Milhares contra Bush
A embaixada dos EUA em Bruxelas foi o local escolhidos por cinco mil manifestantes que se reuniram anteontem para protestar contra a política do Governo norte-americano, a propósito da visita de Bush à cidade.
Só entraram no Bairro Europeu pessoas autorizadas e a estação de metro esteve fechada
A iniciativa foi organizada pela plataforma Stop Bush, que congrega mais de 80 associações pacifistas, de defesa dos direitos humanos e ecologista. Sob apertada vigilância policial, os manifestantes concentraram-se do outro lado da avenida onde se situa a embaixada, onde, no momento, o presidente dos Estados Unidos recebia o seu homólogo francês, Jacques Chirac.
Vários metros e duas filas de polícias munidos de capacetes, escudos e bastões separaram os populares e George Bush. Um jovem que atirou alguns ovos foi detido pela polícia para interrogatório.
Durante a manifestação, o director da Amnistia Internacional para a Bélgica francófona, Philippe Hensmans, manifestou-se preocupado por estarem a ser postas em causa nos Estados Unidos as liberdades individuais desde o 11 de Setembro de 2001 e «pelas facadas» nos direitos humanos no campo de prisioneiros de Guantanamo, em território cubano, e na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.
«Se George W. Bush quer falar à União Europeia, tudo bem. Mas é preciso que os europeus estejam prontos a lembrar-lhe que não se deve transigir nos direitos fundamentais», afirmou Hensmans, citado pela agência Lusa.
«Manifestamo-nos a favor da paz e contra a política económica de George W. Bush, que se baseia no recurso à força», explicou um jovem manifestante no local.
O presidente norte-americano participou em duas cimeiras em Bruxelas, anteontem, uma com os chefes de Estado e de Governo dos países membros da NATO e outra com os líderes dos países da União Europeia.
Em redor da sede da NATO e no Bairro Europeu, onde se realizou a maior parte das reuniões, a polícia montou um «perímetro de segurança reforçado». Só entraram no Bairro Europeu pessoas autorizadas, a estação de metro de Schuman manteve-se fechada durante toda a terça-feira e uma grande parte dos funcionários europeus não foi trabalhar.
Vários metros e duas filas de polícias munidos de capacetes, escudos e bastões separaram os populares e George Bush. Um jovem que atirou alguns ovos foi detido pela polícia para interrogatório.
Durante a manifestação, o director da Amnistia Internacional para a Bélgica francófona, Philippe Hensmans, manifestou-se preocupado por estarem a ser postas em causa nos Estados Unidos as liberdades individuais desde o 11 de Setembro de 2001 e «pelas facadas» nos direitos humanos no campo de prisioneiros de Guantanamo, em território cubano, e na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.
«Se George W. Bush quer falar à União Europeia, tudo bem. Mas é preciso que os europeus estejam prontos a lembrar-lhe que não se deve transigir nos direitos fundamentais», afirmou Hensmans, citado pela agência Lusa.
«Manifestamo-nos a favor da paz e contra a política económica de George W. Bush, que se baseia no recurso à força», explicou um jovem manifestante no local.
O presidente norte-americano participou em duas cimeiras em Bruxelas, anteontem, uma com os chefes de Estado e de Governo dos países membros da NATO e outra com os líderes dos países da União Europeia.
Em redor da sede da NATO e no Bairro Europeu, onde se realizou a maior parte das reuniões, a polícia montou um «perímetro de segurança reforçado». Só entraram no Bairro Europeu pessoas autorizadas, a estação de metro de Schuman manteve-se fechada durante toda a terça-feira e uma grande parte dos funcionários europeus não foi trabalhar.