Coisas que ando a dizer…
Escrevo no Zambujal, pequena aldeia do concelho de Ourém, no distrito de Santarém, divisão política de Portugal, país europeu membro da União Europeia, de um mundo sempre mais interligado, sendo essa interligação, enquanto expressão contemporânea da luta de classes, a globalização imperialista e o seu contrário.
Começo pelo fim. Escrevendo coisas.
No mundo…
… há sinais interessantes. Diria animadores. Países em que ditaduras se sucediam e alternavam, procuram caminhos democráticos, frentes amplas, mobilizam-se massas, discute-se, seriamente!, como articular o que se diz ser político e o que é dito ser social. Em Marx e em Lenine se procura e encontra a raiz das nossas respostas.
Na União Europeia...
… pode dizer-se que a confusão estratégica (ou será táctica?) é grande. Uma impropriamente chamada (ou mal-dita) «constituição europeia» e um alargamento à Turquia, que pouco Europa é, não virão resolver a confusão, antes a aumentariam. Do outro lado, do nosso, também não se pode dizer que haja sempre convergência e unidade, porque há perda de referências factuais e fragilidades ideológicas que levam à incompreensão de uma História humana que ainda mal saiu da pré-história, que começou com as classes e a sua luta.
Em Portugal…
…estamos num País em que há forças políticas que não aceitam a fatalidade das alternâncias e lutam por alternativas, políticas e de sociedade, ou melhor: por outras políticas e por uma sociedade outra, que esta, a do capitalismo, a deste sistema predador não pode ser o fim da história… da História da Humanidade que mal começou. Estamos num País em que, às ilusões, se sucedem desilusões, «estados de graça» a abandonos em desgraça, de jogos de «toca e foge», de tocata ao canto da sereia e fuga ao rebate da sirene. Estamos num País em que há um Partido que continua a luta e que, negando sucessivas certidões de óbito, está bem vivo, mostra boa saúde e capacidade de recuperação a vírus, epidemias e pandemias.
Numa batalha dessa luta estamos…
… recusando que a escolha seja entre José ou Pedro & Paulo para primeiro ministro, entre o menor do mesmo mal, entre os da co-encenação e o co-incinerador. Em cada distrito, a escolha é de deputados que, por nós eleitos, vão representar os portugueses no parlamento nacional, com 230 assim escolhidos, no quadro da democracia representativa que temos. E a situação é grave porque se sacrificou o social, a condição de vida dos portugueses (de quase todos), com argumentos-pretextos como o da moeda única, o da imposição do equilíbrio dos orçamentos que, para falaciosamente parecerem equilibrados, entregando a particulares património de todos, inventando artes e manhas que beneficiam uns poucos em prejuízo da esmagadora maioria (incapaz de esmagar quem a explora e esmaga…).
O que se propõe… como se não houvesse memória
Perante a não escamoteável gravidade da situação criada pela alternância na consecução das mesmas políticas, sugere-se a solução do “bloco central”, propõe-se explicitamente o “pacto de regime”, como num passado ainda recente que se quereria esquecido. Tudo em nome da economia, cada vez mais finanças e banca por se ter destruído capacidade produtiva e se desaproveitarem recursos que são nossos, portugueses. E sugere-se e propõe-se dramaticamente, em nome da salvação nacional, que seria a salvação do regime para continuidade das políticas que a esta situação trouxeram o País.
Responsabilidades e credibilidade
Face a um PSD à deriva, depois de tantos disparates, e de um PS cego pela sede de poder, aparecem, como arautos dessa necessidade de salvar o regime, figuras com a aura de não serem políticas, ou que acima da política estariam, como o Presidente da República e o Governador do Banco de Portugal. Figuras que, significativamente, até já foram secretários-gerais de um PS que, com a sua direita, há trinta anos tem partilhado governos, em alternância ou cohabitação.
Salvar o regime…
… para que continuem as políticas? Não!, lutar por outras políticas e por um outro regime, este sim democrático e mobilizador dos portugueses. Que só o pode ser se for da esquerda com a esquerda, e não resultado de outras combinações em que a pretensa esquerda se apague nas sucessivas políticas de um regime de direita, ao serviço dos interesses financeiros. E é aqui que começa a luta, que começam as lutas. Aqui, onde estão as pessoas, e com as pessoas. As lutas de hoje, as lutas de sempre.
