13 anos de impasse
A situação no Sara Ocidental pode degradar-se se nada for feito para ultrapassar o impasse em que se encontram as negociações entre a Frente Polisário e Marrocos, advertiu a semana passada o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
No seu relatório sobre o Sara, Annan lamenta que 13 anos passados desde que a Frente Polisário e Marrocos acordaram num cessar-fogo continue «sem haver acordo sobre a forma de superar o ponto morto entre as partes, e sem se permitir aos habitantes do Sara Ocidental exercer o seu direito à auto-determinação».
Afirmando-se disposto a prosseguir os esforços para «ajudar as partes a encontrar uma solução para o actual bloqueio e a avançar para conseguir uma solução política, justa, duradoura e aceitável para ambas as partes», Kofi Annan sublinha o êxito que, apesar do impasse, alcançaram nos últimos meses as medidas de «fomento da confiança».
Exemplo das referidas medidas é o «programa de visitas» que está a ser levado a cabo para reunir os saharauis com familiares refugiados nos campos de Tinduf, na Argélia, muitos dos quais não se viam há três décadas.
O secretário-geral da ONU congratulou-se também com a decisão da Frente Polisário de libertar dois prisioneiros marroquinos gravemente doentes, mas lembra que a organização ainda tem 410 outros presos de guerra.
O processo de paz para o Sara Ocidental está bloqueado por Marrocos, que rejeitou a proposta do enviado especial da ONU, James Baker, em que se previa uma ampla autonomia administrativa de quatro ou cinco anos para o território, sob soberania marroquina, a que se seguiria um referendo sobre a autodeterminação.
O plano Baker, aceite pelo conselho de Segurança da ONU, pela Frente Polisário e pela Argélia, esbarrou com a intransigência marroquina que desde a primeira hora pretendeu incluir nas listas de eleitores pessoas que nada têm a ver com o Sara Ocidental.
O novo mandato da ONU para a região, aprovado em Outubro último, é válido por seis meses.
No seu relatório sobre o Sara, Annan lamenta que 13 anos passados desde que a Frente Polisário e Marrocos acordaram num cessar-fogo continue «sem haver acordo sobre a forma de superar o ponto morto entre as partes, e sem se permitir aos habitantes do Sara Ocidental exercer o seu direito à auto-determinação».
Afirmando-se disposto a prosseguir os esforços para «ajudar as partes a encontrar uma solução para o actual bloqueio e a avançar para conseguir uma solução política, justa, duradoura e aceitável para ambas as partes», Kofi Annan sublinha o êxito que, apesar do impasse, alcançaram nos últimos meses as medidas de «fomento da confiança».
Exemplo das referidas medidas é o «programa de visitas» que está a ser levado a cabo para reunir os saharauis com familiares refugiados nos campos de Tinduf, na Argélia, muitos dos quais não se viam há três décadas.
O secretário-geral da ONU congratulou-se também com a decisão da Frente Polisário de libertar dois prisioneiros marroquinos gravemente doentes, mas lembra que a organização ainda tem 410 outros presos de guerra.
O processo de paz para o Sara Ocidental está bloqueado por Marrocos, que rejeitou a proposta do enviado especial da ONU, James Baker, em que se previa uma ampla autonomia administrativa de quatro ou cinco anos para o território, sob soberania marroquina, a que se seguiria um referendo sobre a autodeterminação.
O plano Baker, aceite pelo conselho de Segurança da ONU, pela Frente Polisário e pela Argélia, esbarrou com a intransigência marroquina que desde a primeira hora pretendeu incluir nas listas de eleitores pessoas que nada têm a ver com o Sara Ocidental.
O novo mandato da ONU para a região, aprovado em Outubro último, é válido por seis meses.