teve direito a cerca de metade pelo ducado da Cornualha e sua quinta de Highgrove.
Do lado oposto, 100 agricultores receberam apenas 25 libras (36 euros) e há mesmo o caso de um certo M. Kelmean que teve de se contentar com 35 pence (45 cêntimos)
Embora o Sindicato dos Agricultores tenha tentado diminuir a importância das ajudas provenientes da PAC, alegando que os montantes globais não vão além de 0,14 por cento do total das despesas públicas anuais do país, o facto é que os grandes proprietários fundiários tudo fizeram para evitar a publicação da lista.
Os dados foram solicitados ao Ministério da Agricultura pela associação humanitária Oxfam defensora de uma reforma da PAC que favoreça os países produtores mais pobres.