Cada vez mais desemprego

Os últimos dados divulgados pelo INE sobre o desemprego levaram a CGTP-IN, em conferência de imprensa de dia 16, a exigir uma verdadeira ruptura com as políticas anteriores. O membro da Executiva da central, José Ernesto Cartaxo, considerou que o índice revela uma situação extremamente preocupante. O combate ao desemprego deve ser uma prioridade do próximo Governo, de forma a reduzir as dificuldades sociais enfrentadas hoje por quase meio milhão de desempregados.
Segundo o INE, o desemprego está no nível mais alto desde 1998. Subiu para 7,1 por cento, no quarto trimestre de 2004, se comparado com igual período de 2003. O mesmo dirigente sindical salientou que a desaceleração da taxa de desemprego foi interrompida, prevendo-se novos crescimentos, numa altura em que o sector têxtil nacional se encontra seriamente ameaçado com a abertura ao mercado têxtil da China, e quando se fala repetidamente em reduzir o emprego na Administração Pública.
Ernesto Cartaxo considerou que este resultado é consequência das políticas dos últimos governos, com a obsessão pela redução do défice orçamental, descurando o investimento, a formação e o crescimento económico.

Lisboa flagelada

O distrito de Lisboa continua a ser assolado pelo aumento do desemprego, denunciou no dia 17 a USL/CGTP-IN, numa nota à imprensa onde comenta os dados revelados no dia anterior pelo INE, que apontam para uma taxa de 8,1 por cento. A União dos Sindicatos de Lisboa salienta que, deste número, não constam os trabalhadores em programas de formação profissional e os que trabalham 15 ou menos horas semanais. No distrito havia em Setembro, segundo o IEFP, 92 724 trabalhadores desempregados registados. Na altura, a USL salientou que um quarto dos trabalhadores por conta de outrém são precários, e que as dívidas a 17 mil trabalhadores de 240 empresas com salários em atraso e indemnizações em dívida, ascendem aos 90 milhões de euros.
A USL pretende ver criado um prazo máximo para a liquidação da massa falida das empresas, findo o qual, o Estado deve pagar os créditos. A criação de contratos permanentes de trabalho, o investimento no sector produtivo e a revogação das normas mais gravosas da legislação laboral são propostas da USL para enfrentar a situação.


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