Semana de greves
Trabalhadores de vários sectores de actividade iniciaram em França, na segunda-feira, dia 17, uma semana de greves em defesa do emprego, salários e dos serviços públicos.
A próxima jornada de luta está marcada para 5 de Fevereiro
Correios, caminhos-de-ferro, distribuição de gás e electricidade, ensino, saúde, administração pública são alguns dos sectores abrangidos pelas greves convocadas, na sua maioria, conjuntamente pelas principais centrais sindicais do País (CGT, CFDT, FO e CFTC).
Para hoje, quinta-feira, está marcada uma jornada nacional de acção do pessoal docente contra a reforma da educação preparada pelo ministro François Filon. Em simultâneo, o conjunto dos funcionários da administração Pública paralisam em protesto contra o fracasso das negociações salariais. Ao todo, estão convocados cinco milhões de trabalhadores, muitos dos quais participam em desfiles em várias regiões do país.
As manifestações e greves começaram na segunda-feira, 17, no sector da saúde, com uma mobilização dos internos de medicina geral contra a nova convenção no sector.
Na terça-feira, os sindicatos da CGT, SUD, FO e CFTC apelaram à paralisação dos 300 mil trabalhadores dos correios (La Poste) em sinal de repúdio pelo projecto de lei, que neste dia começou a ser discutido no Parlamento, determinado a liberalização deste serviço público essencial.
Para ontem, quarta-feira, as sete federações de ferroviários tinham marcado uma greve contra o orçamento de 2005 que prevê a supressão de 3590 postos de trabalho. Na empresas de gás e electricidade (EDF e GDF) estava prevista uma paragem de 24 horas convocada pela CGT e outra de quatro horas declarada pela FO em defesa do emprego. Os trabalhadores e organizações sindicais receiam de que o projecto industrial em discussão na empresa se traduza na eliminação de entre 12 mil a 15 mil postos de trabalho até final de 2007. No mesmo dia 3 100 cirurgiões ameaçavam paralisar os blocos operatórios.
Para sábado, dia 22, está prevista uma manifestação em Paris de médicos internos e generalistas contra a reforma da assistência médica.
Dois terços apoiam protestos
Segundo um sondagem publicada na segunda-feira pelo «Le Parisien/Aujourd’hui» en France», dois em cada três franceses (65%) demonstram simpatia ou apoiam os diferentes movimentos grevistas destas semana.
Entre os inquiridos, 41 por cento afirmam «apoiar» e 24 por cento manifestam «simpatia» com os protestos organizados deseinadamente pelos ferroviários, pessoal docente e trabalhadores dos correios. Apenas seis por cento se dizem «hostis», nove por cento declaram «oposição» enquanto 19 por cento ficam «indiferentes»
Por outro lado, 75 por cento responderam que estão dispostos a manifestar-se para defender o seu poder de compra e 59 por cento para defender os serviços públicos. Em contrapartida, menos de metade dos inquiridos (47 por cento) afirmaram-se dispostos a manifestar-se nas ruas em defesa das 35 horas semanais.
Para o próximo dia 5 de Fevereiro, os sindicatos pretendem mobilizar trabalhadores dos sectores público e privados para exigir a manutenção do horário máximo de 35 horas semanais vigente em França
Para hoje, quinta-feira, está marcada uma jornada nacional de acção do pessoal docente contra a reforma da educação preparada pelo ministro François Filon. Em simultâneo, o conjunto dos funcionários da administração Pública paralisam em protesto contra o fracasso das negociações salariais. Ao todo, estão convocados cinco milhões de trabalhadores, muitos dos quais participam em desfiles em várias regiões do país.
As manifestações e greves começaram na segunda-feira, 17, no sector da saúde, com uma mobilização dos internos de medicina geral contra a nova convenção no sector.
Na terça-feira, os sindicatos da CGT, SUD, FO e CFTC apelaram à paralisação dos 300 mil trabalhadores dos correios (La Poste) em sinal de repúdio pelo projecto de lei, que neste dia começou a ser discutido no Parlamento, determinado a liberalização deste serviço público essencial.
Para ontem, quarta-feira, as sete federações de ferroviários tinham marcado uma greve contra o orçamento de 2005 que prevê a supressão de 3590 postos de trabalho. Na empresas de gás e electricidade (EDF e GDF) estava prevista uma paragem de 24 horas convocada pela CGT e outra de quatro horas declarada pela FO em defesa do emprego. Os trabalhadores e organizações sindicais receiam de que o projecto industrial em discussão na empresa se traduza na eliminação de entre 12 mil a 15 mil postos de trabalho até final de 2007. No mesmo dia 3 100 cirurgiões ameaçavam paralisar os blocos operatórios.
Para sábado, dia 22, está prevista uma manifestação em Paris de médicos internos e generalistas contra a reforma da assistência médica.
Dois terços apoiam protestos
Segundo um sondagem publicada na segunda-feira pelo «Le Parisien/Aujourd’hui» en France», dois em cada três franceses (65%) demonstram simpatia ou apoiam os diferentes movimentos grevistas destas semana.
Entre os inquiridos, 41 por cento afirmam «apoiar» e 24 por cento manifestam «simpatia» com os protestos organizados deseinadamente pelos ferroviários, pessoal docente e trabalhadores dos correios. Apenas seis por cento se dizem «hostis», nove por cento declaram «oposição» enquanto 19 por cento ficam «indiferentes»
Por outro lado, 75 por cento responderam que estão dispostos a manifestar-se para defender o seu poder de compra e 59 por cento para defender os serviços públicos. Em contrapartida, menos de metade dos inquiridos (47 por cento) afirmaram-se dispostos a manifestar-se nas ruas em defesa das 35 horas semanais.
Para o próximo dia 5 de Fevereiro, os sindicatos pretendem mobilizar trabalhadores dos sectores público e privados para exigir a manutenção do horário máximo de 35 horas semanais vigente em França