Começo pelo fim. Escrevendo coisas.
No mundo…
… há sinais interessantes. Diria animadores. Países em que ditaduras se sucediam e alternavam, procuram caminhos democráticos, frentes amplas, mobilizam-se massas, discute-se, seriamente!, como articular o que se diz ser político e o que é dito ser social. Em Marx e em Lenine se procura e encontra a raiz das nossas respostas.
Na União Europeia...
… pode dizer-se que a confusão estratégica (ou será táctica?) é grande. Uma impropriamente chamada (ou mal-dita) «constituição europeia» e um alargamento à Turquia, que pouco Europa é, não virão resolver a confusão, antes a aumentariam. Do outro lado, do nosso, também não se pode dizer que haja sempre convergência e unidade, porque há perda de referências factuais e fragilidades ideológicas que levam à incompreensão de uma História humana que ainda mal saiu da pré-história, que começou com as classes e a sua luta.
Em Portugal…
…estamos num País em que há forças políticas que não aceitam a fatalidade das alternâncias e lutam por alternativas, políticas e de sociedade, ou melhor: por outras políticas e por uma sociedade outra, que esta, a do capitalismo, a deste sistema predador não pode ser o fim da história… da História da Humanidade que mal começou. Estamos num País em que, às ilusões, se sucedem desilusões, «estados de graça» a abandonos em desgraça, de jogos de «toca e foge», de tocata ao canto da sereia e fuga ao rebate da sirene. Estamos num País em que há um Partido que continua a luta e que, negando sucessivas certidões de óbito, está bem vivo, mostra boa saúde e capacidade de recuperação a vírus, epidemias e pandemias.
Numa batalha dessa luta estamos…
… recusando que a escolha seja entre José ou Pedro & Paulo para primeiro ministro, entre o menor do mesmo mal, entre os da co-encenação e o co-incinerador. Em cada distrito, a escolha é de deputados que, por nós eleitos, vão representar os portugueses no parlamento nacional, com 230 assim escolhidos, no quadro da democracia representativa que temos. E a situação é grave porque se sacrificou o social, a condição de vida dos portugueses (de quase todos), com argumentos-pretextos como o da moeda única, o da imposição do equilíbrio dos orçamentos que, para falaciosamente parecerem equilibrados, entregando a particulares património de todos, inventando artes e manhas que beneficiam uns poucos em prejuízo da esmagadora maioria (incapaz de esmagar quem a explora e esmaga…).
O que se propõe… como se não houvesse memória
Perante a não escamoteável gravidade da situação criada pela alternância na consecução das mesmas políticas, sugere-se a solução do “bloco central”, propõe-se explicitamente o “pacto de regime”, como num passado ainda recente que se quereria esquecido. Tudo em nome da economia, cada vez mais finanças e banca por se ter destruído capacidade produtiva e se desaproveitarem recursos que são nossos, portugueses. E sugere-se e propõe-se dramaticamente, em nome da salvação nacional, que seria a salvação do regime para continuidade das políticas que a esta situação trouxeram o País.
Responsabilidades e credibilidade
Face a um PSD à deriva, depois de tantos disparates, e de um PS cego pela sede de poder, aparecem, como arautos dessa necessidade de salvar o regime, figuras com a aura de não serem políticas, ou que acima da política estariam, como o Presidente da República e o Governador do Banco de Portugal. Figuras que, significativamente, até já foram secretários-gerais de um PS que, com a sua direita, há trinta anos tem partilhado governos, em alternância ou cohabitação.
Salvar o regime…
… para que continuem as políticas? Não!, lutar por outras políticas e por um outro regime, este sim democrático e mobilizador dos portugueses. Que só o pode ser se for da esquerda com a esquerda, e não resultado de outras combinações em que a pretensa esquerda se apague nas sucessivas políticas de um regime de direita, ao serviço dos interesses financeiros. E é aqui que começa a luta, que começam as lutas. Aqui, onde estão as pessoas, e com as pessoas. As lutas de hoje, as lutas de sempre.